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Mulheres parlamentares do BRICS defendem protagonismo feminino em ações climáticas

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A 2ª sessão de trabalho da Reunião de Mulheres Parlamentares do BRICS debateu o enfrentamento da crise climática sob a perspectiva de gênero. Entre as sugestões apresentadas pelas parlamentares dos países do bloco estão a capacitação técnica de mulheres e a igualdade de acesso a recursos naturais, financiamentos e tecnologias verdes.

A senadora Leila Barros (PDT-DF) reconheceu o papel estratégico do BRICS no combate às mudanças climáticas por suas vozes plurais no sul global. Ela apresentou cinco sugestões para o documento final dos países membros do bloco:

  • a criação de um fundo do BRICS para mulheres e clima, voltado a projetos liderados por mulheres em comunidades vulneráveis como agricultoras familiares, líderes indígenas e empreendedoras ambientais;
  • plataformas de educação climática para mulheres, promovendo acesso ao conhecimento científico, à tecnologia e à inovação;
  • pacto de liderança feminina pelo clima que assegure a presença de mulheres em instâncias decisórias sobre o clima nos parlamentos e fora deles;
  • apoio do banco do BRICS a aceleradoras verdes de negócios femininos;
  • criação de um observatório de gênero e clima do BRICS.

“Que nossa presença não se limite à retórica, mas que se traduza em ações concretas”, disse Leila Barros.

Justiça de gênero
Presidida pela senadora Dra. Eudócia (PL-AL), a reunião foi marcada pela defesa do recorte de gênero de forma transversal nas ações climáticas. “Justiça climática só se concretiza com a justiça de gênero. E o papel da mulher parlamentar do BRICS é fundamental na construção dessa nova realidade regulatória”, disse Dra. Eudócia.

Eudócia defendeu o papel das mulheres como protagonistas da transição ecológica e o direcionamento de recursos para projetos liderados por mulheres. “São agentes indispensáveis: mulheres ribeirinhas, indígenas e das periferias, que sofrem mais os efeitos da instabilidade climática e escassez de recursos naturais, porém, são lideranças vivas na defesa de seus territórios”, ressaltou.

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Desastres naturais
As parlamentares do BRICS foram unânimes no diagnóstico de que a crise climática não afeta mulheres da mesma maneira. Parlamentar da África do Sul, Nqabisa Gantsho alertou para os riscos enfrentados por mulheres em desastres naturais e citou dado das Nações Unidas que mostra que mulheres estão 14 vezes mais propensas a morrer nessas situações.

“O acesso a recursos naturais, transporte e trabalho é desigual. Mulheres cuidam de crianças, idosos e pessoas com deficiência física, e estão mais propensas aos desastres climáticos. Ironicamente, são as mulheres que lideram as ações de recuperação após esses desastres”, ressaltou.

Além disso, ela citou inseguranças como violência sexual, casamentos precoces, gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis como outras formas de abuso após desastres naturais.

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
2ª Sessão de trabalho da Reunião de Mulheres Parlamentares do BRICS. South Africa (LH) – Mrs. Nqabisa Gantsho.
Nqabisa Gantsho, parlamentar da África do Sul

A parlamentar sul-africana fez um apelo aos membros do BRICS para mitigar esses riscos a partir de uma abordagem de gênero no enfrentamento dessas situações. “Colocando mulheres em posição de decisão nas respostas às mudanças climáticas. Nossos parlamentos devem adotar resposta climática inclusiva garantindo lideranças femininas e sua participação igualitária nas decisões e nos esforços de recuperação”, defendeu.

Para ela, o caminho é investir no empoderamento social e econômico das mulheres. “Vamos nos comprometer com ações concretas para que mulheres não sejam apenas sobreviventes, mas arquitetas da solução para mudança climática”, declarou.

Ações de cooperação
Maryam Abdollahi, parlamentar do Irã, considerou as mulheres pilares no enfrentamento a essas crises. Ela sugeriu a criação de um grupo específico no BRICS para se dedicar a ações de cooperação, como o acesso a tecnologias verdes.

Shabari Byreddi, parlamentar da Índia, chamou a atenção para o calor extremo dos últimos quatro anos e para o risco de “ponto de não retorno” apontado pelos cientistas. “Como bloco, devemos atuar pela neutralização das emissões de carbono para deter as mudanças climáticas, mesmo com os desafios por sermos países em desenvolvimento”, afirmou.

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Para ela, mulheres têm o poder de “mudar e curar o mundo”, pois estão ligadas à natureza e envolvidas no gerenciamento de recursos naturais e produção de alimentos. “É um conhecimento inestimável. Promovendo a equidade de gênero nas ações pelo clima, o BRICS pode levar a um futuro mais sustentável”, avaliou.

Sara Falaknaz, parlamentar dos Emirados Árabes Unidos, citou dado das Nações Unidas que estima que mulheres e crianças representam quase 80% das pessoas deslocadas por mudanças climáticas. “Mulheres e meninas, especialmente em comunidades rurais, são mais vulneráveis”.

O que torna mais grave o problema, segundo ela, é a sub-representação de mulheres na tomada de decisão. “Menos de 1/3 das delegadas e menos de 10% do financiamento para mudanças climáticas é sensível a questão de gênero”, denunciou.

A parlamentar dos Emirados Árabes cobrou políticas direcionadas a mulheres. “Como parlamentares, não somos apenas defensoras, mas tomadoras de decisão e precisamos garantir que a legislação integre gênero na política climática e proponha soluções para mulheres.”

Para Nora Ali, parlamentar do Egito, mulheres não são apenas vítimas das mudanças climáticas, mas são parceiras essenciais no seu enfrentamento. “Elas possuem profundo conhecimento dos ambientes locais e de práticas sustentáveis, o que pode ser fundamental no desenvolvimento de estratégias eficazes e na obtenção de resultados mais fortes”, disse.

Ela recomendou que as nações do BRICS garantam o acesso de mulheres aos financiamentos para enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas.

Populações indígenas
A deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), destacou a importância das parlamentares indígenas. “Nós somos 5% da população mundial, mas protegemos 80% da biodiversidade mundial, fazemos uma política a partir da perspectiva da floresta e da terra”, disse.

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A deputada aproveitou para criticar o projeto que muda as regras do licenciamento ambiental, em discussão na Câmara dos Deputados. “Se aprovada, essa proposta pode levar à perda do equivalente ao território do Paraná em áreas de preservação. O dinheiro não traz uma floresta, um rio de volta”, criticou.

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
2ª Sessão de trabalho da Reunião de Mulheres Parlamentares do BRICS. Dep. Célia Xakriabá (PSOL - MG)
Célia Xakriabá, deputada federal brasileira

A deputada brasileira fez um apelo às demais parlamentares. “Embora sejamos de países diferentes, compartilhamos o mesmo planeta. Uma economia inteligente é uma economia que não nos mate”, afirmou.

Ações coletivas
A parlamentar russa Roza Chemeris foi a única participante da reunião que sugeriu que a questão de gênero não fosse atrelada a temas específicos, como o clima. “Esforços para promover o empoderamento das mulheres especialmente nessa área podem parecer equivocados. Estamos convencidos de que as mulheres precisam de apoio para cargos de liderança sem vincular esse apoio a áreas ou questão política específica”, afirmou.

Ela considerou “ingênuo presumir que homens ou mulheres sozinhos vão resolver o que exige ação coletiva” e rejeitou a ideia de incluir “elementos de igualdade de gênero em todos os documentos finais da conferência”. Para ela, esse mecanismo “não gera valor”.

Ela também destacou que a igualdade de gênero dificilmente será alcançada nos próximos anos se não houver esforços e políticas que criem condições para que mulheres alcancem o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Saiba mais sobre o 11º Fórum Parlamentar do BRICS

Reportagem – Geórgia Moraes
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão aprova proposta para consórcios municipais de inovação

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A Comissão de Ciência e Tecnologia e de Inovação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4076/25, do deputado José Medeiros (PL-MT), que autoriza municípios a celebrar convênios intermunicipais e contratar consórcios públicos para viabilizar projetos de tecnologia e inovação.

O texto altera a Lei de Inovação (Lei 10.973/04) para permitir que prefeituras se associem no desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores. A medida busca facilitar o acesso de municípios, principalmente os de menor porte, a soluções tecnológicas.

A Lei de Inovação já permite que entes da Federação formem alianças estratégicas para o desenvolvimento de inovações. Essas parcerias podem contemplar redes e projetos internacionais de pesquisa tecnológica, ações de empreendedorismo e criação de ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.

Medeiros afirmou que municípios de menor porte têm dificuldades para desenvolver projetos de inovação pela falta de recursos, escala e expertise. Segundo ele, é comum a contratação separada de empresas de consultoria, apesar de as carências serem compartilhadas por várias prefeituras. “Devido a essa falta de integração, há uma dificuldade muito grande para que essas unidades federativas possam identificar, contratar, desenvolver e incorporar serviços e produtos inovadores”, disse.

Aliança estratégica
O texto foi aprovado com alteração do relator, deputado Lucas Ramos (PSB-PE), para reforçar que os convênios e consórcios servem para viabilizar alianças estratégicas e desenvolvimento de projetos cooperativos. “A redação proposta reforça a segurança jurídica e a clareza do comando normativo, sem alterar o mérito da iniciativa, mas aprimorando sua aderência ao ordenamento vigente e sua aplicabilidade prática”, afirmou.

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Para Ramos, a proposta dialoga diretamente com a necessidade de fortalecimento das capacidades institucionais locais, especialmente nos municípios de menor porte, por meio da atuação em rede e do compartilhamento de recursos, competências e infraestrutura.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada por Câmara e Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão pode votar regulamentação do trabalho por aplicativo; conheça a proposta

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A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a regulamentação dos serviços de transporte e entrega por aplicativo no país poderá votar, na próxima terça-feira (14), o parecer do relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), ao Projeto de Lei Complementar 152/25, do deputado Luiz Gastão (PSD-CE).

Em relação à primeira versão, de dezembro de 2025, o novo parecer publicado no último dia 7 de abril enfatiza ainda mais o caráter autônomo do trabalho e redefine a abrangência e o peso de certas obrigações. Segundo Coutinho, as mudanças refletem o resultado dos debates e o empenho por um consenso que permita a aprovação da matéria.

“O novo substitutivo materializa o esforço de buscar um texto politicamente viável que, ao mesmo tempo, mantenha conquistas importantes para os trabalhadores”, diz o relator no parecer.

A nova versão consolida o termo “trabalhador autônomo plataformizado”, reforçando que a relação intermediada pela plataforma não cria vínculo empregatício entre o trabalhador e a empresa ou o usuário.

O texto deixa claro o direito do trabalhador de gerenciar livremente seu tempo e de se cadastrar em múltiplas plataformas. Proíbe também metas de tempo mínimo de trabalho e punições para quem recusar serviços ou ficar offline.

Entre outras alterações, o substitutivo foca apenas no transporte de passageiros e em entregas de bens, eliminando a categoria genérica de “outros serviços” via plataformas; e exclui diversos dispositivos relacionados aos direitos dos usuários, remetendo, nesses casos, ao Código de Defesa do Consumidor.

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Pontos de apoio e infraestrutura para motoristas, que eram direitos garantidos na primeira versão do parecer, passam a ser “diretriz de política pública” na nova versão, que prevê instalação gradual e sem exigência imediata.

Fernando Frazão/Agência Brasil
Pontos de apoio e infraestrutura para motoristas passam a ser “diretriz de política pública”

A nova versão estrutura as regras nos seguintes eixos centrais:

Previdência Social

  • Trabalhador autônomo plataformizado: é segurado obrigatório na categoria de contribuinte individual. Paga 5% sobre o salário de contribuição, que corresponde a 25% de sua remuneração bruta mensal.
  • Plataformas: a regra geral é o recolhimento de 20% sobre a mesma base de cálculo (os 25% da remuneração bruta do trabalhador).
  • Modelo alternativo: as plataformas podem optar por contribuir com 5% sobre a receita bruta obtida no mercado brasileiro.

Ganhos, taxas e remuneração

  • Natureza dos ganhos: os ganhos do trabalhador são divididos em duas partes:
    • 25% são considerados renda (base para impostos e Previdência)
    • 75% servem para cobrir custos, como combustível e manutenção
  • Taxas de retenção: as plataformas podem cobrar uma taxa mensal fixa ou taxas por serviço. No caso de taxas por serviço, a média não pode ultrapassar 30% (ou 15% em modelos híbridos com taxa mensal). O cálculo deve ser feito de forma individualizada a cada sete dias.
  • Remuneração para entregas:
    • por serviço — piso de R$ 8,50 para trajetos de até 3 km (automóvel) ou até 4 km (moto, bicicleta ou a pé).
    • Por tempo trabalhado — valor não inferior ao proporcional a dois salários-mínimos por hora efetivamente trabalhada (contada do aceite à entrega).
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Gorjetas e promoções: as gorjetas devem ser repassadas integralmente e não integram a remuneração bruta. Descontos e promoções oferecidos pela plataforma aos usuários não podem ser descontados do trabalhador ou usados para abater o limite das taxas.

Benefícios adicionais

  • Benefícios fiscais: isenção de IPI e IOF na compra de carros e motocicletas nacionais para profissionais que comprovem ao menos 2.000 horas de serviço nos últimos 12 meses.
  • microempreendedor: motoristas enquadrados como trabalhadores autônomos plataformizados não podem ser microempreendedores individuais (MEI).

Foram excluídos da nova versão benefícios como a gratificação de 30% em dezembro, os adicionais para trabalho noturno, domingos e feriados, e a possibilidade de formação de reserva (poupança) custodiada pela plataforma.

Trabalho, segurança e transparência

  • Justiça: compete à Justiça do Trabalho julgar casos envolvendo os contratos dos trabalhadores autônomos plataformizados.
  • Seguro: obriga as plataformas a contratarem seguro de vida e integridade física com capital mínimo de R$ 120 mil.
  • Transparência: assegura aos motoristas direito de receber relatórios detalhados (por serviço e consolidados a cada 30 dias) com valores, taxas e retenções. Decisões automatizadas sensíveis (como bloqueios) devem ser passíveis de revisão humana.
  • Dever de Diligência: obriga as empresas a prevenirem cadastros falsos e garantirem a identidade real do trabalhador.

Regras para punições

  • Contratos: exige contrato escrito e claro definindo prazos, formas de remuneração, obrigações de conduta e critérios para distribuição de ofertas de serviços.
  • Bloqueios e suspensões: antes de suspender, bloquear ou punir trabalhadores, as plataformas devem prever sanções em contrato, notificar o trabalhador dos fatos, conceder prazo para defesa e decidir apenas após avaliá-la — proibindo cláusulas genéricas e vagas.
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Por fim, foram removidos na nova versão o limite de jornada de 12 horas, o tempo mínimo de 15 segundos para aceite, o botão de pânico obrigatório no aplicativo e o direito de mulheres atenderem apenas mulheres.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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Nacional

Nutricionistas pedem jornada de 30 horas e piso salarial em audiência na Câmara

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Em debate realizado na Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados na terça-feira (7), representantes dos nutricionistas defenderam a aprovação do Projeto de Lei 6819/10, que prevê jornada de 30 horas semanais e piso salarial nacional para a categoria.

A audiência pública foi solicitada pela deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) e reuniu representantes do governo, conselhos profissionais e sindicatos para discutir as condições de trabalho dos nutricionistas. Os participantes relataram condições precárias de trabalho e defenderam mudanças na legislação para valorizar a categoria.

A diretora da Federação Nacional dos Nutricionistas, Ana Paula Mendonça, afirmou que o projeto aguarda votação no plenário após receber apoio para tramitação mais rápida.

“Um nutricionista valorizado é um profissional mais presente, motivado e capaz de oferecer à população um cuidado mais qualificado”, disse.

A deputada Sâmia Bomfim afirmou que valorizar esses profissionais pode reduzir gastos públicos ao prevenir doenças no Sistema Único de Saúde (SUS).

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Condições de trabalho dos Nutricionistas. Presidente - Sindi-Nutri | SP, Maria Da Consolação Machado Furegatti
Maria da Consolação Machado denunciou condições precárias de trabalho

Precarização e pejotização no setor
A presidente do Sindicato dos Nutricionistas do Estado de São Paulo, Maria da Consolação Machado, relatou condições precárias de trabalho.

Segundo ela, há casos de desvio de função, com profissionais que chegam a realizar tarefas de limpeza. Também há registros com cargos genéricos para evitar o pagamento do piso da categoria.

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Outro problema apontado foi a contratação como pessoa jurídica (pejotização) e a informalidade.

Representante do Ministério da Saúde, Lívia Angeli Silva informou que mais de 50% dos vínculos de nutricionistas no setor de saúde são informais.

Segurança alimentar
As participantes afirmaram que a nutrição é essencial para a segurança alimentar.

A conselheira do Conselho Regional de Nutrição da 3ª Região, Jozelma Rodrigues dos Santos, destacou a atuação desses profissionais em áreas como alimentação escolar e atendimento em unidades de terapia intensiva.

A presidente do Conselho Federal de Nutrição, Manuela Dolinsky, apresentou dados sobre a categoria:

  • entre 93% e 95% dos profissionais são mulheres;
  • o Brasil tem cerca de 270 mil nutricionistas e 21 mil técnicos;
  • no SUS, atuam mais de 35 mil nutricionistas, número considerado insuficiente.

Apoio do governo
O representante do Ministério do Trabalho e Emprego, Miqueias Freitas Maia, disse que o ministério não se opõe à limitação da jornada e ao piso salarial.

Ele informou que a revisão da norma sobre insalubridade está prevista para 2027 e que o governo acompanha riscos psicossociais e casos de assédio no trabalho.

Ao final da audiência, a deputada Erika Kokay (PT-DF) sugeriu a criação de uma frente parlamentar em defesa dos nutricionistas.

A proposta é dar caráter suprapartidário ao tema e acelerar a análise de projetos, como o que permite a solicitação de exames laboratoriais por nutricionistas em planos de saúde.

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Da Redação – GM

Fonte: Câmara dos Deputados

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ALMT Segurança nas Escolas

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