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Brasil defende livre mercado e ganha espaço nas negociações do Brics; Trump ameaça
O Brasil reforçou seu papel no comércio agrícola internacional durante a 17ª Cúpula do Brics, realizada neste domingo (06.07), no Rio de Janeiro. Ao lado de representantes de países como China, Índia, Rússia e África do Sul, o governo brasileiro levou ao centro do debate temas como multilateralismo, combate ao protecionismo e ampliação de mercados para produtos do agro.
Diante do fortalecimento do grupo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que vai impor uma taxa adicional de 10% a “qualquer país que se alinhar às políticas antiamericanas do Brics”. Imediatamente o governo Chinês rebateu o presidente norte-americano no mesmo tom e disse que o Brics não visa os EUA, mas a cooperação entre economias emergentes, como a brasileira e a chinesa.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que também participou do evento, foi direto: O mundo não precisa de supertaxação, de protecionismo. Taxar a exportação de alimentos é taxar o combate à fome, é encarecer a comida no mundo. O Brics, que representa quase 50% da população mundial, ao ter um posicionamento a favor do multilateralismo, é esperança que dias normais voltem a acontecer no comércio mundial”, disparou Fávaro.
Segundo o ministro, o Brasil vem conquistando cada vez mais espaço no comércio global graças à solidez do seu sistema sanitário. Ele destacou o exemplo do controle da gripe aviária no país — limitado a um único foco e resolvido com rapidez — enquanto nos Estados Unidos mais de 170 milhões de aves foram abatidas por conta da doença. “Nosso sistema funciona, e o mundo reconhece isso”, afirmou.
Esse reconhecimento já começa a dar frutos. No sábado (5), o Brasil embarcou o primeiro lote de carne bovina para a Indonésia, novo mercado conquistado em março. Além disso, durante reunião bilateral com o premiê chinês, o Brasil avançou na negociação para a retomada das exportações de carne de frango, ainda parcialmente bloqueadas por conta da gripe aviária. Hoje, apenas nove países mantêm restrições — seis deles com peso comercial. O governo aposta em reverter essas decisões ainda no segundo semestre.
O que é o BRICS – é um acrônimo formado pelas iniciais de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul: é um bloco de articulação política e econômica de países que buscam maior influência nas decisões globais — especialmente nas instituições financeiras e comerciais como ONU, FMI e OMC.
O grupo, que começou com cinco membros, hoje reúne 11 países (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes e Indonésia) e mantém dez países-parceiros, como Vietnã, Bolívia e Cuba. Os parceiros podem participar das reuniões, mas não têm poder de voto.
O objetivo principal do bloco é reforçar o papel das economias do chamado Sul Global e criar alternativas às grandes potências ocidentais, com foco em desenvolvimento sustentável, segurança alimentar e inclusão comercial.
Além disso, o BRICS discute a criação de instrumentos próprios de financiamento, como o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), voltado para obras de infraestrutura, investimentos agrícolas e sustentabilidade nos países membros. Isso pode significar, por exemplo, linhas de crédito para modernização rural com menos burocracia e menor custo, se os projetos forem viabilizados.
Aos olhos do produtor rural brasileiro, tudo isso pode parecer distante — mas não é. Ter acesso a mais mercados significa mais opções de venda, melhores preços e menor dependência de um único comprador, como a China, por exemplo. Também ajuda a reduzir impactos de crises bilaterais, como embargos ou exigências sanitárias de última hora.
Além disso, o Brasil tem se mostrado cada vez mais presente nas decisões do grupo. Segundo Fávaro, essa postura fortalece o agro nacional. “O consumidor internacional está atento. Quer rastreabilidade, sustentabilidade, sanidade. O Brasil está preparado e pode ser o principal fornecedor desse novo mercado global”, disse.
Em resumo, o Brics não é apenas uma agenda de presidentes: é um espaço de articulação que, na prática, ajuda o agro brasileiro a crescer, diversificar mercados e enfrentar barreiras comerciais com mais força. E para quem vive da terra, isso pode significar um futuro com mais previsibilidade, mais segurança e mais renda.
O BRICS hoje representa quase metade da população mundial, 40% do PIB global e cerca de 21% do comércio internacional. No caso do Brasil, as trocas com o grupo movimentaram cerca de US$ 210 bilhões em 2024, o que corresponde a 35% do comércio exterior do país. E esse número tende a crescer.
Além de defender o livre comércio, o Brasil tem se posicionado como fornecedor confiável de alimentos, energia limpa e matérias-primas agrícolas. E, segundo o governo, essa imagem sólida pode abrir portas em um momento em que a demanda global por comida segura e rastreável só aumenta.
O Brics também discute a criação de mecanismos próprios de financiamento, como o Novo Banco de Desenvolvimento — o chamado “banco do Brics” — para financiar projetos de infraestrutura, energia e produção sustentável nos países do grupo.
Apesar de não ser uma organização internacional formal, o Brics se consolida como espaço de articulação importante para o Brasil. O grupo cresceu: hoje são 11 países-membros e dez parceiros. E, diante das incertezas globais, os laços com esses mercados ganham ainda mais valor para quem está no campo.
A mensagem do Brasil no evento deste final de semana foi clara: o país quer mais espaço nas decisões globais, defende o comércio justo e sustentável, e aposta no agro como motor de crescimento econômico e diplomático. Para o produtor rural, isso significa mais mercados, mais estabilidade e novas oportunidades.
Fonte: Pensar Agro
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Crédito travado expõe falhas em regra ambiental e causa insegurança jurídica
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Mais etanol e vendas antecipadas mudam ritmo do mercado
O avanço das vendas antecipadas pelas usinas e a mudança no destino da cana-de-açúcar estão redesenhando o mercado na safra 2026/27, com impacto direto sobre exportações e preços. A expectativa é de queda de cerca de 14,2% nos embarques brasileiros de açúcar, à medida que cresce o direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol.
Em março, o Brasil exportou 1,808 milhão de toneladas de açúcar, volume 1,42% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. A receita somou aproximadamente R$ 3,39 bilhões (US$ 657,57 milhões convertidos a R$ 5,15), recuo de 24,7% na comparação anual, refletindo preços internacionais mais baixos.
Apesar da retração no mês, o acumulado do primeiro trimestre ainda indica crescimento em volume. Entre janeiro e março, os embarques alcançaram 6,04 milhões de toneladas, alta de 5,78% sobre igual período de 2025. A receita, por outro lado, caiu 19,6%, evidenciando a pressão sobre os preços médios.
No campo, a principal mudança está no mix de produção. A moagem no Centro-Sul deve variar entre 625 milhões e 635 milhões de toneladas, com maior participação do etanol. A parcela da cana destinada ao açúcar tende a cair para 48,8%, abaixo dos 50,7% do ciclo anterior, em resposta direta aos preços mais elevados dos combustíveis.
Esse ajuste ocorre em um cenário de possível déficit global estimado em 2,7 milhões de toneladas na safra 2026/27, o que, em tese, sustentaria as cotações internacionais. No entanto, o comportamento das usinas tem atuado como fator de contenção no curto prazo.
Levantamento da StoneX indica que as fixações de açúcar no Centro-Sul avançaram de 41,8% para 59,5% ao longo de março. A diferença em relação ao mesmo período do ciclo anterior, que já foi de 20 pontos percentuais, recuou para cerca de 10 pontos.
Na prática, esse movimento reduz a pressão de venda que vinha travando altas mais consistentes. Com menos volume disponível para negociação imediata, o mercado passa a operar em um ambiente mais equilibrado, com menor resistência a eventuais valorizações.
No cenário internacional, os preços do açúcar registraram ganhos moderados em março, influenciados por fatores financeiros e geopolíticos, como a redução de posições vendidas por fundos em meio a tensões no Oriente Médio.
Para o produtor, o foco permanece na gestão do mix entre açúcar e etanol, que segue diretamente ligado ao comportamento do petróleo. A combinação entre custos, preços internacionais e demanda por combustíveis deve definir o rumo das margens ao longo da safra.
Fonte: Pensar Agro
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Exportações de carne suína crescem 32% em março
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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), 




