Política MT
Assembleia discute extinção da MTI em audiência pública
Foto: HELDER FARIA / ALMT
A extinção da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) foi tema de audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso na tarde desta segunda-feira (21). A medida está prevista no Projeto de Lei Complementar n° 3/2019 (Mensagem n° 7/2019), que trata da reforma administrativa do Estado e tem objetivo de extinguir nove secretarias e seis empresas de Mato Grosso. Enviada pelo Poder Executivo, a proposta está em discussão no Parlamento em regime de urgência.
Empregados da MTI lotaram auditórios da casa para acompanhar o debate e defender a permanência e fortalecimento da estatal. O Poder Executivo não enviou representante. O presidente do sindicato da categoria (SINDPD-MT), João Figueiredo fez duras críticas à intenção do governo de extinguir a MTI. Segundo ele, em Mato Grosso não existem empresas capazes de realizar todas as atribuições da MTI. O analista da estatal Sandro Brandão destacou durante a audiência que a MTI dá suporte aos principais processos do governo, como a arrecadação, folha de pagamento e funcionamento das matrículas funcionais. Ele estima que são realizados pela empresa mais de 20 mil atendimentos por ano, incluindo o desenvolvimento de novos softwares.
A presidente do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea/MT), Daniella Bueno, participou do encontro. Ela ressaltou que muitas vezes empresas de fora do estado foram contratadas e não conseguiram entregar um bom serviço, enquanto MTI atendeu às demandas do Indea mesmo com pagamentos atrasados.
O presidente da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação, Márcio Lira, reforça que empresas privadas cortam serviços por falta de pagamento. “Imagina um cidadão que fica sem atendimento numa secretaria porque ela está sem internet”, ilustrou. Ele defende que a governança e o relacionamento entre a empresa e os clientes governamentais são melhores quando o serviço de TI é prestado por uma estatal. Márcio Lira também destacou que custa caro ao governo demitir os empregados celetistas que hoje trabalham na MTI e que é possível ter estatais rentáveis nesse ramo.
Para o analista administrativo e financeiro da MTI, José Marcos Braga, a situação financeira da empresa sofreu com decisões políticas de governos passados. “Nos últimos quatro anos foram esvaziadas as atribuições da MTI”, avalia Braga. Ele diz que setores foram para outras secretarias. “O que era decisão nossa acabou indo para outras pastas do estado e fez com que esses gestores tomassem decisões erradas pela falta de expertise em TI”, diz. Segundo Braga, isso elevou os gastos com TI em Mato Grosso.
O deputado estadual Dr. Leonardo (SD) presidiu a audiência pública. O parlamentar acredita que o assunto precisa ser discutido antes de ser tomada uma decisão. Ele se comprometeu a buscar diálogo com o Poder Executivo com a proposta de não extinguir as empresas. “Vamos buscar o fortalecimento da MTI, continuar o enxugamento da empresa, incentivando o plano de demissão voluntária já em andamento e cortando cargos comissionados e também buscando parcerias que possam dar lucro”, disse o deputado. Ele ainda estuda a possibilidade de apresentar emendas para retirar as extinções da reforma e deve buscar meio de aumentar o tempo de discussão da proposta.
Deputados da próxima legislatura também acompanharam o debate. Para o deputado diplomado Lúdio Cabral (PT), o governador Mauro Mendes (DEM) contraria promessa de campanha com a proposta de extinguir a MTI. “O debate deveria ser para melhoria da política pública de tecnologia da informação”, critica Cabral. Ele defende que os parlamentares eleitos estão em melhor sintonia com o desejo da sociedade e por isso deveriam analisar as propostas que chegaram à ALMT.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
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