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Mato Grosso

MT tem diversas opções de lugares para passear nas férias de julho; Veja dicas

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Mato Grosso é repleto de belezas naturais, com uma infinidade de opções para quem busca lazer, aventura, descanso e contato com a natureza.

Com o apoio e investimentos diretos de mais de R$ 156 milhões do Governo do Estado, o turismo regional está cada vez mais acessível e estruturado. Além disso, são feitas melhorias nas estradas, aeroportos, e construídas novas áreas de lazer e convivência, como as orlas.

Confira algumas dicas de passeios para aproveitar as férias de julho sem sair do Estado:

Barra do Garças

A região Araguaia, que tem Barra do Garças como cidade-polo e conta com famosas praias de água-doce, o Parque da Serra Azul e a Serra do Roncador, também tem lugares que começaram a ser explorados há pouco tempo e tem encantado os visitantes, como o Santuário das Araras, onde há locais para banho com águas claras e o Cânion Parte Alta. Na trilha até os locais, é possível contemplar a paisagem de formações rochosas, imponentes paredões e quedas d’água.
Foto: Secom-MT

Na região, a Serra do Roncador, cartão-postal de Barra do Garças, atrai pelos seus mistérios e beleza. No local, o arqueólogo e explorador inglês Percy Fawcett, desapareceu misteriosamente após sair em busca da cidade perdida há quase 100 anos e não foi localizado.

No Parque da Serra Azul, há o Discoporto construído para eventual pouso de OVNIs, a Escadaria da Fé, o Mirante de Cristo, uma trilha com 15 cachoeiras, sítios arqueológicos, plantas e animais. O espaço é aberto à visitação gratuita.

Campo Novo do Parecis

Com águas cristalinas e esverdeadas, Campo Novo do Parecis possui vários balneários próximos da cidade, como o Balneário Rio Verde, com preços acessíveis.
Cachoeira Salto Utiariti – Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Na região também é possível viver uma experiência na cultura indígena, com visitas às aldeias Quatro Cachoeiras e Wazare, e conhecer cachoeiras deslumbrantes, como a Salto Utiariti, que tem 98 metros de altura, e a Salto da Mulher. Para os principais passeios, é preciso reservar pelo menos dois dias.
Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT

Alta Floresta

Na Amazônia, Alta Floresta é rica em biodiversidade e oferece passeios diferenciados que dão a oportunidade de conhecer o bioma e praticar canoagem, pesca esportivas, entre outras atividades. Com a natureza preservada, a região conta com rios, cachoeiras e trilhas, onde é possível ver diversidade de aves e animais em seu habitat, além de grande variedade de espécies de plantas, aonde é possível ir de barco e trilhas. Na cidade, os visitantes podem conhecer o Museu de História Natural de Alta Floresta; o avião Douglas D-C3, uma recordação da colonização da região; a Lagoa das Capivaras e a figueira gigante.

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Nova Xavantina

Em Nova Xavantina, o turismo está ganhando força com as descobertas e divulgação de pontos turísticos ideias para lazer em família e dias de descanso. No Rancho Ponte de Pedra, localizado no encontro do Córrego Ponte de Pedra com o Rio das Mortes, por exemplo, há belas praias de rio, piscinas naturais, pequenas quedas d’água e passeios de barco.

A Cachoeira da Saudade, um complexo com cinco quedas d’água e poços de águas claras, é ideal para nadar e descansar.

Nobres

Nobres oferece águas cristalinas ideais para flutuação e mergulho. O Balneário Estivado, a Lagoa das Araras e a Cachoeira Serra Azul são paradas obrigatórias para quem visita a região.

Nos rios de águas transparentes, é possível ver uma grande variedade de peixes coloridos, durante passeios de flutuação, boia cross, no Duto do Quebó, de caiaque pelo Rio Cuiabazinho, no Distrito de Bom Jardim, e também há lugares em que é possível andar de quadriciclo, fazer trilhas, como a “Trilha do Megafone”, no Distrito de Coqueiral, que conta com três megafones gigantes de madeira instalados em um trecho de 1,7 km, onde os turistas podem entrar, ouvir os sons da natureza, e fazer fotos.

Chapada dos Guimarães

A Chapada dos Guimarães é um dos destinos mais procurados do estado, famosa por suas paisagens deslumbrantes, cachoeiras e trilhas. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães abriga atrações imperdíveis, como a Cachoeira Véu de Noiva, com seus 86 metros de queda, e a Cidade de Pedra, um conjunto de formações rochosas impressionantes.

Sapezal

Em Sapezal, é possível praticar esportes radicais, fazer trilhas e aproveitar cachoeiras e rios com águas claras. A Ilha do Papagaio, localizada a aproximadamente 120 km de Sapezal, na BR-364, é um paraíso fluvial formado pelo encontro dos rios Papagaio e Buriti, com acesso por trilha bem sinalizada.

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O Balneário do Pubi, situado a 45 km de Sapezal, às margens do Rio Papagaio na MT-235, é um refúgio natural com fácil acesso e sinalização, perfeito para aventureiros e aqueles que buscam tranquilidade.

Outros pontos importantes na região são o Cachoeirão do Juruena, um tesouro escondido entre Sapezal e Campos de Júlio, no bioma amazônico. O recomendado é acessar o local com veículo 4×4, pois as trilhas são íngremes.

Tangará da Serra

Tangará da Serra é o quinto município mais populoso de Mato Grosso e é conhecido por suas belezas naturais e opções para pesca esportiva e esportes radicais. Cartão postal da cidade, a Cachoeira Salto das Nuvens é formada pelas águas do Rio Sepotuba e possui uma praia de água doce. No mesmo rio tem a cachoeira Salto Maciel, ideal para apreciar a faua e flora nativas e se banhar nas águas, com entrada gratuita.

A região também oferece etnoturismo, na Aldeia Formoso. O local é ideal para conhecer os costumes dos indígenas da etnia Pareci e ainda possui a Cachoeira Formoso para prática de rapel e flutuação no Rio Bonito. Também é possível fazer escalada e rapel na Serra Tapirapuã, com a Pedra Solteira e a Pedra do Cacique, de onde há mirantes com vistas incríveis de Tangará.

Vila Bela da Santíssima Trindade

Ponto de encontro das vegetações da santmata amazônica, Cerrado e Pantanal, a cidade que foi a primeira capital de Mato Grosso guarda um rico patrimônio histórico e cultural, além de cachoeiras, como a Cachoeira dos Namorados e a Cachoeira do Jatobá.

Vila Bela da Santíssima Trindade é cortada pelo Rio Guaporé e cercada pelas montanhas do Parque Estadual Serra Ricardo Franco, onde estão suas principais atrações, incluindo a Cachoeira do Jatobá – maior cachoeira de Mato Grosso, com 252 metros de altura -, as ruínas da Antiga Igreja Matriz, datada de 1771, um destaque histórico da área urbana, e o Palácio dos Capitães Generais, construído em 1752.

Jaciara

Jaciara oferecendo diversas atividades de turismo de aventura, como o rafting na Cachoeira da Fumaça e rapel em cânions e paredões de pedra, com vistas panorâmicas e emocionantes descidas controladas. O município abriga a Caverna que Chora – que tem galerias esculpidas no arenito milenar, proporcionando uma experiência única com biodiversidade e a Cachoeira do Rejuvenescimento. A caverna possui 700 metros de comprimento e vegetação arbustiva, além do Vale das Perdidas – sítio arqueológico a 15 km de Jaciara, com pinturas rupestres datadas entre 3.610 a 4.620 anos e uma cachoeira com espaço para banho – , e do Vale do Chico, que possui várias cachoeiras e espaços para banho.

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Juscimeira

Conhecida pelas águas termais, Juscimeira atrai turistas para seus parques e pousadas de águas quentes, balneários, e, assim como Jaciara, que fica a menos de 20 km de distância, pelas atividades de aventura. No Rio do Prata, há quatro cachoeiras. No local, também é desenvolvida a canoagem.

Curvelândia

Em Curvelândia, os turistas podem conferir de perto a Caverna do Jabuti, maior de Mato Grosso. Tombada como patrimônio histórico em 2014, a caverna tem 4 km de extensão e, segundo pesquisadores, possui mais de 600 milhões de anos. O monumento natural fica na Serra Padre Inácio e conta com 3,6 mil metros de galerias mapeadas.

Cáceres

Às margens do Rio Paraguai, Cáceres dispõe de passeios de barco em que é possível contemplar as belas paisagens naturais da região e observar uma grande diversidade de aves. O município conta com a Dolina Milagrosa, um lago de água azul, e lugares históricos que foram preservados, como a Fazenda Descalvados, localizada às margens do rio, e a Fazenda Jacobina.

Veja dicas:

1. Planeje com antecedência: Verifique as condições das estradas, reserve acomodações e planeje seu roteiro para garantir uma viagem tranquila.
2. Aproveite o ecoturismo: Explore trilhas, cachoeiras e faça passeios de barco para vivenciar a natureza de perto.
3. Fotografe a fauna e flora: Leve sua câmera ou smartphone para capturar momentos únicos e a rica biodiversidade de Mato Grosso.
4. Visite feiras e mercados locais: Aproveite para conhecer a cultura local, provar a culinária típica e comprar artesanatos regionais.
5. Respeite o Meio Ambiente: Sempre siga as orientações dos guias e respeite as regras de preservação ambiental.

Fonte: Governo MT – MT

Mato Grosso

Serra de São Vicente será parcialmente interditada para manutenção e implantação de iluminação

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Alteração no tráfego ocorrerá entre terça e quarta-feira, das 8h30 às 17h

Foto- Assessoria

A Nova Rota do Oeste alerta aos motoristas para uma alteração temporária no tráfego da Serra de São Vicente na terça e quarta-feira (30/06 e 01/07), das 8h30 às 17h, no sentido Rondonópolis/Cuiabá. A mudança pretende permitir que as equipes da Concessionária realizem obras de implantação de sistema de iluminação, além de serviços de limpeza da vegetação às margens da pista, manutenção dos sistemas de drenagem e obras no pavimento da rodovia.

Em caso de condições climáticas inadequadas para a execução dos trabalhos, como a formação de neblina, os serviços poderão ser cancelados e reprogramados. A implantação do sistema de iluminação, as melhorias na pista e na drenagem, integram as ações voltadas ao reforço da segurança viária e à melhoria das condições de trafegabilidade na região.

A alteração no tráfego visa garantir a segurança dos profissionais envolvidos nos serviços, bem como dos motoristas que trafegarão pela rodovia durante as obras. A orientação da Nova Rota é que os condutores reduzam a velocidade e respeitem as orientações e sinalizações empregadas no local.

Cronograma:

8h30 — Interdição total para implantação da sinalização da obra

09h — Liberação do tráfego em meia pista

16h30 — Interdição total para retirada da sinalização da obra

17h00 – Liberação total do tráfego

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Se precisar, chame a Nova Rota – Para obter informações em tempo real sobre condições de tráfego, intervenções na rodovia, condições climáticas, entre outras situações no trecho sob concessão da BR-163, entre em contato com a Concessionária Nova Rota do Oeste pelo 0800 065 0163, que também funciona no WhatsApp. A central de atendimento funciona 24 horas. Neste canal de comunicação, também podem ser acionados todos os serviços oferecidos pela Nova Rota aos motoristas que estão na rodovia, como atendimento operacional, socorro médico e mecânico.

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Mato Grosso

Pedido de julgamento do Cota Zero chega ao STF após conclusão de ineficácia da Lei em Mato Grosso

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Petição protocolada pelo Formad apresenta baixa cobertura a pescadores e graves impactos econômicos no estado

Parado no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento da inconstitucionalidade do Cota Zero ganha novos argumentos em defesa da derrubada da Lei. Uma petição protocolada pelo Fórum Popular Socioambiental de Mato Grosso (Formad), junto a outras organizações da sociedade civil, conclui que não há evidências técnico-científicas que demonstrem a recuperação dos estoques pesqueiros com a vigência do Cota Zero (Lei 12.434/24 e Lei 12.197/23). Também não houve comprovação por parte do Estado de Mato Grosso quanto à eficácia e melhoria das condições socioambientais nas regiões afetadas.

A petição é protocolada em uma data simbólica, 29 de junho – Dia Nacional do Pescador, e o documento chama a atenção para os severos impactos não só nas comunidades ribeirinhas em Mato Grosso, como em toda uma cadeia econômica e social que depende direta ou indiretamente da pesca artesanal. O pedido das organizações signatárias é que o relator das ações de inconstitucionalidade no STF, ministro André Mendonça, prossiga com a inclusão na pauta de julgamento do Plenário.

O objetivo é que o conjunto de documentos, relatórios técnicos, pareceres e manifestações de órgãos envolvidos seja apreciado pelos demais ministros para que haja uma decisão sobre a suspensão da Lei. O Formad está entre as organizações aceitas como amicus curiae nas ações de inconstitucionalidade no STF, representando entidades da sociedade civil, comunidades tradicionais e pesquisadores.

A primeira ação pela derrubada do Cota Zero no Supremo é de outubro de 2023 sem qualquer manifestação do ministro. Em seu último despacho, em janeiro de 2026, determinou ao Estado de Mato Grosso que apresentasse informações sobre a eficácia e efetividade da lei; os relatórios emitidos pelo Observatório da Pesca; e a situação atual dos pescadores em relação ao pagamento de auxílio e a flexibilização das espécies proibidas.

As informações fornecidas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), além da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), foram analisadas pela petição protocolada pelo Formad.

Segundo o documento, sob a ótica da eficácia e da efetividade, a suspensão da atividade pesqueira não apresenta fundamentos técnicos e científicos idôneos que justifiquem a medida. Da parte dos órgãos estaduais não há dados que justifiquem os presumidos benefícios da Lei. Pela ALMT, o Observatório da Pesca não resultou em encaminhamentos sobre os impactos, além de ter contribuído com a revitimização dos pescadores, conforme analisado pelo Formad (Uma vergonha chamada Observatório da Pesca) na conclusão dos trabalhos do grupo, em 2024. 

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Não há qualquer nexo de causalidade entre a proibição e a recuperação dos estoques pesqueiros (…) Em contrapartida, os dados revelam um severo desequilíbrio regulatório e patente desproporcionalidade, enquanto o Estado priorizou a estruturação do turismo de pesca, negligenciou por completo os direitos constitucionais e a subsistência dos pescadores artesanais, bem como negligenciou a proteção ambiental“, destaca o documento.

Veja o quadro comparativo adaptado que analisou as respostas dadas pelos órgãos estaduais:

Documento

Eficácia e Efetividade

Situação dos Pescadores

Principais Conclusões

PGE-MT (conjunto das informações apresentadas ao STF)

Não há aumento dos estoques pesqueiros nem melhoria ambiental. As metas não foram demonstradas.

Mais de 80% dos pescadores sem cobertura das medidas compensatórias. Mais de 70% do território estadual não foi atendido pelo auxílio.

Política considerada ineficaz para os objetivos ambientais e com fortes impactos sociais e econômicos sobre comunidades pesqueiras.

SEDEC

Comprovou resultados apenas na estruturação do turismo de pesca. Não demonstrou benefícios ambientais ou recuperação dos estoques.

Não apresentou informações sobre perdas econômicas dos pescadores e municípios dependentes da pesca artesanal.

Houve priorização do turismo de pesca, sem avaliação dos impactos socioeconômicos da restrição pesqueira.

SETASC (REPESCA)

Não demonstrou que as medidas compensatórias foram suficientes para mitigar os impactos da legislação.

Apenas 19 pescadores foram atendidos em 2024 e 2.172 em 2025. Mais de 80% da categoria permaneceu excluída. Cursos de capacitação alcançaram apenas 35 beneficiários entre cerca de 16 mil famílias.

Cenário de insuficiência da política pública, exclusão social e barreiras burocráticas para acesso aos benefícios.

SEMA

Não comprovou que a proibição da pesca contribuiu para a recuperação dos estoques ou melhoria ambiental.

Reconhece impactos sobre pescadores, mas concentra ações em fiscalização e repressão.

Apresenta dados de fiscalização, porém sem evidências dos resultados ambientais que justificariam a restrição.

Observatório da Pesca (ALMT)

Não apresentou base técnico-científica suficiente para validar as restrições impostas.

Participação limitada das comunidades tradicionais e pescadores artesanais.

Governança considerada assimétrica, com baixa representação direta dos grupos afetados.

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Avanço no turismo só atende setor econômico favorável ao Cota Zero

Um dos apontamentos levantados pelas organizações é o desequilíbrio entre os investimentos realizados pelo Estado. Conforme a devolutiva da SEDEC, via Secretaria Adjunta de Turismo, dos projetos de incentivo apenas o de Estruturação do Turismo de Pesca em Mato Grosso encontra-se efetivamente em execução. Já as iniciativas voltadas à conservação ambiental permanecem como propostas. Entre elas estão os projetos “Piraíba”, “Dourado” e “Dourado – Avaliação de Estoque”, ainda sem implementação prática, o que revela que “a justificativa de proteger o meio ambiente não é verídica, como tampouco foi prioridade desde o advento da mudança legislativa na política estadual da pesca“.

Na última audiência pública em Cuiabá (MT) para debater os impactos do Cota Zero, representantes do setor turístico falaram abertamente sobre os lucros obtidos nos últimos anos com a legislação em vigência e o quanto vêm sendo beneficiados com a prática do “pesque e solte”, única atividade autorizada pelo Governo nos rios do estado.

Uma nota técnica do WWF Brasil, divulgada em abril deste ano, trouxe dados inéditos sobre a pesca na Bacia do Alto Paraguai, com destaque na ausência de comprovação a respeito da sobrepesca, conforme justificado pelo Executivo, autor do projeto proibitivo. O levantamento aponta que a atividade pesqueira movimenta cerca de R$889 milhões por ano, correspondente a 44% do PIB médio anual das cidades somente na região da BAP. Do total, a pesca profissional artesanal é responsável por R$102,7 milhões ao ano, sendo mais da metade (R$59 milhões) oriunda da venda do pescado. Enquanto o turismo de pesca, gera R$54,9 milhões por ano. O documento reforça a argumentação da petição do Formad e foi anexada ao processo. 

Paralelamente ao crescimento no turismo, a falta de cobertura das medidas compensatórias do Cota Zero é demonstrada com os dados apresentados pela Setasc, que com o REPESCA contabilizou o pagamento a pouco mais de 2,1 mil pescadores. Ao todo, Mato Grosso possui cerca de 16 mil. O que representa uma ausência de cobertura de mais de 80% dos pescadores artesanais.

Racismo ambiental e insegurança alimentar

Para além dos impactos econômicos, o Cota Zero é sinônimo de marginalização, insegurança alimentar e perda de direitos humanos. A petição inclui o debate sobre o conceito de racismo ambiental, ao argumentar que a Lei tem distribuído de forma desigual os custos de uma decisão política.

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Ao penalizar severamente a pesca artesanal e proibir o livre exercício de um modo de vida tradicional milenar, a política pública preserva e beneficia setores de maior poder econômico e menor vulnerabilidade social. Essa distorção revela um padrão de exclusão distributiva no qual a preservação ambiental é instrumentalizada à custa da identidade cultural, da liberdade de profissão e da dignidade humana de populações historicamente marginalizadas e que atuam reconhecidamente como guardiões do meio ambiente“, traz a petição.

E a exclusão social não para por aí, quando se analisa os dados fornecidos pela Setasc de que somente 35 pessoas foram beneficiadas com os cursos de capacitação oferecidos. Isto porque, acrescenta a petição, “a exigência de escolaridade mínima funcionou como a principal barreira burocrática para a ampliação do programa, ignorando a realidade sociocultural da categoria. A SETASC provou que excluiu aproximadamente 83% dos pescadores e exigiu escolaridade formal de quem é tradicional“.

O abandono compulsório da atividade pesqueira artesanal já é visto em algumas comunidades, descaracterizando populações historicamente presentes à beira dos rios de Mato Grosso e isso, aliado à notória insegurança alimentar vivenciada por milhares de famílias, compõe um cenário de exclusão social e altíssimo custo à dignidade humana.

Com o prazo concedido pelo STF já encerrado e sem apresentação de uma solução capaz de responder aos questionamentos levantados, a expectativa da sociedade civil é conquistar o andamento processual da pauta no Supremo. Um julgamento final do caso pode decidir mais do que a retomada de uma atividade profissional, mas por fim a um dos casos mais emblemáticos na disputa de interesses econômicos e privilégios a uma categoria já bastante beneficiada em Mato Grosso.

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Por Bruna Pinheiro / Formad

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Mato Grosso

Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.

Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.

No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.

Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.

“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.

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Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.

No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.

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