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Show Rural abre com perspectiva de movimentar R$ 6 bilhões
Aberta nesta segunda-feira (09.02) em Cascavel (506 km de distancia da capital, Curitiba), no Paraná, a 38ª edição do Show Rural Coopavel começa sob expectativa de forte geração de negócios e decisões de investimento para a safra 2025/26. Considerada uma das principais vitrines tecnológicas do agronegócio brasileiro no início do ano, a feira reúne fabricantes de máquinas, empresas de insumos, cooperativas, instituições financeiras e produtores em uma área superior a 700 mil metros quadrados.
A organização estima movimentação próxima de R$ 6 bilhões ao longo dos cinco dias de evento, até 13 de fevereiro. O encontro funciona tradicionalmente como termômetro do apetite por investimentos no campo, já que muitos produtores aproveitam o período pós-plantio e início da colheita da soja para definir aquisições de equipamentos, adoção de tecnologia e estratégias de financiamento. A edição anterior atraiu mais de 400 mil visitantes e consolidou o evento como um dos principais pontos de encontro do setor no primeiro trimestre do ano.
É nesse ambiente que as instituições financeiras concentram parte relevante da originação de crédito rural. O Banco do Brasil estima receber R$ 2 bilhões em propostas de financiamento durante a feira. A instituição oferecerá linhas para agricultores familiares, médios e grandes produtores, além de cooperativas, com recursos do Plano Safra e taxas a partir de 2,5% ao ano, conforme a modalidade.
Ao longo da semana estão previstas assinaturas de contratos diretamente nos estandes, prática comum em grandes feiras do setor e que costuma antecipar investimentos programados para os meses seguintes, sobretudo em máquinas agrícolas, armazenagem e ampliação da capacidade produtiva.
Segundo o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Gilson Bittencourt, a presença no evento faz parte da estratégia comercial do banco no Sul do País. Em nota, ele afirmou que a instituição busca manter proximidade com produtores e cooperativas e financiar investimentos adequados ao perfil de cada cliente.
Além do volume de crédito, a feira também sinaliza o momento econômico do campo. Após uma safra volumosa e com preços mais pressionados em algumas commodities, produtores chegam ao evento mais seletivos, priorizando investimentos ligados a ganho de eficiência operacional, redução de custos e gestão de risco. Nesse contexto, o acesso a financiamento tende a ser decisivo para a concretização de negócios.
O Show Rural tradicionalmente concentra anúncios de tecnologias de precisão, soluções digitais e alternativas de sustentabilidade, ao mesmo tempo em que funciona como ponto de negociação direta entre cooperativas, fornecedores e agricultores. Para analistas do setor, o ritmo de contratos firmados durante a semana costuma antecipar o comportamento de investimentos do agronegócio ao longo do primeiro semestre.
Fonte: Pensar Agro
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Crédito travado expõe falhas em regra ambiental e causa insegurança jurídica
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Mais etanol e vendas antecipadas mudam ritmo do mercado
O avanço das vendas antecipadas pelas usinas e a mudança no destino da cana-de-açúcar estão redesenhando o mercado na safra 2026/27, com impacto direto sobre exportações e preços. A expectativa é de queda de cerca de 14,2% nos embarques brasileiros de açúcar, à medida que cresce o direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol.
Em março, o Brasil exportou 1,808 milhão de toneladas de açúcar, volume 1,42% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. A receita somou aproximadamente R$ 3,39 bilhões (US$ 657,57 milhões convertidos a R$ 5,15), recuo de 24,7% na comparação anual, refletindo preços internacionais mais baixos.
Apesar da retração no mês, o acumulado do primeiro trimestre ainda indica crescimento em volume. Entre janeiro e março, os embarques alcançaram 6,04 milhões de toneladas, alta de 5,78% sobre igual período de 2025. A receita, por outro lado, caiu 19,6%, evidenciando a pressão sobre os preços médios.
No campo, a principal mudança está no mix de produção. A moagem no Centro-Sul deve variar entre 625 milhões e 635 milhões de toneladas, com maior participação do etanol. A parcela da cana destinada ao açúcar tende a cair para 48,8%, abaixo dos 50,7% do ciclo anterior, em resposta direta aos preços mais elevados dos combustíveis.
Esse ajuste ocorre em um cenário de possível déficit global estimado em 2,7 milhões de toneladas na safra 2026/27, o que, em tese, sustentaria as cotações internacionais. No entanto, o comportamento das usinas tem atuado como fator de contenção no curto prazo.
Levantamento da StoneX indica que as fixações de açúcar no Centro-Sul avançaram de 41,8% para 59,5% ao longo de março. A diferença em relação ao mesmo período do ciclo anterior, que já foi de 20 pontos percentuais, recuou para cerca de 10 pontos.
Na prática, esse movimento reduz a pressão de venda que vinha travando altas mais consistentes. Com menos volume disponível para negociação imediata, o mercado passa a operar em um ambiente mais equilibrado, com menor resistência a eventuais valorizações.
No cenário internacional, os preços do açúcar registraram ganhos moderados em março, influenciados por fatores financeiros e geopolíticos, como a redução de posições vendidas por fundos em meio a tensões no Oriente Médio.
Para o produtor, o foco permanece na gestão do mix entre açúcar e etanol, que segue diretamente ligado ao comportamento do petróleo. A combinação entre custos, preços internacionais e demanda por combustíveis deve definir o rumo das margens ao longo da safra.
Fonte: Pensar Agro
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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), 




