Mato Grosso
Governo de MT reforma hospitais regionais e pacientes notam melhorias: “Atendimento assim é difícil de encontrar”
No interior do Estado, o Hospital Regional de Sorriso recebe um aporte financeiro de R$ 28,9 milhões. As melhorias na unidade beneficiam 35 municípios da região que têm o hospital como referência. No local, já foram concluídas as construções da recepção, do Pronto Atendimento (Emergência) e do setor de tomografia, além da reforma da UTI Adulto, do setor administrativo, lactário, da rouparia, cozinha, do refeitório e laboratório. Outros setores seguem em obras, como o ambulatório e a UTI neonatal. O trabalho deve avançar nos próximos meses para outros espaços da unidade de saúde.
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Hospital Regional de Sorriso recebe um aporte financeiro de R$ 28,9 milhões
A paciente Eline Soares da Silva é testemunha das mudanças realizadas no Hospital Regional de Sorriso. Ela foi atendida no local antes da reforma e também depois das melhorias.
“Adorei a reforma e o novo ambiente tem mais privacidade e conforto para mães e acompanhantes. É tudo novinho e lindo para a chegada do nosso bebê, pois este é o momento mais importante para nós. Não se compara com o ambiente antigo, que era muito diferente do que vejo hoje”, relatou a paciente que teve o seu segundo filho na estrutura antiga e retornou ao local em novembro de 2023 para o parto do terceiro bebê.
Outra obra que tem deixado os pacientes satisfeitos é a do Hospital Regional de Colíder. A unidade recebe um investimento de R$ 27,8 milhões. No local, já foram realizadas a aquisição de móveis e equipamentos, a ampliação de 1,17 mil metros quadrados, a reforma de depósitos, cozinha, containers, lavanderia, guarita, casa de gás, portões e grades. O hospital é referência para cinco municípios da Região Norte mato-grossense, além da população indígena do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Kayapó.
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Hospital de Colíder teve troca de móveis e equipamentos e ampliação de 1,17 mil metros quadrados
“Em 2015, quando estive aqui, era totalmente diferente. Hoje nós encontramos os quartos das enfermarias com camas e armários novos e uma cadeira confortável para descansar. As pessoas são bem-humoradas e os funcionários sempre perguntam se estamos bem. Eu, sinceramente, estou emocionada porque, nesse momento de doença, o que a gente precisa é de um atendimento assim e é difícil de encontrar. Estou muito feliz”, enfatiza a professora de Itaúba, Helen da Cruz, após ser atendida no Hospital Regional de Colíder.
Segue em andamento no hospital a reforma do pronto atendimento, refeitório e da farmácia. Ainda passarão por melhorias a Central de Material Esterilizado (CME), a cobertura geral do hospital, casa de energia, maternidade, setor de exame de imagem, entre outros setores.
A modernização da estrutura do Hospital Regional de Rondonópolis também proporcionou um atendimento de mais qualidade aos pacientes. Quem afirma isso é Vinicius de Santos Oliveira, que ficou 54 dias internado na unidade de saúde.
“Vim para cá com sintomas de AVC hemorrágico e fui atendido com agilidade até a descoberta do meu problema. Aqui fui bem recebido, bem tratado. Sou grato pelos profissionais que cuidaram de mim. A equipe está de parabéns porque um ambiente modernizado e com profissionais competentes resulta em pacientes atendidos com qualidade”, acredita Vinicius.
O Hospital Regional de Rondonópolis recebe o investimento de R$ 10 milhões em reforma e modernização. A unidade é referência para 19 municípios da região sul do estado.
Em Cáceres, o Hospital Regional recebe investimentos totalizados em R$ 9,5 milhões. O valor já possibilitou a reforma da cozinha, refeitório, troca de toda a cobertura por telhas termoacústicas e instalações de aparelhos de ar condicionado split. A obra deve progredir para a Central de Material Esterilizado, ampliação de leitos de UTI, melhorias na enfermaria de oncologia e reforma da fachada.
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Hospital Regional de Sinop passa por diversas melhorias, como a construção de usina de oxigênio
Já na região norte, 14 municípios do estado têm o Hospital Regional de Sinop como referência para a média e alta complexidade em saúde. Os moradores dessas cidades acompanham de perto o andamento da obra no local, que está estimada em R$ 8,5 milhões e já ultrapassa os 90% de execução. Nos últimos quatro anos, a unidade passou por diversas melhorias, como a construção da usina de oxigênio e da caixa de gordura; a reforma da recepção; os reparos para funcionamento da Unidade Semi-intensiva (UCI) e UTI pediátrica. O trabalho deve avançar nos próximos meses para a antiga recepção e emergência da unidade; centro cirúrgico e UTI adulto do térreo.
Em Alta Floresta, a gestão aplicou R$ 5,7,2 milhões no Hospital Regional. O valor permitiu diversas modernizações, como reforma da UTI, cozinha, sala de acolhimento, ambulatório e banheiros. Para ampliar ainda mais o serviço da região, que abrange seis municípios, o Governo do Estado está construindo um novo Hospital Regional na cidade, que deve ser entregue a população a partir de 2024.
“Tivemos muitos desafios ao longo desses anos, sendo o principal deles a pandemia pela Covid-19, mas nós conseguimos enfrentar as dificuldades. Além de construirmos seis novos hospitais, trabalhamos pela transformação das unidades já existentes, para entregar uma rede hospitalar totalmente modernizada e fazer a população ter orgulho de viver em Mato Grosso”, disse o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
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Baixada Cuiabana
Os hospitais que atendem a Baixada Cuiabana e demais municípios que necessitam dos serviços também foram amplamente reformados. Entre eles, está o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, unidade que passou por uma reforma total em 2020 para a ampliação de 210 leitos hospitalares em 45 dias. Desde então, foram investidos R$ 24,2 milhões na estrutura.
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Em Cuiabá, o Hospital Estadual Santa Casa recebe um aporte financeiro de R$ 9 milhões, sendo R$ 3 milhões investidos na modernização entregue em 2019 – quando a SES passou a gerir a unidade até então filantrópica. Já em 2023, a Secretaria aplica R$ 7 milhões na reforma e modernização do Pronto Atendimento Infantil e também em readequações estruturais.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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