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Jovem Aprendiz: Muito além da obrigação, um compromisso com o futuro

Publicado

Por Ulana Maria Bruehmueller

Aproveitando o dia 1º de maio, gostaria de compartilhar nossa experiência com o programa Jovem Aprendiz.

O programa foi criado no ano 2000 e tornou-se obrigatório para as empresas em 2005. Desde então, temos oportunizado essas vagas, preferencialmente, para filhos e parentes dos profissionais que trabalham conosco. Entendemos que tal medida contribui para a retenção dos profissionais e um maior acolhimento dos jovens.

Temos como objetivo que estes jovens, ao concluírem sua jornada na empresa, estejam mais preparados para ingressar no mercado de trabalho — ou, ainda, possam ser contratados para integrar nosso time.

Ao longo dos anos, acumulamos experiências extraordinárias. Atualmente, 6% dos profissionais, em diversas áreas, iniciaram suas trajetórias por meio do programa — e alguns deles hoje ocupam cargos de liderança.

Outro ponto fundamental é a oportunidade que oferecemos para que conheçam diferentes áreas .Eles estão em um momento decisivo da vida, em que precisam fazer escolhas profissionais, e essa vivência contribui para decisões mais conscientes e assertivas.

O que vemos é uma geração ávida por aprender — mas de uma forma diferente daquela com a qual nós aprendemos, trabalhamos e nos relacionamos.

Nós, que fazemos parte das gerações Baby Boomers e Geração X, temos um papel fundamental: incentivar e apoiar esses jovens em seu desenvolvimento.

Por isso, é essencial evitarmos falas como:

  • “No meu tempo era melhor.”
  • “Na minha época, as coisas eram mais difíceis.”
  • “Por que vocês não fazem como a gente fazia?”
Veja Mais:  Juntos pela primeira infância

Essas expressões criam distância.

Dê preferência para :

“Me mostre como você faz.”

Muitos dizem que os jovens só querem ficar no celular.
Mas quantos de nós paramos para perguntar: o que vocês  estão aprendendo? O que estão criando?

Hoje, jovens constroem negócios, comunidades e identidade digital dentro de um celular.

Façamos, então, uma mudança de perspectiva:

Não se trata de vício em meios digitais — trata-se de um novo formato de vida.

Cabe a nós contribuir para que esta geração — e as próximas — possam conduzir o futuro das empresas e da nação, promovendo o crescimento das pessoas e um mundo melhor para se viver.

Ulana Maria Bruehmueller é diretora executiva da Refrigerantes Marajá

Atenciosamente,

Cairo Lustoza 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E AGÊNCIA DE CONTEÚDO

MT: (66) 99915 5731

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Treinar forte é suficiente para proteger o coração?

Publicado

Dr. Max Wagner de Lima
Cardiologista

A verdade que a maioria das pessoas fisicamente ativas ainda não entendeu

Você treina. Se alimenta razoavelmente bem. Se sente disposto. E, por isso, acredita que seu coração está protegido.

Mas aqui está o ponto crítico: a Atividade física não é sinônimo automático de saúde cardiovascular. E isso, na prática clínica, é mais comum do que parece.

O erro silencioso dos pacientes “ativos”!!!

Existe um perfil cada vez mais frequente nos consultórios:
* homens e mulheres entre 30–55 anos
* rotina intensa de trabalho
* treinam 3 a 6 vezes por semana
* aparência saudável
* exames básicos “ok”

Mas, ao aprofundar a avaliação, encontramos:
* gordura visceral elevada
* alteração na glicemia
* níveis de insulina elevados
* inflamação crônica de baixo grau
* perda de massa muscular (mesmo com treino)

Ou seja: um organismo metabolicamente desorganizado , mesmo com prática de exercício. O que está por trás disso?
O corpo humano não responde apenas ao exercício.  Ele responde ao conjunto da ROTINA .
E um dos principais mecanismos envolvidos é: Resistência à Insulina

Esse quadro ocorre quando o organismo passa a ter dificuldade em utilizar a glicose de forma eficiente.
Com o tempo, isso leva a:
* aumento da gordura abdominal
* maior risco de diabetes
* inflamação sistêmica
* disfunção vascular

E frequentemente evolui para:  A Síndrome Metabólica . Um dos maiores preditores de doença cardiovascular no mundo moderno.

Veja Mais:  Educação inclusiva: PL sobre autismo avança no Congresso e destaca a formação de professores com base científica

Por que o treino, sozinho, não resolve?
Porque ele atua em apenas uma parte do sistema.
O exercício físico:
* melhora a capacidade cardiovascular
* aumenta gasto energético
* estimula ganho ou manutenção de massa muscular

Mas ele não compensa, de forma isolada:
* alimentação desorganizada
* excesso de ultraprocessados
* privação de sono
* estresse crônico
* consumo frequente de álcool
* rotina inconsistente

Em termos simples: você pode estar “treinando bem” e vivendo mal. O mito do “eu já faço minha parte”
Esse é um dos pontos mais delicados. Muitos pacientes utilizam o treino como uma espécie de “proteção psicológica”:
“Eu treino, então está tudo certo.” Mas a fisiologia não funciona por compensação emocional. Ela funciona por equilíbrio metabólico real.

O que realmente define saúde cardiovascular
Hoje, sabemos que o risco cardiovascular é determinado por múltiplos fatores integrados:

Composição corporal: Especialmente a presença de gordura visceral.
Metabolismo : Incluindo glicose, insulina e sensibilidade metabólica.
Inflamação : Processo silencioso que acelera o envelhecimento vascular.
Qualidade do sono: Diretamente ligada ao sistema hormonal e autonômico.
Estresse : Impacta cortisol, pressão arterial e comportamento alimentar.

Fitness ≠ Saúde .Esse é o ponto central do artigo.

Você pode ter:
* boa capacidade física
* bom desempenho no treino
* aparência saudável

E ainda assim ter um risco cardiovascular aumentado.

Porque:
fitness é desempenho.
saúde é funcionamento interno.
E os dois nem sempre caminham juntos.

Veja Mais:  Juntos pela primeira infância

O impacto do tempo:
O  fator tempo é decisivo. A desorganização metabólica pode evoluir lentamente, por anos, até se manifestar como:

* hipertensão
* diabetes
* doença coronariana
* eventos agudos (infarto, AVC)

E, novamente, quando isso aparece, o processo já vem de longa data.

A abordagem moderna:  A medicina atual não trata o exercício como solução isolada.

Ela integra:

* treino estruturado (força + aeróbico)
* estratégia nutricional individualizada
* ajuste do sono
* manejo do estresse
* acompanhamento clínico longitudinal

É essa integração que gera proteção real.

O que você deveria ajustar hoje !

Se você já treina, ótimo. Você está à frente da média.
Mas o próximo nível exige:
* entender seu metabolismo
* avaliar sua composição corporal de forma precisa
* analisar seus marcadores inflamatórios
* organizar sua rotina de forma consistente

A verdade que muda o jogo: Não é sobre fazer mais. É sobre fazer certo, com estratégia e acompanhamento.

Conclusão:

Treinar é essencial. Mas não é suficiente.
Saúde cardiovascular real exige visão completa.
Exige método.
Exige constância.
E, principalmente:  exige sair da lógica do “acho que estou bem”, e entrar na lógica do eu sei como está meu organismo.

Reflexão final:
Se você treina para ter performance… Por que não cuidar do seu corpo com o mesmo nível de precisão?

Dr. Max Wagner de Lima
Cardiologista | Luminae – Excelência em Saúde
Método ROTINA | Longevidade com estratégia

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Saúde mental no trabalho começa na gestão, não no trabalhador

Publicado

 

*Fernando Wosgrau

 Imagine que uma lei obrigue todas as empresas a gerenciar um risco específico – e não defina quem deve ser o responsável em fazer isso. É exatamente o que ocorreu com a atualização da NR-1 – Norma Regulamentadora nº 1, que estabelece as diretrizes gerais de saúde e segurança no trabalho no Brasil.

 A Portaria nº 1.419/2024, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), torna obrigatória, a partir de 26 de maio de 2026, a inclusão dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) de todas as organizações, independentemente do porte. Estresse crônico, sobrecarga, metas inatingíveis, ausência de autonomia e assédio deixam de ser “assunto de RH” e passam a ser riscos ocupacionais documentáveis, sujeitos à fiscalização.

 Os números mostram a urgência. Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número em uma década, pelo segundo ano consecutivo. Conforme o Ministério da Previdência Social, a ansiedade e a depressão já formam o segundo maior motivo de pedidos de auxílio-doença, atrás apenas das doenças da coluna.

 Diante desse cenário, surge a pergunta inevitável: quem, dentro das organizações, tem competência para conduzir esse processo?

 A Orientação Técnica SIT nº 3/2023 da Secretaria de Inspeção do Trabalho é objetiva: “Ressalvadas algumas exceções inseridas em Normas Regulamentadoras específicas, não há a definição do profissional responsável pela elaboração/implementação do PGR, cabendo-se observar que o profissional deve ter conhecimento técnico condizente com a complexidade dos perigos e riscos existentes no meio ambiente de trabalho.” Base legal: Art. 157, inciso I, da CLT.

Veja Mais:  URGENTE: Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais entra em vigor em poucos dias

 Essa abertura gerou disputa entre categorias. Psicólogos e médicos do trabalho apresentam argumentos legítimos sobre suas atribuições. Os profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) integram esse processo na prática, mas sem exclusividade legal estabelecida pela norma.

 Mas há um ponto que ainda não entrou no debate. E que muda tudo. Os riscos psicossociais não nascem no adoecimento do trabalhador. Nascem nas decisões sobre como o trabalho é organizado. E quem organiza o trabalho não é o psicólogo, nem o médico, nem o profissional de SST. É o administrador.

 É ele quem define metas, distribui carga, estrutura hierarquias e constrói – ou destrói – a cultura do ambiente de trabalho. É ele quem decide como o trabalho funciona. E, portanto, é nele que os riscos psicossociais começam.

Esse entendimento já está posto no próprio sistema de Administração. Em maio de 2025, o Conselho Federal de Administração (CFA) foi direto: a gestão de riscos psicossociais é mais papel do administrador do que do psicólogo, porque é o administrador que entende de gestão e processos dentro de todo o contexto empresarial. A pergunta que fica sem resposta é outra: os cursos de Administração já prepararam esse profissional para assumir esse papel?

 Para ocupar esse lugar com consistência técnica, é preciso reconhecer uma lacuna que o currículo ainda não fechou. As Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Administração (DCN) de 2021 incluem “Comportamento Humano e Organizacional” entre os conhecimentos fundamentais do egresso (Art. 3º, I). Há quem defenda que essa previsão já contempla o tema. Essa leitura é generosa, mas generosidade curricular não substitui competência técnica devidamente desenvolvida em sala de aula.

Veja Mais:  Pandemia da solidariedade

 O “Comportamento Humano e Organizacional” previsto pela DCN está orientado para produtividade, colaboração e desempenho. A NR-1 exige algo diferente: reconhecer quando a própria organização do trabalho está produzindo adoecimento. Em nenhum artigo da DCN aparecem os termos saúde mental do trabalhador, riscos psicossociais ou adoecimento ocupacional como competências a serem desenvolvidas pelo egresso.

 A norma trabalhista chegou a um ponto que o currículo ainda não alcançou. O curioso é que a solução já está prevista na própria DCN. O Art. 3º, §3º permite que os conhecimentos fundamentais sejam trabalhados como atividades, práticas supervisionadas e áreas de estudo, sem exigir reformulação curricular completa.

 O que falta agora não é só o tempo, a norma entra em vigor no próximo mês. O que falta, em muitos cursos, é a decisão institucional de reconhecer a lacuna e corrigi-la.

 O administrador está no lugar certo. Mas somente vai ocupá-lo com consistência quando a graduação decidir prepará-lo para isso.

 *Fernando Wosgrau é administrador, mestre em Agronegócios, professor de Administração e ex-conselheiro  de Educação (CEE-MT)

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DEEPFAKES: A ARMA SILENCIOSA DAS ELEIÇÕES MODERNAS

Publicado

Oscar Soares Martins

Se no passado a manipulação eleitoral exigia tempo, estrutura e coordenação, hoje ela pode ser executada com poucos recursos e alto impacto. Os deepfakes representam uma das maiores rupturas já vistas no ambiente informacional. Não se trata mais de editar uma fala ou distorcer uma imagem. Trata-se de criar uma realidade paralela, com aparência absolutamente legítima. Vídeos de candidatos dizendo algo que nunca disseram, áudios com entonação perfeita, expressões faciais coerentes e contextos aparentemente reais já fazem parte do cenário eleitoral global  e das eleições brasileiras de outubro de 2026.

O mais preocupante não é apenas a existência dessa tecnologia: é a velocidade com que ela evolui e se democratiza. Ferramentas antes restritas a laboratórios de pesquisa hoje estão disponíveis comercialmente, com interfaces simples e acessíveis a qualquer pessoa com um computador e acesso à internet. Segundo o relatório da empresa de segurança Sumsub, o número de deepfakes detectados globalmente cresceu 900% entre 2023 e 2024. Qualquer campanha, candidato ou figura pública pode se tornar alvo ou vetor, desse tipo de manipulação. E outubro está mais perto do que parece.

O Brasil já tem cicatrizes. Nas eleições municipais de 2024, o Tribunal Superior Eleitoral identificou o uso de vídeos sintéticos para simular declarações de candidatos. O que era experimento virou prática. O que era esporádico tende a se tornar sistemático. Em fevereiro de 2024, às vésperas das eleições presidenciais eslovacas, um áudio falso atribuído ao candidato Michal Simecka simulava uma conversa sobre compra de votos. O conteúdo era mentira. Mas o estrago estava feito antes de qualquer desmentido alcançar a mesma audiência. Esse será o manual das eleições brasileiras de 2026, se nada mudar.

Veja Mais:  Trinta e três anos de história

A lógica da comunicação digital favorece a propagação inicial, não a correção posterior. Um conteúdo falso bem construído pode destruir uma reputação em questão de horas. E mesmo quando desmentido, o dano já está feito porque, nem todos que viram a mentira verão o desmentido. A dúvida, por si só, já é suficiente para comprometer a confiança. E em um ambiente eleitoral, dúvida é um ativo destrutivo, especialmente nas últimas 72 horas antes da votação, quando não há tempo para qualquer reação.

Para o eleitor, o desafio se torna quase impossível. Estudos do MIT demonstram que seres humanos conseguem distinguir um deepfake de um vídeo real em apenas 50% dos casos, desempenho equivalente ao do acaso. Isso significa que ver não é mais acreditar. Ouvir também não. A decisão de voto de milhões de brasileiros poderá ser influenciada por conteúdos que nunca existiram, produzidos por atores que jamais assinarão o que fizeram.

Para candidatos e equipes de campanha, o problema deixa de ser apenas comunicação e passa a ser defesa permanente. Monitorar, antecipar e reagir a conteúdos falsos torna-se parte da estratégia central. Não se trata mais de evitar erros, mas de se proteger contra fatos que nunca existiram. Campanhas que chegarem a outubro sem um protocolo claro de resposta a deepfakes chegarão despreparadas para o campo de batalha real.

E para as instituições públicas, responsáveis pelas eleições, o desafio é estrutural: como garantir integridade informacional em um ambiente onde a própria evidência pode ser fabricada? A União Europeia avança com o AI Act. O Brasil debate. O TSE regulamentou o uso de IA nas eleições de 2024, mas a capacidade de fiscalização ainda está muito aquém da velocidade de produção e distribuição de conteúdos sintéticos. O tempo não espera — e outubro também não.

Veja Mais:  Juntos pela primeira infância

Este assunto é primordial e preocupante para o Brasil em outubro, pois iremos eleger o próximo presidente, os deputados federais, 2/3 dos senadores e os deputados estaduais e serão provavelmente mais de 30 mil candidatos, cada um deles um alvo potencial de deepfakes, distribuídos por 26 estados e o DF, disputando atenção em um ambiente digital onde a mentira circula mais rápido que o desmentido.

Os deepfakes não são apenas uma inovação tecnológica. São uma mudança estrutural na forma como a realidade pode ser construída, manipulada e distribuída. Candidatos, eleitores e instituições precisam chegar a outubro com os olhos abertos. Ignorar esse risco não é ingenuidade. É uma escolha — e suas consequências serão medidas nas urnas.

Oscar Soares Martins é consultor e especialista em cibersegurança e em IA.

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