Mato Grosso
Perícia considerou vestígios no local para calcular velocidade de carro em atropelamento
Uma metodologia consolidada internacionalmente de cálculo de velocidade foi empregada na perícia do atropelamento de três pessoas, que deixou duas vítimas fatais, no dia 23 de dezembro de 2018 na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá (MT).
Os cálculos quantificaram que a velocidade do veículo no momento da colisão era de 54 km/h, com margem de erro de 4 km/h para mais ou a menos.
O modelo matemático empregado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) no laudo pericial considera o movimento de arremesso dos corpos em atropelamentos e os danos dos veículos atingidos.
A equação de Searle, escolhida para o caso, foi desenvolvida pela Sociedade Automobilística de Engenharia (SAE), e utiliza as medições da posição do local do atropelamento, da posição de repouso das pessoas atingidas, as trajetórias dos corpos pós-colisão e a projeção das vítimas com o impacto do veículo pelo tipo wrap projection, no qual a pessoa tomba primeiramente sobre o capô (as vezes, também para-brisa) e só posteriormente é arremessada adiante.
Dentre os vestígios analisados pelo perito oficial criminal Henrique Praeiro Carvalho estão imagens de câmeras de segurança, os vestígios levantados no local, como manchas de sangue para estimar a posição de cada pessoa, e o fragmento desprendido da lente do farol do veículo Oroch que estava sobre a pista. “O cálculo se dá pela posição do sítio de atropelamento, pois o evento não tem uma posição fixa e sim uma área de atropelamento, estimada pelas imagens do circuito de segurança”, ressaltou.
O laudo pericial evidenciou que os comportamentos do condutor do veículo atropelador e das pessoas atropeladas contribuíram para o acidente. “Se as Pessoas 1, 2 e 3 tivessem realizado a travessia da pista da Avenida Isaac Póvoas em direção perpendicular ao seu traçado e de maneira contínua, sem interrupções, o Veículo Oroch não teria as alcançado sobre a faixa da esquerda no Sítio de Atropelamento, e consequentemente, o atropelamento não ocorreria”, consta das conclusões do laudo.
Com relação à contribuição da condutora do veículo Oroch, os peritos constataram que ela conseguiria para o veículo antes de alcançar os pedestres que estavam sobre a pista.
A conclusão foi feita com a reprodução e análise física do campo visual, através do posicionamento de uma pessoa a distâncias estratégicas, simulando a aproximação do veículo Oroch ao local exato da colisão com uma das vítimas.
Uma viatura foi posicionada próxima ao local, com a finalidade de avaliar se o veículo que se encontrava na mesma posição na ocasião do fato poderia ter causado algum tipo de obstrução à condutora do veículo atropelador. “Consideramos a distância de percepção baseada com o tempo de reflexo e o tempo de resposta psicotécnica para um condutor padrão, entendido como aquele que possui reflexos mínimos suficientes para conduzir um veículo em segurança pelas vias de tráfego. Verificamos que veículo não possuía qualquer tipo de obstrução, e que a condutora teria total condição de visualizar, reagir e repousar o veículo antes do atropelamento”, afirmou Henrique.
O laudo foi entregue na semana passada ao delegado, Christian Alessandro Cabral, da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) que após análise, entendeu pela necessidade de esclarecimentos adicionais e solicitou à Gerência de Perícias de Áudio e Video da Politec a análise das imagens captadas por câmeras de monitoramento da região.
Conforme o perito oficial criminal, Lino Leite de Almeida, que auxiliou na perícia de local e na revisão do laudo, a Perícia Criminal tem por objetivo trazer a materialidade dos fatos, através de provas técnicas, com base nos vestígios levantados no local de crime.
“Normalmente as testemunhas falam de valores de velocidade, porém este é um elemento subjetivo. Somente ao olhar, não conseguimos definir o valor da velocidade, apenas se estão rápido ou devagar. Quando nós (peritos criminais) vamos para o local, verificamos os elementos materiais e com a análise, poderemos chegar a um valor numérico de velocidade. O trabalho pericial não necessita da testemunha, por isso necessita ser rigoroso, qualitativo e quantitativo”, destacou.
Mato Grosso
Retorno da BR-364 é interditado durante recuperação de ponte sobre o Rio São Lourenço

Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT
Mato Grosso
Entrega dos kits da Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink começam nesta quinta-feira (20/08)
No ato da retirada do kit o participante deverá doar um quilo de alimento não-perecível (exceto sal)

O clima de expectativa já tomou conta dos 2 mil atletas inscritos na Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink e antes de encarar o percurso no domingo (23/08), os participantes terão o compromisso nesta quinta-feira (20/08), com o início da entrega dos kits de prova em um espaço exclusivo do evento no Atacadão do Porto, em Cuiabá.
A organização preparou um cronograma especial em três dias para garantir comodidade e agilidade aos participantes: nos dias 20 e 21 de agosto (quinta e sexta-feira), das 9h às 19h e 22 de agosto (sábado), das 9h às 13 horas.
O kit oficial do atleta é para lá de completo, onde inclui a camiseta oficial da prova, sacochila, número de peito com chip de cronometragem, copo exclusivo colecionável, uma unidade do Infinity Energy Drink Sem Açúcar e brindes oferecidos pelos patrocinadores do evento.
Com o número no peito e chip de cronometragem garantidos, o foco total será para o dia do desafio de 6 quilômetros no domingo. A largada pontual está marcada para às 06h30, em frente à sede da fábrica de Refrigerantes Marajá, em Várzea Grande, que também servirá como ponto de chegada. O evento é alusivo ao aniversário de 63 anos de fundação da empresa.
A recomendação da organização é que os corredores cheguem com antecedência para o aquecimento inicial e hidratação.
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
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