Mato Grosso
Governo participa de 12ª edição do Ribeirinho Cidadão
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), está apoiando a 12ª edição do Ribeirinho Cidadão. O projeto é organizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e pela Defensoria Pública, com o objetivo de levar serviços essenciais à população mais carente.
A programação é dividida nas etapas fluvial e terrestre e conta, ainda, com os chamados “Dias D”, que é quando, ainda em terra, as instituições envolvidas prestam atendimento às comunidades locais realizando, por exemplo, casamento social. Na etapa fluvial, o Ribeirinho Cidadão ocorre até o dia 14 de fevereiro e, na terrestre, vai do dia 17 até 25 de fevereiro.
No caso da Setasc, serão oferecidos durante todo o trajeto serviços de emissão de segundas vias de certidões de nascimento, casamento, óbito, hipossuficiência, CPF e cópias do CPF; ainda realização de foto 3×4; plastificação de documentos; carteira de trabalho; nesse período, também vai haver uma assistente social, que estará disponível para atendimento ao público em geral.

Esta é uma oportunidade para quem precisa dos serviços e não pode viajar à Capital – Foto: Mayke Toscano/Secom MT
Durante o lançamento desta edição do projeto, nesta segunda-feira (04), em Santo Antônio do Leverger, a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, Rosamaria Carvalho, deisse que a proposta do Ribeirinho Cidadão atende exatamente os princípios básicos que regem a pasta.
“Nós levamos até a população ribeirinha, que muitas vezes não consegue ou não pode sair de suas rotinas, aquilo que lhe é de direito: serviços essenciais e cidadania. Os nossos serviços, muitas vezes, são o pontapé inicial para que eles possam acessar os demais disponibilizados durante esse período”.

Nos ‘Dias D’, também serão realizados casamentos sociais, mas é preciso agendamento. Foto – Mayke Toscano/Secom
Identidade
Trinta e cinco quilômetros até parece uma distância curta entre Cuiabá e Santo Antônio do Leverger. Mas com dois filhos pequenos – Alicia, 5 anos, e o João, 4, a dona de casa Andreza Moreira Borges aguarda o Ribeirinho Cidadão anualmente. Desta vez, o foco vai ser nos pequenos. “Vim para fazer o RG dos dois, já que Cuiabá fica muito distante e difícil pra gente conseguir ir”.

A programação está dividida em uma etapa por terra e outra fluvial, para também chegar em locais isolados
Além da Setasc, com os serviços citados, são parceiras do Ribeirinho Cidadão as seguintes instituições: Ministério Público, Defesa Civil, Marinha, Receita Federal, prefeituras de Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço, Juscimeira e Poconé, cartorários, Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), Tribunal de Contas do Estado, Tribunal Regional do Trabalho, Tribunal Regional Eleitoral, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso, Sesc Pantanal e Galvan Escola de Cabelereiros.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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