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Em reunião com secretários do Mapa, ministro confere resultados
A assinatura com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para futura liberação estimada em R$ 195 milhões deverá permitir a conclusão do Plano de Defesa Agropecuária (PDA), que tem metas até 2023, informou o secretário Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luís Rangel, durante reunião de balanço realizada pelo ministro Blairo Maggi, nesta sexta-feira (14). Por mais de duas horas, Maggi reuniu-se com todos os secretários e dirigentes de órgãos vinculados à pasta.
Entre os objetivos do plano estão a informatização e a simplificação de processos para agilizar a tomada de decisões e reduzir em 70% o tempo entre a solicitação de registro de produtos e a análise final. A erradicação da aftosa foi feita com antecipação de três anos, sendo o projeto técnico mais exitoso da secretaria dentro do plano.Está entre as prioridades atualizar a legislação e padronizar diretrizes que se contrapõem em diferentes instâncias. “Em 2019, daremos um salto na execução do plano”, disse o secretário ao ministro Maggi.
Na exposição, Rangel destacou o aumento da conformidade de produtos que está em 95%. “Significa que dos insumos agropecuários fiscalizados, agrotóxicos, sementes, fertilizantes e rações, apenas 5% apresentam alguma inconformidade. A grande maioria está obedecendo as normas de qualidade exigidas. Todas as fiscalizações feitas versus os autos de infração emitidos mostraram que o nível de não conformidade é muito baixo”.
Em relação aos laboratórios oficiais, informou que “todas as vezes em que a rede é acionada, em 85% dos casos o resultado das análises encaminhadas é dado em até 24 horas. Foram feitas 95 mil análises laboratoriais no país. O número é um dos mais expressivos do mundo”.
Na gestão de 2 anos e sete meses do ministro Blairo, foram feitos registros de 1.100 agrotóxicos, a maioria genéricos, mas de muitos produtos novos, principalmente nematicidas. Foram registradas 4.500 cultivares (sementes) aumentando o número de variedades as quais o agricultor tem acesso. No Sistema de Informações Gerenciais do Vigiagro (SIGVIG 3.0), o antigo Canal Azul, foram feitas 198 mil operações Com isso, o trâmite das operações de exportação e importação foi reduzido de 15 dias para 3 minutos com um clique de botão. Com esta racionalização, a economia foi equivalente a retirada de um imposto de 15%, comentou Rangel.
Política Agrícola
O secretário Wilson Vaz de Araújo, da Secretaria de Política Agrícola, destacou em sua apresentação que desde maio de 2016 (início da gestão atual), foram destinados aproximadamente R$ 1,1 bilhão em subvenção federal para custear a aquisição de apólices de seguro rural pelos produtores em todo o território nacional. Com esse apoio governamental, foi possível contratar cerca de 210 mil apólices, proporcionar a cobertura de aproximadamente 15 milhões de hectares e garantir R$ 38 bilhões em capitais segurados.
Informou sobre a publicação de portarias de zoneamento agrícola que orientam o cultivo para que aconteça nos períodos mais propícios, levando em conta condições climáticas, variedade de solos e sementes. E ainda a redução de juros no atual Plano Agrícola e Pecuário (PAP), a crescente tomada de crédito como indicador forte de produção e o recente lançamento do Plano Nacional de Florestas Plantadas, que tem entre seus objetivos aumentar em 2 milhões de hectares a área de cultivos comerciais.
Relações Internacionais
A abertura de novos mercados no exterior para produtos do agro brasileiro foram divulgados pelo secretário de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI), Odilson Ribeiro e Silva. Foram 75 novos produtos em 30 mercados. Além disso, o aumento do número de adidos agrícolas de 14 postos para 20 também foram contabilizados. Os seis novos adidos assumem o cargo até o fim deste mês, reforçando posições em países de maior interesse e entrando em locais, onde a representação do Brasil ainda não estava presente. Os esforços para conquistar espaço no exterior deve se traduzir no fechamento do ano com mais de US$ 100 bilhões, o que foi comemorado pelo ministro Blairo Maggi, durante entrevista coletiva com a imprensa, também nesta sexta-feira.
Mobilidade Social e Cooperativismo
Entre os dados apresentados ao ministro pelo secretário de Mobilidade Social e Cooperativismo, José Doria, a distribuição de kits de irrigação foi destacada pela entrega de quase 13 milhões de unidades, com investimento de R$ 17,78 milhões.
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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