Mato Grosso
Base do Ciopaer em Sorriso é referência no apoio às operações, resgate e transporte aeromédico

A base descentralizada do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) em Sorriso (a 400 km de Cuiabá) realizou mais de 1.000 atendimentos e três mil horas de voo em missões aéreas desde a sua criação. A unidade, que completou sete anos nesta sexta-feira (21.02), se consolidou como referência no apoio às operações de segurança pública, resgate e no transporte aeromédico na região Médio-Norte.
Foram voos de policiamento ostensivo, cumprimento de mandados judiciais, apreensão de drogas, recuperação de veículos, fiscalização ambiental, além de ações de busca, resgate, defesa civil, combate a incêndios, entre outros. O Ciopaer de Sorriso atende também outros 21 municípios em seu raio de ação imediata e toda a região.
A base descentralizada conta com 20 profissionais, entre policiais militares e civis e bombeiros militares. Esses servidores atuam como pilotos, tripulantes ou plantonistas, sendo empregados de forma ininterrupta para garantir a segurança e o atendimento à população.
A base conta com um helicóptero AS50, conhecido popularmente como “Esquilo”, e um avião de combate aos incêndios, o AT-802F Air Tractor. Essas aeronaves prestam apoio às operações da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar, auxiliando no cumprimento de suas atribuições legais.
Além disso, também prestam suporte direto às ações das Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Grupo Especial de Fronteira (Gefron).
A base do Ciopaer em Sorriso também desenvolve um trabalho de aproximação com a comunidade, especialmente com crianças e jovens. A unidade recebe alunos da rede pública e particular de ensino, além de participantes de projetos sociais da região, promovendo uma interação educativa e aproximando a sociedade das forças de segurança.
O gerente da base, tenente-coronel PM Arnaldo Ferreira da Silva Neto, destaca que o trabalho dos servidores gera resultados positivos tanto nas missões operacionais quanto nas ações sociais.
“Os esforços de nossa equipe, aliados à dedicação de cada operador, resultam em benefícios diretos para a sociedade. Nossos profissionais se empenham ao máximo em cada missão, e a aproximação com a comunidade também é uma prioridade para nós, fortalecendo a confiança e a parceria entre a população e as forças de segurança”, afirma.
O coordenador do Ciopaer em Mato Grosso, tenente-coronel PM Ernesto Xavier Lima Junior, lembra que a unidade foi criada em 2006, com o objetivo de modernizar as atividades operacionais de segurança pública que utilizam meios aéreos em todo o Estado. Contudo, para ampliar a cobertura dessas operações, em 2018 foi criada a base avançada de Sorriso, atuando de forma estratégica no atendimento a diversas regiões de Mato Grosso.
“Todas essas missões só são possíveis graças aos investimentos do Governo do Estado, que, por meio da Secretaria de Segurança Pública, viabiliza a evolução constante das unidades do Ciopaer, fortalecendo e acreditando cada vez mais no potencial das operações aéreas em Mato Grosso”, ressalta.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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