Mato Grosso
“Valor do Nota MT contribuirá com ampliação das oficinas”, afirma voluntária de entidade beneficiada
O sorteio foi realizado na última quinta-feira (11.01), pela Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT), e premiou 1.009 consumidores mato-grossenses. Cada pessoa sorteada indica uma instituição para ser contemplada com 20% do valor da premiação.
Para Ana Paula Elias Silva, voluntária desde a fundação da Cáritas e que responde pela diretoria, foi uma benção para a entidade essa indicação dos ganhadores e o valor a ser recebido.
“Glória a Deus! Estamos extremamente felizes, com certeza, é reflexo da providência divina! Esse valor vai contribuir com a ampliação das oficinas (que eles oferecem) e a participação das crianças atendidas em eventos externos”, afirmou Ana Paula.
Mesmo a entidade sendo indicada por apenas dois ganhadores, um deles foi premiado com um dos maiores valores do sorteio, de R$ 50 mil e o outro foi um ganhador de R$ 500. Segundo Ana Paula, normalmente eles recebem por meio do Nota MT uma média de R$ 300 mensais e, por essa razão, ficaram “extremamente felizes” com o resultado do primeiro sorteio do ano, que destinará à fundação o valor de R$ 10,1 mil.
Com o Nota MT, R$ 180 mil são distribuídos para as instituições sociais cadastradas no programa. O montante corresponde a 20% dos prêmios, distribuídos conforme a indicação dos ganhadores do sorteio. A escolha da entidade é realizada no momento do cadastro no programa, e sempre que a pessoa for sorteada a instituição escolhida também é contemplada.
Esse lado social do Nota MT contribui para que essas instituições sociais continuem a fazer o trabalho social que elas desenvolvem e ainda, em muitos casos, ajudam na manutenção, possibilita o pagamento de contas e despesas essenciais, como por exemplo, complementar as doações de alimentos que recebem.
O Centro Social Menino Jesus, localizado em Sinop, foi outra entidade escolhida pelos ganhadores do primeiro sorteio do Nota MT em 2024. A instituição recebeu 26 indicações, todas vinculadas aos prêmios de R$ 500, e vai receber R$ 2,6 mil. O valor soma aos R$ 153,9 mil já recebidos pela entidade desde o início do programa, em 2019.![]()
O gestor da instituição, João Carlos Girardi, disse que os recursos provenientes no Nota MT têm ajudado o abrigo a realizar diversos investimentos como a melhoria das instalações, consertos e reparos, aquisições de máquinas e equipamentos.
“No ano 2023 especificamente tivemos a implantação do projeto de acessibilidade que conseguimos recursos junto ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), porém, os gastos extras com a implantação da acessibilidade foram arcados com recursos do programa Nota MT”, pontuou o gestor.
O Centro Social atende, ainda, 12 crianças no Abrigo Crianças, local onde ficam os menores com até 11 anos e outras oito no Abrigo Adolescentes, que atende adolescentes de 12 até 18 anos incompletos. O deslocamento para realizar os atendimentos nessas unidades gera um custo de manutenção de veículo e combustível que também foi mantido com recursos do Nota MT. Somente em 2023 essa despesa somou mais de R$ 52 mil, pois o Abrigo Crianças fica a uma distância de 12km do centro de Sinop.
Para Girardi, a indicação da entidade pelos sorteados no Nota MT é um reconhecimento ao trabalho realizado. ”Nos sentimos orgulhosos com o reconhecimento da população em indicar a instituição, isso valida o trabalho que estamos desenvolvendo, nos motiva a continuar a caminhada”, finalizou o gestor.
Além da Associação Cáritas, de Várzea Grande, e do Centro Social Menino Jesus de Sinop, também formam escolhidas pelos sorteados: Apae de Primavera do Leste; Hospital de Câncer (Cuiabá), Associação de Amigos da Criança com Câncer (Cuiabá); Associação Santíssima Trindade (Campo Verde) e Apae do Colíder.
Atualmente, o programa Nota MT conta com 258 entidades sociais de diversos segmentos cadastradas. Dentre elas 238 já foram contempladas por indicações de ganhadores nos sorteios. O total repassado para as instituições foi de R$ 7,1 milhões As instituições sociais sem fins lucrativos interessadas em participar do Nota MT, devem se cadastrar junto a Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
* Sob a supervisão de Lorrana Carvalho
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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