Mato Grosso
Defesa Civil de MT inicia capacitação para uso do sistema de alerta de riscos e desastres

Os agentes da Defesa Civil de Mato Grosso participam, nesta semana, de capacitação para o uso da ferramenta Defesa Civil Alerta, lançada pelo Governo Federal para aprimorar o sistema de comunicação de alertas à população em áreas de risco.
A capacitação, realizada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, ligada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, ocorre no Auditório Governador Ponce de Arruda, no Palácio Paiaguás, até quinta-feira (12.6).
De acordo com o secretário adjunto de Proteção e Defesa Civil do Estado, coronel BM César Brum, o objetivo é garantir que os profissionais estejam preparados para utilizar a nova plataforma de forma eficiente, promovendo uma comunicação mais rápida, prática e eficaz diante do risco de situações de emergência.
“Essa nova ferramenta vai complementar as ações de prevenção que já temos em Mato Grosso, garantindo mais segurança à população que está em uma área de risco iminente, uma vez que a ferramenta traz mais abrangência e praticidade”, afirmou o secretário.
O sistema Defesa Civil Alerta é uma ferramenta nacional que permite o envio de alertas de situações de emergência para todos os celulares que estão nas áreas do Estado ou do município acionado, sem a necessidade de cadastramento prévio.
Conforme a meteorologista Marcella Rodrigues de Jesus, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, a ferramenta utiliza o sistema de transmissão via celular (cell broadcast) para emitir alertas visuais e sonoros para informar sobre situações de emergência que possam causar riscos imediatos à vida, como em caso de desastres por inundações, alagamentos, deslizamentos de terra, vendavais, entre outros.
Com a nova ferramenta, a população vai receber a mensagem de texto em destaque na tela do celular, sobreposta a qualquer aplicativo que esteja aberto. Em caso de alerta extremo, o celular também vai emitir um aviso sonoro.
“A nova ferramenta garante mais alcance e abrangência, uma vez que o celular não precisa ser cadastrado previamente, além de mais praticidade e visualização sobre o risco, uma vez que o cidadão precisará clicar na mensagem para liberar a tela do celular”, afirmou.
De acordo com a Defesa Civil Nacional, a ferramenta funciona em todos os celulares com tecnologias 4g e 5g, em modelos de aparelhos a partir de 2020, mesmo para quem esteja na localidade a turismo, e ainda que o telefone esteja no modo silencioso.
“É importante deixar claro que o DCA vai ser um complemento às outras formas de comunicação da Defesa Civil, como o SMS, Whatsapp e os alertas publicados nas redes sociais, devendo ser utilizado apenas em casos de ameaças extremas ou severas, que envolvam o risco iminente”, ressaltou a meteorologista Maytê Duarte Coutinho, da da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.
Capacitação
No início da capacitação, a Defesa Civil de Mato Grosso apresentou aos facilitadores o cenário mato-grossense de riscos de desastres, e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente apresentou sobre os trabalhos da Sala de Situação do órgão, como o de monitoramento dos recursos hídricos do Estado.
Ao longo dos dias, os agentes estão sendo orientados sobre as legislações pertinentes, como cadastrar e segmentar o público-alvo, e a construção de Procedimentos Operacionais Padrão. O treinamento também inclui simulações práticas de envio de alertas e integração com dados meteorológicos.
O secretário de Defesa Civil de Petrópolis (RJ), tenente-coronel BM Guilherme Costa de Souza Moraes, também participa da capacitação em Mato Grosso e apresentou casos reais de desastres no município e do uso da ferramenta DCA para alertar a população.
A previsão é que o Defesa Civil Alerta entre em funcionamento em Mato Grosso a partir do segundo semestre de 2025.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Via Brasil investe R$ 16 milhões para aumentar a segurança em trecho crítico da BR-163 no Mato Grosso
Obras de correção de traçado na Serra do Cachimbo já começaram

Foto- Assessoria
A Via Brasil BR-163, concessionária responsável pela administração de 1.009 quilômetros da BR-163/230, iniciou importantes obras de correção de traçado em três pontos estratégicos da Serra do Cachimbo, no município de Guarantã do Norte (MT).
Com investimento de aproximadamente R$ 16 milhões, as intervenções têm como principal objetivo aumentar a segurança viária, reduzir o número de acidentes e proporcionar melhores condições de tráfego em um dos trechos mais críticos da BR-163 no estado.
As obras de correção de traçado consistem em intervenções voltadas à modernização da infraestrutura e a adequação das curvas da pista, o que garantirá melhor visibilidade aos motoristas e reduzirá o risco de tombamentos.
Trecho crítico com histórico de acidentes
A Serra do Cachimbo é reconhecida como um dos pontos mais sensíveis da BR-163, com histórico de ocorrências, principalmente tombamentos de caminhões. Diante desse cenário, a Via Brasil BR-163 vem intensificando ações de segurança viária no segmento.
Como medida inicial, já foram implantados medidores de velocidade nos pontos considerados mais críticos. Agora, a concessionária avança com a correção de três curvas estratégicas, promovendo uma rodovia mais segura e confiável para todos os usuários.
Locais das intervenções
As obras de correção de traçado estão previstas para três pontos da BR-163, todos localizados no município de Guarantã do Norte:
- Primeira curva – Km 1102+447
- Segunda curva – Km 1103+387
- Terceira curva – Km 1109+334
A entrega ocorrerá em três etapas: a primeira curva tem conclusão prevista para maio, a segunda para junho e a terceira para agosto.
Sinalização e segurança durante as obras
Com foco na proteção de vidas e na segurança operacional, a Via Brasil BR-163 implantou sinalização provisória nas frentes de serviço. Seguindo as diretrizes do DNIT, placas de obras foram estrategicamente posicionadas para orientar os condutores com clareza.
Para reforçar a redução de velocidade e aumentar a percepção de risco nos trechos em obras, também foram instaladas lombadas provisórias. As medidas garantem um ambiente mais seguro tanto para os usuários da rodovia quanto para os colaboradores que atuam nas intervenções.
Ao término das obras, toda a sinalização provisória será retirada, com a plena normalização do tráfego e a entrega de um traçado mais seguro e adequado às características do trecho.
Mato Grosso
Falta de infraestrutura impede eletrificação total em MT, aponta presidente do Sindenergia

O tema será um dos principais pontos do Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, que acontece nos dias 12 e 13 de maio, em Cuiabá, no UNISENAI, promovido pelo Sindenergia-MT.
Segundo o presidente do sindicato, Carlos Garcia, a transição energética no estado precisa considerar a realidade da infraestrutura disponível e o custo dos investimentos.
“Eu não consigo eletrificar o estado de uma vez só, porque não tem infraestrutura elétrica para isso. Precisaria de muito investimento e isso iria para a tarifa e a população pagaria ainda mais caro. Então não conseguimos fazer”, afirmou.
A avaliação é de que a saída passa por um modelo híbrido, que combine energia elétrica com outras fontes, como biocombustíveis e biometano, aproveitando o potencial regional de cada área do estado.
“Todas as fontes são importantes e complementares. Nenhuma delas é capaz de atender toda a demanda sozinha”, disse.
A proposta defendida pelo setor é que o estado avance em um planejamento energético regional, levando em conta as características de cada região. Em áreas com maior infraestrutura elétrica, a eletrificação pode avançar. Já em regiões com menor capacidade, alternativas como geração a partir de resíduos e biomassa ganham espaço.
“Em locais onde não tem infraestrutura elétrica suficiente, a gente precisa trabalhar com o que tem ali. Se há potencial para biometano ou biomassa, é isso que deve ser explorado”, explicou.
O Encontro da Indústria do Setor Elétrico deve reunir representantes do setor produtivo, investidores e especialistas para discutir caminhos práticos para a transição energética em Mato Grosso, incluindo soluções que reduzam custos e evitem pressão sobre a tarifa de energia.
Além do debate técnico, o evento também busca aproximar empresas e soluções, com foco em geração de negócios e aplicação prática das tecnologias discutidas.
Mato Grosso
Fachin nomeia Rabaneda para laboratório que mira erros judiciais
Estrutura do Conselho Nacional de Justiça vai atuar na prevenção de falhas do sistema penal, com foco na qualificação de provas e na proteção de direitos fundamentais

Foto=- Assessoria
O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, nomeou o conselheiro Ulisses Rabanedapara a presidência do Laboratório Justiça Criminal, Reparação e Não Repetição, marcando um avanço no enfrentamento dos erros judiciais no país. Instituído pela Resolução nº 659/2025, o grupo técnico foi criado com a proposta de modernizar o sistema penal brasileiro, atuando na prevenção de falhas estruturais que resultam em violações de direitos e condenações injustas.
A estrutura funcionará como um centro de inteligência, responsável por formular diretrizes nacionais, qualificar a produção de provas e analisar casos emblemáticos julgados pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça e por organismos internacionais de direitos humanos.
A iniciativa foi destacada pelo ministro do STJ, Sebastião Reis Júnior, como uma mudança de paradigma ao tratar o erro judicial como um problema estrutural. Em artigo, ele cita casos emblemáticos que evidenciam falhas graves no sistema, como o Caso Evandro, no qual o tribunal reconheceu condenações baseadas em confissões obtidas sob tortura e sem provas válidas produzidas sob o contraditório.
Outro exemplo mencionado é o caso da 113 Sul (Marlon), em que houve a anulação de uma condenação mantida por anos com base quase exclusiva em elementos colhidos na fase de investigação, sem respaldo suficiente na prova judicial. Para o ministro, episódios como esses demonstram o custo humano dos erros judiciais e a necessidade de mecanismos permanentes de prevenção.
À frente do laboratório, Rabaneda afirma que a prioridade será transformar falhas em aprendizado institucional. “Nosso objetivo é estruturar diretrizes que fortaleçam a produção de provas, protejam direitos fundamentais e reduzam o risco de condenações injustas”, disse.
Ele também destaca o caráter colaborativo da proposta, que prevê a participação de magistrados, especialistas e da sociedade civil na construção de soluções aplicáveis a todo o sistema de justiça.
Outro eixo da iniciativa é a reparação de danos causados por erros judiciais, com medidas que vão além da indenização financeira e incluem reconhecimento institucional e ações para evitar a repetição das falhas.
“Com atuação técnica e integrada, o laboratório deve consolidar uma política judiciária voltada à prevenção de erros e ao fortalecimento da confiança da sociedade na Justiça”, finaliza Rabaneda.
A proposta do laboratório também inclui a realização de oficinas, capacitações e estudos de caso, com o apoio da Rede de Inovação do Judiciário, buscando maior eficiência e padronização das práticas processuais.
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