Mato Grosso
Pelotão Bombeiro Militar em Poconé tem novo comandante

O 1º Pelotão Independente Bombeiro Militar (1º PIBM) em Poconé (a 105km de Cuiabá) passa a ser comandado pelo capitão BM Adilson de Arruda, que assumiu o posto durante a solenidade de passagem de comando realizada nesta terça-feira (18.2), no município. O evento marcou a transição de comando do capitão BM Frank Marcelino da Costa, que deixa o cargo após dois anos à frente da unidade.
A solenidade foi presidida pelo coronel BM Rony Robson Cruz Barros, comandante-geral adjunto do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) e chefe do Estado-Maior, e contou com a presença do prefeito municipal, Doutor Jonas Eduardo de Queiroz Moraes, além de secretários municipais, vereadores e outras autoridades locais. O coronel BM Heitor Fernandes da Luz, diretor operacional da corporação, também esteve presente.
O coronel Rony Barros ressaltou a importância estratégica do pelotão, especialmente no combate aos incêndios florestais que afetam a região do Pantanal, um bioma que ocupa grande parte do município.
“Poconé possui uma representatividade singular, tanto em nível nacional, quanto internacional, por ser a porta de entrada para o Pantanal dentro do Estado de Mato Grosso”, destacou.
O coronel também mencionou que, apesar das limitações estruturais do pelotão, ele desempenha papel crucial nas ações de prevenção e combate aos incêndios. Além disso, destacou que está no planejamento a melhoria da infraestrutura dos quartéis, garantindo melhores condições de trabalho aos militares e equipamentos modernos.
“Em um ano desafiador como 2024, quando enfrentamos o pior cenário climático para incêndios florestais, o trabalho do Corpo de Bombeiros foi determinante. Tudo isso é resultado da presença do Corpo de Bombeiros, do planejamento, da eficiência, do comprometimento dos militares que aqui residem e aqui trabalham para melhorar a prestação dos serviços do Corpo de Bombeiro junto à sociedade”, disse o coronel.
O gerente da Estrada Parque Transpantaneira, Paulo Abranches, ressaltou a importância da parceria com os bombeiros, destacando que o trabalho conjunto foi essencial para mitigar os impactos dos incêndios e proteger a fauna local.
Já o prefeito Doutor Jonas aproveitou a oportunidade para reforçar a relevância da unidade local em situações de emergência. Ele destacou que a presença do pelotão em Poconé é vital para garantir uma resposta rápida e eficaz, especialmente em incêndios e outras urgências.
“Já tivemos casos em que os bombeiros foram fundamentais para garantir a segurança dos nossos munícipes. É muito reconfortante saber que podemos contar, em caso de incêndio ou qualquer outra emergência, com o pelotão dentro do nosso município. Não precisamos esperar que uma unidade se desloque por 100 quilômetros, especialmente quando se trata do combate aos incêndios no Pantanal”, disse.
Em seu discurso de despedida, o capitão Frank expressou seu agradecimento aos militares da unidade, destacando as ações realizadas no município e nas cidades vizinhas. Ele enfatizou a importância da colaboração com outras entidades no esforço conjunto pela preservação ambiental e no combate aos incêndios.
“É com prazer que, reunidos hoje, comemoremos data tão importante. Essa unidade, que apesar de sua nomenclatura e classificação militar como pelotão, tem todo peso, bagagem e know-how de uma corporação com confiabilidade inigualável em todo o mundo. Homens abnegados e dispostos a cumprir suas missões constitucionais com força e comprometimento”, encerrou.
Também participaram do evento, o tenente-coronel BM João Paulo Nunes de Queiroz, a tenente-coronel BM Pryscilla Jorge Machado de Souza e o tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza, comandantes do 1º Comando Regional de Bombeiros Militar (1º CRBM), do 1º Batalhão Bombeiro Militar (1º BBM) e do 2º Batalhão Bombeiro Militar (2º BBM), respectivamente.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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