Política MT
Deputados falam com servidores estaduais sobre votações na ALMT
Foto: Karen Malagoli
A deputada estadual Janaina Riva (MDB), juntamente com o deputado Valdir Barranco (PT), estiveram reunidos na manhã desta quarta-feira (23) com os servidores públicos estaduais que ocupam a sede da Assembleia Legislativa desde ontem, para informar que as mensagens encaminhadas pelo governador Mauro Mendes (DEM), serão votadas pela atual legislatura. “Todos estamos esgotados. Já sabemos da nossa derrota em sessão com os deputados que estão aí. Acho que vamos conseguir mais 24 horas, com um pedido de vista, para a oportunidade de negociar alterações nos projetos”, disse a parlamentar.
Segundo ela, o presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho, tem uma proposta de gatilho de dois anos para a Revisão Geral Anual (RGA). “Nós queremos gatilho de um ano. Não é o ideal, mas é o que podemos por agora. Entendo que vocês têm que permanecer ocupando a Assembleia, de forma pacífica e ordeira. Para nós hoje não é um dia feliz”, afirmou.
A deputada emedebista confirmou que a realização de uma sessão ordinária fora do plenário das deliberações é regimental. “A lei permite que os atuais deputados votem os projetos do governador Mauro Mendes. Nós somos sete deputados que não íamos participar da sessão, mas decidimos que é importante participar. Vocês devem manter a resistência com a ocupação, mas a situação é irreversível”, disse.
Segundo a deputada, o Colégio de Líderes decidiu que fará a sessão em outro local. Ela adiantou que os deputados apresentaram 30 emendas aos projetos governamentais. Só o deputado Valdir Barranco, conforme Janaina Riva, apresentou oito emendas.
O deputado diplomado João Batista (Pros), que é servidor estadual e sindicalista, destacou o relacionamento entre os manifestantes e os policiais. “O policiamento que está na Casa de Leis e os seguranças têm mantido um relacionamento respeitoso conosco. A votação não será aqui, mas nossa permanência no Poder Legislativo é política, é simbólica. É para mostrar que não recuamos”, disse.
Quem também se posicionou junto aos manifestantes, durante os informes, foi o deputado diplomado Elizeu Nascimento (DC), o sargento Elizeu. Segundo ele, “os deputados que não foram reeleitos não têm moral para votar porque foram recusados nas urnas”.
O deputado Valdir Barranco (PT) disse que o estado vive um momento que não era esperado. “Infelizmente estamos vivendo um momento que não esperávamos. Um janeiro como esse, de novo governo, com o envio de mensagens avassaladoras para os dias atuais e futuros. São consequências duras para a população mato-grossense. Eu disse para o secretário-chefe da Casa Civil que o governo não está preparado para suportar o que pode vir caso ela mantenha essas mensagens”.
Barranco anunciou que um grupo de sete deputados está na defesa dos servidores, e nominou Wilson Santos, Wancley Carvalho, Allan Kardec, Dr. Leonardo, Janaina e Maxi Russi. “Somos sete que estamos defendendo vocês. Vamos apresentar emendas aos projetos. Mas gostaria de adiantar que são projetos inconstitucionais, que passam em cima de regras das Constituições federal e estadual. Nós somos minoria, mas vamos usar tudo o que for necessário para garantir mudanças. Vejo que eles vão aprovar os projetos, mas como são pontos constitucionais, vamos derrubar, posteriormente, na justiça”.
Ele fez questão de argumentar que a luta é desigual e que o governo “usa o seu poder de comunicação para desgastar o servidor público com a sociedade. É preciso taxar o agronegócio sim, mas não com esse ‘Fethabizinho’”, criticou o parlamentar. Conforme Barranco, “Mato Grosso tem uma meia dúzia de bilionários do agronegócio que não quer pagar impostos”.
Do lado dos servidores estaduais e falando em nome do Fórum Sindical, Oscarlino Alves, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (Sisma-MT), disse que os manifestantes vão permanecer com a ocupação da Assembleia Legislativa até que os projetos do governo sejam votados. “Depois da votação dos projetos o encaminhamento do fórum sindical será por uma greve geral”, disse.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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