Mato Grosso
Homem que abusava de menor com deficiência visual e hidrocefalia é preso pela Polícia Civil em Mirassol d’Oeste

Um homem que vinha abusando sexualmente de uma adolescente, de 17 anos, com deficiência visual e portadora de hidrocefalia teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil, na terça-feira (25.2), dentro de investigações conduzidas pela Delegacia de Mirassol d’Oeste.
O suspeito, de 57 anos, era considerado amigo da família, abusava da menor há mais de dois anos, desde quando ela tinha 15 anos de idade. O último fato teria ocorrido no mês de janeiro deste ano. Ele teve a ordem de prisão decretada pela Justiça pelo crime de estupro de vulnerável.
As investigações iniciaram em meados de janeiro, quando a vítima acompanhada de uma tia compareceu à Delegacia de Mirassol d’Oeste para denunciar os estupros praticados pelo suspeito. Segundo relatos da vítima, a violência sexual consistia em sexo oral e toques em suas partes íntimas.
Para praticar os abusos, o suspeito dizia que ia levar a vítima para passear e para a igreja, ocasião em que a levava para o mato, a despia e a obrigava realizar sexo oral. Durante as oitivas também foi verificado que a menor não revelou os fatos antes, em razão de ameaças de morte que recebia do suspeito, caso contasse para alguém.
O suspeito ainda dizia para a vítima que quando ela completasse 18 anos iria “torná-la mulher”, ou seja, praticar sexo vaginal, e depois a mataria. Os abusos somente foram descobertos após familiares notarem que a vítima andava muito triste, chorando muito, até o momento em que ela decidiu revelar os fatos.
Diante das evidências, o delegado de Mirassol d’Oeste, Gustavo Ataide, representou pelo mandado de prisão do investigado, que foi deferido pela Terceira Vara Criminal do município e cumprido pela equipe da Polícia Civil, na terça-feira (25).
Após ter a ordem de prisão cumprida, o suspeito foi encaminhado para a delegacia para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.
Fonte: Governo MT – MT
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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