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Nova técnica de plantio aumenta em 50% produtividade da banana da terra

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Com o cultivo de 500 mudas de banana da terra da cultivar Farta velhaco, no sistema de plantio adensado, o produtor rural e técnico agropecuário, José Vanderlei Batista, proprietário da chácara São José, localizada no município de Mirassol D’Oeste (300 km a Oeste de Cuiabá), espera colher oito toneladas de banana. A lavoura está em fase de produção e já foram colhidas quatro toneladas, com uma média de peso por cacho acima de 15 quilos. Satisfeito com a produtividade, ele já começou a plantar uma nova área com 750 mudas.

Com aumento na produtividade em 50%, atribui o bom resultado às novas técnicas de plantio adensado e às orientações técnicas da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). O produtor Vanderlei conta que adquiriu as mudas da Empaer, produzidas em laboratório e livres de doenças. Ele explica que utilizou a técnica do plantio adensado no espaçamento entre plantas de 3,5 metros por 1,5 por 1,5 metros. “A minha propriedade é hoje uma ‘vitrine’ e recebo visitas de vários produtores para conferir de perto a técnica e a qualidade da banana”, esclarece.

De acordo com Vanderlei, toda produção é comercializada, no atacado vende por R$ 60,00 a caixa de 20 quilos, no varejo por R$ 5,00 o quilo. O produtor está ampliando a área de cultivo, que pode chegar a um hectare de banana. “Estou muito satisfeito com essa técnica, pois além da venda da produção de banana, também tenho lucro com a comercialização das mudas de bananeira que formam após a colheita dos cachos. Sendo um cultivo anual, as mudas de banana  servem para plantio e comercialização”.

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O pesquisador da Empaer, Humberto Marcílio, fala que a recomendação do plantio adensado para a agricultura familiar é uma estratégia para aumentar a produtividade, além de melhorar o aproveitamento da mão-de-obra, insumos e reduzir custos com controle de plantas invasoras. No Centro Regional de Pesquisa e Transferência de Tecnologia (CRPTT) da Empaer, localizado no município de Cáceres (225 km a Oeste da capital), foi realizada uma pesquisa sobre o crescimento e produção da bananeira farta velhaco em diferentes espaçamentos para região Sudoeste do Estado.

Segundo Marcílio, para a utilização do plantio adensado é necessário que as condições de solos sejam favoráveis (textura mista, profundos, bom teor de matéria orgânica e bem drenada) e aplicadas práticas culturais de correção do solo e adubação. Ele destaca que é importante seguir as recomendações para a cultura e viabilizar a instalação de sistema de irrigação. “O adensamento promove maior competição entre as plantas por fatores de crescimento (água, luz e nutrientes)”, adverte.

O pesquisador explica que nos plátanos banana da terra ou bananas de cozinhar e de fritar estão entre os principais segmentos agrícolas da economia, fazendo parte de um agronegócio eficiente na agricultura familiar. A bananeira tipo terra é cultivada principalmente em propriedades familiares consorciadas com culturais anuais, como milho, feijão, arroz, mandioca, e em sistema de monocultivo.

Pesquisa

Durante a pesquisa com a bananeira Farta velhaco, Humberto explica que foi selecionada a densidade de 2.667 plantas por hectare, como a melhor alternativa para o plantio adensado em cultivo anual, pois além de aumentar consideravelmente a produção manteve a boa qualidade dos frutos, atendendo as exigências do mercado regional.

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Ainda nesta pesquisa foi alcançada uma produtividade média de 15 toneladas por hectare, na densidade de plantio tradicional 1.111 plantas por hectare. E quando comparado o sistema de plantio adensado com a densidade de 2.667 plantas por hectare, houve um incremento na produtividade de mais de 100%, chegando a 35 toneladas por hectare, com a média de peso do cacho de 13 quilos. Isso demonstra ser uma excelente opção para o sistema de produção da bananeira Farta Velhaco.

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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