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Polícia Civil alerta sobre financeiras que atuam com renegociação de empréstimos consignados

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), alerta servidores públicos civis e militares, ativos, inativos e pensionistas de Mato Grosso, para os atos praticados por empresas financeiras e de assessoria jurídica que oferecem a compra, a unificação ou a portabilidade de empréstimos consignados com “troco”.

Nos últimos meses, a Decon recebeu várias denúncias de vítimas que foram contatadas por funcionários de empresas financeiras e de assessoria jurídica, por meio de ligação telefônica ou de mensagem de WhatsApp, com a promessa de redução do valor total da dívida, das prestações mensais descontadas no holerite e das taxas de juros dos empréstimos consignados, além do depósito, na conta do consumidor, do dinheiro que restaria da quitação dos empréstimos anteriores (troco).

Somente em 2023, a Decon instaurou três procedimentos investigatórios para apurar se essas empresas estão induzido o consumidor a erro por meio de indicações ou de informações falsas ou enganosas sobre a natureza dos serviços que estão contratando. Se as suspeitas foram confirmadas, os responsáveis responderão por crime contra as relações de consumo, com pena que pode chegar a 5 anos de prisão e multa.

As investigações apontam que, em grande parte dos casos, sem fornecer informações suficientes para os consumidores, as empresas contratam empréstimos em até 120 parcelas, ou seja 10 anos para pagar, em mais de um banco, com taxas de juros mais altas do que as dos empréstimos anteriores e que no final resultam em dívidas com valores duas ou três vezes maiores do que as que o consumidor possuía antes de contratar os serviços.

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As empresas investigadas também ficam com a maior parte do dinheiro que resta dos empréstimos que elas contrataram em nome dos seus clientes e com os documentos que eles assinaram, havendo ainda o risco dessas empresas não quitarem todos os empréstimos consignados contratados anteriormente pelo consumidor, ou mesmo de não quitarem nenhum deles.

Servidores públicos inativos ou pensionistas, especialmente idosos, são os principais alvos dessas empresas e, muitas vezes, por conta das dificuldades de lidar com a internet, esses consumidores acabam não prestando atenção no detalhamento dos seus holerites e demoram a perceber que foram contratados empréstimos com prazo de pagamento de até 10 anos e juros altos em seus nomes.

No entanto, servidores públicos civis e militares ativos com nível superior, inclusive das forças policiais do Estado de Mato Grosso, também têm contratado os serviços dessas empresas e procurado a Delegacia do Consumidor para denunciar os fatos.

Atuação das empresas

Para passar credibilidade e conquistar a conquistar a simpatia e a confiança de servidores públicos e pensionistas, após o primeiro contato, as empresas pagam veículos de aplicativos de transporte urbano, como o Uber, para buscar e levar os consumidores até a empresa e posteriormente para casa.

Na loja, os clientes são, em regra, atendidos em um ambiente bonito, por pessoas jovens, bem-vestidas, muito atenciosas e que oferecem água, café e outros mimos, além de se interessarem por conversas sobre assuntos envolvendo o cotidiano dos consumidores, como, por exemplo, a igreja que eles frequentam, hobbies e a criação de pets.

Uma vez que os consumidores aceitam contratar os serviços de compra, unificação ou portabilidade dos empréstimos consignados que possuem, as empresas fotografam os clientes, colhem as assinaturas deles em contratos e procurações que não foram lidas anteriormente ou que foram pouco explicadas, e ainda solicitam o login e a senha de acesso dessas pessoas ao portal do servidor do Governo do Estado de Mato Grosso, entre outros documentos e informações.

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De posse desses documentos e dados, os consultores da empresa abrem contas em bancos, com ou sem o auxílio direto dos consumidores, e realizam um ou mais empréstimos em nome das vítimas, com valores de crédito maiores e prazos mais longos.

No geral, com o dinheiro desses novos empréstimos, as empresas quitam todos ou alguns dos empréstimos consignados que o servidor público civil ou militar que as contratou possui, repassam os valores prometidos para o consumidor e o restante do dinheiro obtido fica para a própria empresa, a título de remuneração pelos serviços prestados.

Orientações

O delegado da Decon, Rogério Ferreira, explica que até o início de março de 2021, a taxa Selic estava em 2% mas, desde então o Comitê de Política Monetária – Copom, do Banco Central brasileiro, subiu esse percentual que hoje está em 13,75% ao ano.

Diante do cenário atual, dificilmente o consumidor vai conseguir renegociar um empréstimo ou financiamento por juros menores do que os anteriormente contratados e qualquer tentativa de renegociação deve ter início por iniciativa do próprio servidor, preferencialmente, em uma agência física ou por meio do aplicativo ou de outro canal do Serviço de Atendimento ao Consumidor – Sac do banco ou da instituição financeira da sua confiança,

“Evite negociações com pessoas desconhecidas que ligam ou enviam mensagens, em nome de empresas que publicam anúncios duvidosos em redes sociais na internet ou em programas de televisão. Na dúvida, antes de entregar os seus documentos pessoais e de assinar qualquer documento ou de se deixar fotografar em uma empresa financeira ou de assessoria jurídica, não ceda a pressão dos vendedores, peça uma cópia do contrato, volte para casa, aguarde um ou dois dias antes de fechar o negócio”, disse o delegado.

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“Nesse período, pesquise ou peça para alguém com maior conhecimento de informática pesquisar a reputação daquela empresa na internet e procure conversar com seus familiares, especialmente com filhos adultos, amigos e pessoas próximas para avaliar melhor se os serviços oferecidos são mesmo úteis e, sempre dê preferência para o atendimento em agências físicas, direto no aplicativo ou pelo Sac do seu banco ou de uma empresa de sua total confiança”, concluiu.

Os consumidores que se sentirem lesados por essas empresas podem ir na Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), localizada na Av. Governador Dante Martins de Oliveira (Av. dos Trabalhadores), s/nº, antigo CISC Planalto, Bairro Carumbé, na Capital, de segunda a sexta-feira, das 08h às 12h e das 14h às 18h, para registrar um boletim de ocorrência e serem atendidas, além de registrar boletim de ocorrência em qualquer Delegacia de Polícia ou mesmo de qualquer lugar pela Delegacia Virtual (https://portal.sesp.mt.gov.br/delegacia-web/pages/home.seam – clicar na opção/aba “Outras Ocorrências Pré-registro de BO”).

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil MT deflagra operação e atinge núcleo de facção criminosa em Rondonópolis

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Polícia Civil MT deflagra operação e atinge núcleo de facção criminosa em Rondonópolis -
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A Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou nesta sexta-feira (26.6), a Operação Fragmentação, para cumprimento de 30 mandados judiciais contra uma célula de uma facção criminosa estruturada e agindo em diversos bairros de Rondonópolis.

A investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, resultou na decretação das medidas cautelares, entre prisões e de buscas e apreensões, deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 Juiz de Garantias – Polo Rondonópolis.

Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva, em Rondonópolis (MT) e nas cidades de Goiânia e Mineiros (ambas em Goiás).

Apuração

A Derf de Rondonópolis identificou um grupo que mantinha organização interna hierarquizada, divisão de funções e controle permanente sobre atividades ilícitas na região do Jardim Iguaçu e bairros adjacentes.

Os investigados agiam nos crimes de tráfico de drogas, extorsões, ocultação e movimentação de valores provenientes das ações ilícitas, além de outras práticas criminosas.

Conforme o delegado Dyulriman Pinto de Andrade Filho, os indícios apontaram que a estrutura local era composta por integrantes com atribuições específicas. As funções incluíam a administração cotidiana do controle de pontos de venda, a interlocução com estabelecimentos comerciais e o gerenciamento da arrecadação de valores destinados à organização.

Os policiais civis da Derf de Rondonópolis também conseguiram identificar os indivíduos responsáveis por fiscalizar o cumprimento das regras internas, apurar desvios de valores e deliberar sobre punições impostas aos membros que descumprissem determinações do grupo (prática utilizada para manter a coesão e a submissão dos integrantes à hierarquia criminosa).

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Durante a investigação, foram descobertos registros e anotações de arrecadação contendo informações sobre integrantes cadastrados, valores de contribuições mensais, pontos de venda de drogas e estabelecimentos submetidos a cobranças.

Segundo as apurações, parte dos valores era recolhida dos próprios integrantes da facção, enquanto outra parcela decorria de cobranças impostas a comerciantes, motoristas, imóveis, veículos e pontos de comércio instalados em áreas de influência do grupo.

“Foi identificada a cobrança de valores relacionados às mensalidades pagas pelos integrantes vinculados ao grupo, com registros de inadimplência e discussões sobre providências contra aqueles que deixavam de repassar os valores exigidos”, destacou o delegado Dyulriman.

Todo material apreendido nesta sexta-feira (27), será submetido para análise pericial e corroborar com as investigações que prosseguem visando aprofundar a identificação dos envolvidos, individualizar condutas, localizar ativos e apurar outras ramificações do grupo criminoso.

Nome da Operação

A palavra “Fragmentação” faz referência à estratégia de atingir, simultaneamente, diferentes núcleos de funcionamento da facção: comando, gerenciamento, disciplina, arrecadação, comunicação e apoio operacional, buscando enfraquecer sua estrutura e reduzir sua capacidade de influência em áreas do município.

Integração

A operação da Derf de Rondonópolis contou com apoio das equipes de todas as unidades policiais da Regional de Rondonópolis (Alto Araguaia, Alto Taquari, Guiratinga, Itiquira, Jaciara, Juscimeira e Pedra Preta), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), da Diretoria de Inteligência, e da Polícia Civil do Estado de Goiás.

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Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.

Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.

No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.

Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.

“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.

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Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.

No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.

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Polícia Civil prende mulher com 495 caixas de cigarros contrabandeados em MT

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Uma mulher que estava transportando uma grande carga de cigarros contrabandeados na Rodovia MT-343, em Nova Olímpia foi presa em flagrante, na madrugada desta quinta-feira (26.6), pela Polícia Civil, em ação realizada pelos policiais da Delegacia Regional de Tangará da Serra.

A suspeita, de 41 anos, foi flagrada com centenas de caixas de cigarro contrabandeados e foi autuada em flagrante pelo crime de contrabando.

A prisão ocorreu por volta das 3h20, durante uma ação de monitoramento, quando os policiais avistaram um veículo Chevrolet Prisma prata, ano/modelo 2015, em atitude considerada suspeita e realizaram a abordagem. Ainda do lado de fora do automóvel, os investigadores visualizaram diversas caixas no interior do veículo.

Questionada sobre a carga, a motorista informou espontaneamente que transportava cigarros. Durante a fiscalização, foi constatado que o veículo transportava 495 caixas de cigarros, cada uma contendo 200 unidades, totalizando 99 mil cigarros de origem estrangeira introduzidos clandestinamente no país, configurando, em tese, o crime de contrabando.

Além da carga ilícita, foram apreendidos um Chevrolet Prisma, utilizado no transporte da mercadoria, e um aparelho celular encontrado danificado. Diante dos fatos, todo material ilícito foi apreendido e a suspeita conduzida à Delegacia de Nova Olímpia, onde após ser interrogada pelo delegado Ivan Albuquerque Soares, foi lavrado o flagrante.

Segundo o delegado, a suspeita é contumaz nessa prática ilícita e possui antecedentes por estelionato e contrabando. Após as providências cabíveis, ela foi colocada à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil dará continuidade às investigações para identificar a origem e o destino da carga ilícita.

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