Mato Grosso
“Todos os municípios estão se desenvolvendo com parcerias do Governo de MT”, afirma prefeito de Juara

O Governo de Mato Grosso entregou e lançou, nesta sexta-feira (12.12), diversas obras estruturantes para a população do município de Juara na área de segurança, educação e infraestrutura. No total, os investimentos do Estado nessas ações somam mais de R$ 94,6 milhões.
“O atual governo tem sido o maior da história de Mato Grosso. Quanto tempo, a nossa cidade esperou por esses investimentos. E não é só Juara, mas todos os municípios estão se desenvolvendo. Fico feliz em ser parceiro do Estado e participar dessas entregas”, afirmou o prefeito Valdinei Holanda, o Ney da Farmácia.
Desde 2019, o Estado investiu mais de R$ 400 milhões em obras e ações para o município de Juara.
“Esse governo que eu represento é um governo que trabalha muito. No próximo ano, vamos devolver Mato Grosso como um dos melhores Estados do país. Isso porque o Estado aplica bem o recurso do cidadão. Não tem uma cidade de Mato Grosso que não há obras do governo”, afirmou o governador Mauro Mendes, que estava acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes.
Entregas
A primeira entrega do dia foi a sede do 3º Pelotão Independente Bombeiro Militar, que recebeu um investimento de R$ 4,4 milhões em efetivo, viaturas e equipamentos. A unidade vai contar com 16 bombeiros militares.
A unidade também vai contar com um caminhão auto bomba de salvamento, uma unidade de resgate e mais uma caminhonete de apoio aos militares.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Flávio Glêdson, completou que uma unidade da instituição não salva apenas vidas, mas traz o desenvolvimento da região. “Quando a corporação vem, traz não só o serviço de socorro e de combate ao incêndio, mas também de saúde e atendimento hospitalar. Toda a região vai ganhar com essa unidade”, destacou.
No município, o governador Mauro Mendes e o vice-governador Otaviano Pivetta também inauguraram a Escola Técnica Estadual de Juara, que recebeu um investimento de R$ 15,4 milhões.
A unidade tem capacidade para atender 480 alunos, e conta com laboratórios, auditório, quadras e espaços climatizados. A escola também recebeu recursos do Governo Federal, por meio do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), no valor de mais de R$ 3 milhões.
“Essa obra estava completando 15 anos de abandono. Como tantas outras no Estado, o atual governo assumiu a responsabilidade de retomá-las e conclui-las. O governo viu que a escola era importante e colocou recursos próprios para entregar uma unidade de qualidade para o povo de Juara”, disse o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec.
Na unidade escolar, é ofertado o ensino médio integrado a um curso técnico, que inclui cursos nas áreas de administração, agricultura e informática.
O Governo de Mato Grosso anunciou, ainda, que vai construir a Escola Estadual Tiradentes PM Israel Wesley Prado de Almeida no valor de R$ 14,4 milhões.
“Já está na conta para construir a escola, que vai ser uma referência de escola vocacionada para o esporte. O terreno escolhido para a unidade vai ter campo de futebol, piscina, pista de atletismo, quadra de tênis e uma quadra poliesportiva. Serão 1,3 mil estudantes atendidos aqui em Juara”, pontuou o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.
Por último, Mauro Mendes e Otaviano Pivetta lançaram as obras de asfaltamento de 26 km da MT-338 e a duplicação da Avenida Rio Arinos (MT-325).
“É um orgulho visitar o município de Juara e ver tanta coisa boa acontecendo na educação, na infraestrutura, na saúde e na segurança. As entregas e os lançamentos dessas obras vão fazer toda a diferença para essa região e, com certeza, fazer com que Juara avance a passos largos”, avaliou o deputado estadual Nininho.
Dispositivo
Participaram também da cerimônia a suplente de senadora Margareth Buzetti, a deputada federal Gisela Simona, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, o deputado estadual, Beto Dois a Um, o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, o secretário de Segurança Pública, César Roveri, o presidente da MT Participações e Projetos (MT Par), Wener Santos, e o diretor-presidente da Perícia Oficial e Identificação Técnica, Jaime Trevisan, além de autoridades da região do Vale do Rio Arinos.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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