Política MT
Lei garante o repasse direto de recursos entre Estado e hospitais filantrópicos

Thiago Silva é co-autor e Nininho autor da proposta que beneficia os filantrópicos
Para acabar com os entraves no repasse de recursos financeiros por parte de alguns municípios aos hospitais filantrópicos, o Governo de Mato Grosso sancionou a Lei de n.º 12.030/2023 que garante que os valores do Fundo Estadual de Saúde (FES) sejam pagos diretamente às entidades prestadoras de serviço de saúde. A matéria foi publicada, nesta quinta-feira (23), no Diário Oficial do Estado (DOE), de n.º 28.463, pelo Poder Executivo Estadual.
O deputado estadual Thiago Silva (MDB) que foi um dos co-autores da proposta, juntamente com mais sete parlamentares, avalia que isso é um ganho para os entes filantrópicos, principalmente para a Santa Casa de Rondonópolis que aguarda o repasse de mais de R$ 8 milhões da Prefeitura Municipal pelos serviços realizados no período de novembro e dezembro de 2022 e janeiro deste ano, conforme dados divulgados no Boletim Informativo, nesta última segunda-feira (20), pela entidade.
“Essa lei vai dar celeridade e desburocratizar o repasse dos recursos gerados dos incentivos fiscais entre o governo estadual, por meio do FES, e às instituições filantrópicas de saúde pública. Parabenizo o colega deputado Nininho (PSD) de ter tomado a iniciativa e termos unido forças para alcançarmos esse resultado que é bastante significativo para os hospitais filantrópicos. E no final, quem ganha é o cidadão que depende dos serviços do SUS (Sistema Único de Saúde)”, declarou o parlamentar.
Expectativa
A presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso (Fehosmt) e diretora da Santa Casa de Rondonópolis, Bianca Talita, explica que com a lei sancionada pelo Estado – as expectativas são bem positivas. “Os deputados estão sensíveis e foram unânimes na aprovação, o Governo de Mato Grosso fez um trabalho intenso com a Procuradoria Geral para entender como essa lei funcionaria e como seria para prestar contas de todos esses recursos. Esperamos que haja sensibilidade também da nossa prefeitura local para que ajuste o contrato, já que não temos desde julho do ano passado”, informou.
A Santa Casa de Rondonópolis realiza cerca de 500 mil atendimentos por ano, baseados na excelência, qualidade e humanização aos pacientes de 19 municípios de Mato Grosso. Com a Lei de n.º 12.030/2023, Talita avalia a ampliação dos serviços para outras regiões mato-grossenses, com a oportunidade de realizar a contratualização diretamente com o Estado, sem a intervenção do município que, antes, teria que fazer o cadastro do hospital.
“Essa lei vai nos possibilitar atender todas as regiões de Mato Grosso. Outros serviços diretos para o Estado, como o Programa Mais Cirurgias MT, que vamos poder fechar com o governo estadual diante de uma alta demanda de cirurgias eletivas. Vamos conseguir oferecer serviços para todo o Estado. Esse é o grande diferencial”, explicou a presidente da Fehosmt.
A nova lei altera a Lei de nº 11.487/2021 que converteu a obrigatoriedade de recolhimento dos benefícios fiscais ao Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF) – instituída em dezembro de 2018 e extinta no final de junho de 2021-, para destinar 80% ao FES e 20% para o Fundo de Apoio às Ações Sociais de Mato Grosso (FUS).
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Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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