Mato Grosso
“Governo de MT abraçou municípios e trouxe uma vida melhor para a população”, afirma prefeita de Ipiranga do Norte em exercício

O Governo de Mato Grosso encerrou o seu primeiro dia de agenda pela região Médio-Norte do Estado, na noite desta quinta-feira (5.3), com mais de R$ 67,5 milhões em novos investimentos para o município de Ipiranga do Norte em áreas de infraestrutura, saúde e habitação.
“É um orgulho falar que Mato Grosso melhorou muito nos últimos sete anos. O Estado abraçou os municípios e, com isso, tem levado desenvolvimento e uma vida melhor para a nossa população. Hoje, eu tenho orgulho de morar em Ipiranga do Norte e de dizer que sou mato-grossense. Antes, não tínhamos esse orgulho e agora temos por que sabemos que o Estado tem muito a oferecer”, afirmou a prefeita de Ipiranga do Norte em exercício, Vera Escobar.
Desde 2019, o Estado já investiu R$ 345,9 milhões em obras e ações para Ipiranga do Norte, o que foi destacado também pelo prefeito de Ipiranga do Norte, Juliano Berticelli, que, mesmo afastado para cuidar de um familiar doente, participou da agenda do governo.
“A dedicação do governo trouxe o desenvolvimento para Mato Grosso nesses últimos sete anos. É fácil ser prefeito com um Estado que trabalha junto com os municípios, trazendo recursos e melhorando a qualidade de vida da população. Não é fácil administrar um estado, mas quando se tem a dedicação para trabalhar em prol dele, o crescimento acontece”, acrescentou.
O governador Mauro Mendes, acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes, destacou que o trabalho do Governo do Estado tem chegado a todas as regiões.
“Mato Grosso é imenso e difícil de conhecer por completo. Mas o mais importante é que, independente da minha presença, o Estado esteve presente, mandou recursos e melhorou a vida das pessoas. Isso é governar: tomar decisões e fazer escolhas pensando nos 142 municípios e entender que, em cada um deles, tem cidadãos com expectativas, esperanças e necessidades que precisam ser atendidas pelo poder público”, afirmou.
O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, ressaltou a parceria entre Estado e municípios para ampliar os investimentos e melhorar a qualidade de vida da população. “O governo traz mais convênios para que possa cumprir com a missão de construir uma Ipiranga do Norte melhor a cada dia. Junto com os municípios, o Estado trabalha para levar Mato Grosso a um lugar melhor de se viver”, disse.
Mais investimentos para Ipiranga do Norte
Nesta quinta-feira (5.3), o governador Mauro Mendes anunciou também novos investimentos para Ipiranga do Norte.
Na área de infraestrutura, o Estado autorizou a construção de uma ponte de 65 metros sobre o rio Branco, na MT-491, com investimento de R$ 5,3 milhões.
Com aporte de R$ 52,2 milhões, também foi lançado a obra de construção de 38,42 quilômetros de asfalto novo na MT-222.
Na área habitacional, o Governo concedeu recursos para que 110 famílias adquiram a casa própria no Residencial Renascer, por meio do programa SER Família Habitação, somando investimento de R$ 3,8 milhões. A iniciativa, idealizada pela primeira-dama Virginia Mendes, dá até R$ 35 mil para ser aplicado na entrada do financiamento imobiliário.
Para a saúde, foi autorizada a transferência de recursos para a construção de uma unidade de pronto atendimento em Ipiranga do Norte, no valor de R$ 5 milhões.
Durante a agenda, também foram entregues máquinas para a agricultura familiar, com investimento de R$ 941,8 mil, além de um trator para o município no valor de R$ 136 mil.
Dispositivo
Participaram da agenda em Ipiranga do Norte os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Chico Guarnieri e Diego Guimarãe; os secretários estaduais Alan Porto (Educação), David Moura (Cultura, Esporte e Lazer) e coronel PM César Roveri (Segurança Pública), além de autoridades de Ipiranga do Norte e região.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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