Política MT
Deputado Faissal Calil propõe ‘rasteira’ no esporte de MT
A proposta tira a obrigatoriedade dos deputados destinarem 6,5% das emendas para o esporte
O deputado estadual Faissal Calil (PV) apresentou à Assembleia Legislativa de Mato Grosso, durante a sessão plenária desta terça-feira (12), um projeto de emenda constitucional (PEC) que altera o parágrafo 16 e incisos do art. 164 da Constituição do Estado.
Atualmente, as emendas impositivas pagas pelo governo de Mato Grosso correspondem a 1% da receita corrente líquida do estado, ou seja, cerca de R$ 5 milhões por deputado.
Os valores das emendas atualmente são divididas da seguinte forma: 50% com caráter impositivo, sendo 12% desse montante destinados a saúde; 6,5% para a cultura; 6,5% para o esporte; 25% para a educação, e os outros 50% sem caráter impositivo, podendo os parlamentares destinar da forma que lhes convém.
Em princípio, o PEC proposto por Faissal previa a distribuição das emendas impositivas em 25% para a educação e 25% para a saúde, podendo os 50% restantes serem utilizados para cultura, esportes e outros setores.
Porém, no Colégio de Líderes, os demais parlamentes solicitaram a alteração em 12% para a saúde e 25% para a educação, aumentando para 63% o montante passível de ser destinado conforme a demanda do parlamentares.
Por meio desta medida, mantém-se a obrigatoriedade de destinação de aproximadamente R$ 1,75 milhão de cada deputado estadual para saúde e educação, ou seja, R$ 42 milhões por ano continuarão sendo destinados a essas áreas consideradas frágeis, devido à falta de recursos, e fundamentais para o que o cidadão mato-grossense viva com qualidade. Ao mesmo tempo, possibilita que os parlamentares atentos a essa relevante questão social tenham mais recursos financeiros para alocar nesses setores.
O PEC é necessário, considerando que a LOA 2019, aprovada recentemente pela Casa Legislativa, aponta para um déficit do estado estimado em aproximadamente R$ 1,6 bilhão.
Para Faissal, diante de um quadro financeiro tão grave é inadmissível, por exemplo, que uma cidade como Barra do Bugres, para a qual foi encaminhado o valor R$ 850 mil para a realização de eventos festivos, por meio de emendas parlamentares, padeça por falta de recursos, o que prejudica e muito o município devido à falta de verbas para o hospital municipal que atende a cidade e região.
“No decorrer dos últimos anos, a unidade hospitalar foi gravemente prejudicada devido a paralisações pela falta de estrutura, medicamentos e falta de pagamento de salários que já somam mais de cinco meses de atraso. Mato Grosso está cheio de outras cidades que receberam emendas parlamentares para eventos festivos e que, no entanto, deixaram de receber investimentos na área de saúde, cujas situações se assemelham e são de conhecimento público, tais como: Primavera do Leste, Terra Nova do Norte, Campinápolis e Ribeirão Cascalheira entre outras”, afirma o pevista.
Faissal ressalta que cada festividade tem a sua importância para a região onde é realizada e recebe os investimentos, porém o momento em que Mato Grosso enfrenta uma situação caótica principalmente na área da saúde, é fundamental que a aplicação de recursos venha ao encontro da necessidade real da população.
“Tenho o compromisso de honrar cada voto depositado em mim. Me comprometi em priorizar setores importantes para a população, como a saúde e a educação”, pontuou o parlamentar.
Durante esta semana, Faissal visitou a Santa Casa de Cuiabá, onde 95% do atendimento é público, pelo SUS, e está suspenso visto que desde novembro os salários dos servidores não são pagos e nem têm previsão.
“É muito triste ver uma estrutura física tão boa com pacientes sofrendo, aguardando atendimento, precisamos fazer alguma coisa e tenho certeza que a distribuição de recurso proposta no PEC é uma boa solução para que consigamos tirar a saúde de Mato Grosso da UTI”, comentou Faissal.
A proposta também se mantém atenta à finalidade de se evitar qualquer contingenciamento do Poder Executivo sobre as emendas regularmente aprovadas no âmbito do Poder Legislativo. Portanto, o PEC mantém a obrigatoriedade na execução da programação orçamentária anual decorrente de emendas parlamentares, sob pena de incorrer em crime de responsabilidade.
A emenda constitucional entra em vigor na data de sua promulgação.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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