Mato Grosso
Parceria entre SES e Unicef capacita agentes indígenas de saúde em MT
O encontro contou com o apoio de lideranças indígenas da região e teve o objetivo de tratar da Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) e dos desafios comunitários em relação à mortalidade infantil.
A coordenadora de Saúde Bucal da SES, Andrea Coelho, explicou que a ação é uma forma de conscientizar a comunidade indígena.
“Essa é uma estratégia primordial na prevenção da mortalidade infantil, neonatal e materna, realizada por meio da capacitação de agentes que atuam junto à comunidade. Durante o encontro, foram trabalhados temas cotidianos da comunidade e o desenvolvimento de suas habilidades. A ação ainda possibilitou que os participantes pudessem tirar dúvidas sobre o tema e destacou os sinais de perigo que podem ser observados durante o seu trabalho”, afirmou.
Segundo a coordenadora, a estratégia utilizada na capacitação é focada na redução da mortalidade infantil no Brasil por meio de ações concretas enfatizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelos Agentes Indígenas de Saúde (AIS), que reforçam as ações entre as equipes e a população.
O encontro contou ainda com uma oficina direcionada ao AIDPI Comunitário, realizada de forma interinstitucional, conduzida pelos institutos, com atuação do Distrito Sanitário Especial Indígena Xavante (DSEI Xavante).
Atenção Integrada
Constituída por três pilares básicos, a Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) se fundamenta na capacitação de recursos humanos no nível primário de atenção à saúde, com a consequente melhoria da qualidade da assistência prestada na comunidade onde é fomentada.
Em segundo pilar, abriga a reorganização dos serviços de saúde, como forma de potencializar sua atuação. Através da educação em saúde, a AIDPI potencializa a participação de todos na identificação, condução e resolução dos problemas de saúde na infância.
Fonte: Governo MT – MT
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Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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