Mato Grosso
Sema apreende madeira irregular em depósitos e aplica multa de mais de R$ 73,7 mil a proprietário

A Diretoria da Unidade Desconcentrada da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) de Cáceres apreendeu 179,14 metros cúbicos de madeiras nativas irregulares em dois depósitos no município de Reserva do Cabaçal.
Foram necessários 16 caminhões caçamba de 10 metros e dois caminhões prancha para transportar a madeira apreendida.
De acordo com as informações da unidade, além da apreensão da madeira irregular, foram lavrados autos de embargo, de interdição e aplicação de multa no valor de R$ 73.757,00.
O proprietário dos dois depósitos não apresentou à equipe de fiscalização os alvarás para funcionamento e nem os documentos que comprovariam a origem da madeira, como guias florestais, notas fiscais e declaração de venda de produto florestal.
Originada de diversas espécies florestais, as madeiras apreendidas haviam sido serradas em vigas, caibros, ripas, réguas, pranchas e palanques. Os autos de apreensão foram lavrados nos dias 11 e 13 de março.
Toda a madeira apreendida foi encaminhada para os municípios de Mirassol D´oeste, Fiqueirópolis D’Oeste e São José dos Quatro Marcos, que serão os fiéis depositários. A apreensão foi efetivada após denúncia anônima realizada junto à Ouvidoria da Sema.
Denúncia
Crimes ambientais devem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente pelo número 3613-7398 e 98153-0255 (por telefone ou whatsapp), pelo e-mail [email protected], pelo aplicativo MT Cidadão ou Fale Cidadão da CGE. Quem se deparar com um crime ambiental, também pode denunciar à Polícia Militar, pelo 190.
Fonte: Governo MT – MT
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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