Mato Grosso
Governo licita obra para construir Anel Viário em Cáceres

O Governo de Mato Grosso lançou a licitação para contratar a empresa que vai realizar as obras de implantação do Anel Viário de Cáceres. A nova via será construída com o objetivo de desafogar o fluxo de caminhões pesados de dentro da cidade, contribuindo tanto para o trânsito dentro da cidade, quanto para os caminhoneiros que poderão seguir viagem sem passar pelo trecho urbano.
O Anel Viário de Cáceres terá 6,25 quilômetros de extensão, sendo uma obra com valor estimado em R$ 21,8 milhões. A via vai proporcionar uma ligação entre a BR-070, na saída para Cuiabá, com a MT-343, na saída para Barra do Bugres.
A prefeita de Cáceres, Eliene Liberato, afirmou em suas redes sociais que o sentimento da população com o lançamento da obra é de gratidão. Ela lembrou que o projeto foi elaborado pela prefeitura e vem sendo discutido há alguns anos, com o objetivo de resolver uma das principais demandas de infraestrutura da cidade.
“O lançamento dessa licitação só foi possível porque o Estado assumiu essa importante obra. O rodoanel vai tirar o fluxo das carretas de dentro da cidade, para fazer esse caminho por fora da cidade”, explicou.
O governo do Estado concluiu na atual gestão a pavimentação da MT-343 que liga Cáceres até Barra do Bugres. Com essa obra, o município deixou de ser ligado só com a região Oeste e passou a ser conectado com o médio-norte, o que aumentou o trânsito dos veículos.
A obra será licitada no dia 15 de setembro, às 9h, por meio do Sistema Siag, da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplag).
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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