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Saúde

Outubro Rosa: mamografias crescem entre mulheres de 40 a 49 anos, mas caem entre as de 50 a 69 em dois anos, diz FIDI

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Levantamento da FIDI aponta mudança no perfil etário das pacientes e reforça o desafio de incentivar a prevenção ao câncer de mama a partir dos 40 sem perder o ritmo nas faixas etárias seguintes

Foto: Divulgação

O Outubro Rosa mostra que começar a se cuidar cada vez mais cedo é um avanço, mas, tão importante quanto iniciar esse acompanhamento, é mantê-lo ao longo dos anos. Um levantamento da Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde (FIDI), que comparou o período de janeiro a julho de 2024 com o mesmo período de 2026, revela dois movimentos opostos na realização de mamografias: enquanto os exames cresceram 28,1% entre mulheres de 40 a 49 anos, o volume caiu mais de 20% entre aquelas de 50 a 69 anos.

Essa análise acontece na contramão do volume geral de mamografias. No mesmo intervalo, a FIDI apresentou uma queda de aproximadamente 11% na busca pela realização do procedimento. Para a Dra. Vivian Milani, médica radiologista especialista em mama da FIDI, ampliar o acesso ao exame no Brasil passa não apenas pela disponibilidade, mas também pela informação e pela conscientização das mulheres sobre a importância de manter esse cuidado.

“Quando pensamos em Outubro Rosa, a associação é imediata ao diagnóstico precoce do câncer de mama. A mamografia segue sendo um pilar indispensável da saúde da mulher por ser um exame capaz de identificar alterações em fases iniciais, muitas vezes antes mesmo do surgimento de sintomas. Por isso, é importante que a mamografia não seja vista apenas como um exame a ser realizado diante de uma suspeita ou de algum sinal de alerta. Mesmo quando o resultado é negativo, o acompanhamento deve continuar de forma regular, respeitando a periodicidade indicada para cada mulher. É essa continuidade que aumenta as chances de identificar precocemente eventuais alterações e, quando necessário, iniciar o tratamento o quanto antes”, afirma a médica.

Mamografias diagnósticas

O levantamento da FIDI também mostra uma mudança no perfil dos procedimentos realizados. Entre janeiro e julho de 2026, o volume de exames diagnósticos já superou em 5,1% o total registrado em todo o ano de 2025.

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Diferentemente da mamografia de rastreamento, voltada principalmente a mulheres sem sinais ou sintomas, a mamografia diagnóstica é utilizada para esclarecer alterações percebidas pela paciente, identificadas pelo médico ou observadas em exames anteriores. Esse crescimento, por si só, não significa aumento nos casos de câncer, mas mostra um maior volume de exames realizados para investigar alterações específicas.

Apesar desse movimento, o rastreamento continua predominante, respondendo por 97,2% das mamografias analisadas. Independentemente da idade ou do calendário previsto para o próximo exame, alterações como nódulo endurecido, secreção com sangue pelo mamilo, retração da pele, mudança no formato da mama ou inflamação persistente devem ser avaliadas por um profissional de saúde. Nesses casos, a investigação diagnóstica não deve aguardar a próxima mamografia de rotina. (1)

“Quando um achado é identificado precocemente, as chances de sucesso no tratamento são maiores e, em muitos casos, as possibilidades terapêuticas também são mais amplas. O objetivo não é criar medo, mas mostrar que informação, prevenção e acompanhamento podem fazer diferença na trajetória da mulher”, destaca Dra. Vivian.

Cuidado contínuo

A mudança no perfil das pacientes acontece em um momento de expansão da oferta do exame. Desde 2025, o Ministério da Saúde assegura às mulheres de 40 a 49 anos o acesso à mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo sem sinais ou sintomas, mediante decisão compartilhada com o médico. Para o rastreamento mamográfico populacional, a orientação é realizar o exame a cada dois anos entre 50 e 74 anos, faixa etária em que há evidências consolidadas de redução da mortalidade (1).

Esse avanço amplia as possibilidades de acompanhamento antes dos 50 anos, mas os dados da FIDI reforçam a importância de manter a regularidade do rastreamento nas décadas seguintes. A necessidade de dar continuidade a esse acompanhamento ganha ainda mais força diante da incidência da doença. A publicação Estimativa 2026: incidência de câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (INCA), projeta 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no país entre 2026 e 2028. Excluindo os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama representa cerca de 30% dos casos de câncer estimados entre as mulheres brasileiras (2).

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E estudos recentes também mostram que a regularidade do rastreamento pode fazer diferença ao longo do tempo. Um estudo populacional publicado pelo British Medical Journal em 2025 acompanhou mais de 432 mil mulheres por até 25 anos e observou que a ausência na primeira convocação para mamografia esteve associada a uma menor participação nas rodadas seguintes, maior ocorrência de tumores diagnosticados em estágios avançados e maior mortalidade por câncer de mama. (3)

A Dra. Vivian lembra que alguns receios e percepções equivocadas podem levar mulheres a adiar ou evitar a realização da mamografia.

“Essa resistência costuma estar ligada ao medo da dor da compressão, ao receio de um diagnóstico positivo, ao temor infundado em relação à radiação e à falsa sensação de segurança trazida pela ausência de sintomas, o que pode levar a mulher a acreditar que o exame seja desnecessário. É justamente por isso que campanhas como o Outubro Rosa são tão importantes, por ajudar a transformar a percepção sobre a mamografia e reforçam que o cuidado não deve começar apenas quando existe uma suspeita”, explica a Dra. Vivian.

Fontes e referências

(1) BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Nota Técnica nº 626/2025-CGCAN/DECAN/SAES/MS: acesso ao exame de mamografia no âmbito do Sistema Único de Saúde. Brasília, DF, 2025. (https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2025/nota-tecnica-no-626-2025-cgcan-decan-saes-ms.pdf)

(2) INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Estimativa 2026: incidência de câncer no Brasil. 2. ed. rev. atual. Rio de Janeiro: INCA, 2026. (https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/mama/estimativa)

(3) MA, Z.; HE, W.; ZHANG, Y. et al. First mammography screening participation and breast cancer incidence and mortality in the subsequent 25 years: population based cohort study. BMJ, v. 390, 2025. (https://www.bmj.com/content/390/bmj-2025-085029)

Sobre a FIDI

Fundada em 1986 por médicos professores integrantes do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina – atual Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) –, a Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde (FIDI) é uma Entidade privada sem fins lucrativos que reinveste 100% de seus recursos em assistência médica à população brasileira. O retorno ocorre pelo desenvolvimento de soluções de diagnóstico por imagem, realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão médico-científica, ações sociais e filantrópicas. Com mais de 2.100 colaboradores e um corpo técnico formado por mais de 500 médicos parceiros, a FIDI está presente em 100 unidades de saúde nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás, Ceará e Rio Grande do Sul. É a maior empresa especializada em diagnóstico por imagem do Brasil. Em 2025, foram realizados mais de 5,1 milhões de exames de diagnóstico por imagem, crescimento de 9,6% em relação a 2024, entre ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, mamografia, raios-X e densitometria óssea. Com soluções customizadas em diagnóstico por imagem, a FIDI oferece serviços de Telerradiologia, Gestão Completa, Consultoria, Educação Médica e Inteligência Artificial.

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A Fundação também trabalha na proposição de soluções inovadoras para a saúde pública, como sistema de análise de imagens de tomografia computadorizada por inteligência artificial e participou da primeira Parceria Público-Privada de diagnóstico por imagem na Bahia. Por duas vezes, a FIDI recebeu o prêmio Referências da Saúde 2019 e 2020, na categoria Qualidade Assistencial, e por três vezes foi medalhista em desafios internacionais de aplicação de inteligência artificial no diagnóstico por imagem, propostos na conferência anual da Sociedade Norte-Americana de Radiologia, considerado o maior congresso do setor no mundo. Ao final de 2020, a Central de Laudos da FIDI obteve a certificação ISO 9001:2015 de Gestão da Qualidade e em 2023 renovou a certificação, pela International Organization for Standardization e, em 2021, recebeu o selo de “Excelente Empresa Para se Trabalhar” (GPTW).

Desde 2014, a FIDI atua na carreta-móvel do programa Mulheres de Peito, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo e operacionalizado pela Fundação, e que oferece exames gratuitos de mamografia. Já são mais de 300 municípios atendidos, cerca de 300 mil mamografias, 7 mil ultrassons, 700 biópsias, e mais de 3 mil mulheres encaminhadas

Saúde

Bebidas zero ou com açúcar: entenda os impactos para a saúde

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Nutricionista explica quando a troca pode ajudar a reduzir o consumo de açúcar e por que bebidas zero não devem ser confundidas como opções saudáveis

Na hora de escolher uma bebida, a versão zero costuma aparecer como alternativa para quem deseja reduzir o consumo de açúcar e calorias. Em termos nutricionais, a substituição pode, de fato, representar uma redução importante na ingestão desses nutrientes, mas isso não significa que a bebida zero seja automaticamente saudável.

O Ministério da Saúde recomenda evitar o consumo de bebidas adoçadas, como refrigerantes, sucos industrializados e refrescos, e priorizar água e outras bebidas sem adição de açúcar. O Guia Alimentar para a População Brasileira também orienta que alimentos in natura ou minimamente processados sejam a base da alimentação.

Para a nutricionista Stephany Rangel, da Hapvida, a principal vantagem das bebidas zero está justamente na redução do açúcar e das calorias. “Esse benefício é relevante porque bebidas açucaradas fornecem uma quantidade grande de açúcar sem oferecer nutrientes relevantes. Mas zero não significa saudável. A bebida continua sendo ultraprocessada e pode conter aditivos”, explica.

A troca pode ser uma estratégia especialmente para quem está acostumado a consumir refrigerantes ou outros alimentos açucarados diariamente. Segundo Stephany, a substituição pode ajudar pessoas que desejam reduzir calorias, mas têm dificuldade de retirar imediatamente esse tipo de bebida da rotina.

“Nesse contexto, a troca pode funcionar como estratégia de redução de danos. A substituição pode ser útil para quem consome bebidas açucaradas todos os dias e deseja fazer uma transição gradual para opções menos doces e mais saudáveis”, afirma a especialista.

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A nutricionista ressalta, porém, que a mudança não deve significar a manutenção do hábito de consumir bebidas muito doces. “Trocar a bebida comum por zero pode reduzir o açúcar, mas não resolve o hábito de consumir bebidas muito doces. A recomendação é utilizar a substituição como uma etapa de transição e redução de danos, e não como uma justificativa para consumir essas bebidas continuamente.”

O consumo frequente de bebidas açucaradas está associado a problemas como ganho de peso e obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e cáries. Por isso, mais importante do que apenas trocar uma versão por outra é reduzir gradualmente a preferência pelo sabor excessivamente doce.

Sobre os adoçantes, a especialista destaca que a discussão deve ir além da quantidade de calorias. “A preocupação, na verdade, é pensar qual é o benefício de consumir adoçantes continuamente. Não há benefício comprovado do uso de adoçantes para controle de peso a longo prazo. Então, ele deve ser visto como uma ajuda para a diminuição do consumo de açúcar, mas não como algo benéfico para a saúde.”

Na prática, quais bebidas priorizar?

A água deve continuar sendo a principal bebida do dia. Para quem sente falta de gás ou sabor, existem alternativas simples que podem ajudar na transição.

“Além da água, a água com gás ajuda bastante quem tem o hábito de consumir bebidas gaseificadas e adoçadas. Também é possível utilizar água aromatizada naturalmente como frutas, ervas ou especiarias e chás sem açúcar”, orienta a nutricionista.

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Os sucos também exigem atenção. Um suco 100% de fruta pode oferecer vitaminas, minerais e compostos bioativos que não estão presentes em um refrigerante zero, mas não deve ser considerado equivalente à fruta inteira nem consumido livremente como fonte de hidratação.

“Um pequeno copo de suco, dentro de uma alimentação adequada, pode fornecer nutrientes, mas não deve ser encarado como equivalente à fruta inteira nem como bebida de hidratação livre. É sempre importante dar preferência aos alimentos mais naturais”, explica Stephany.

O que observar no rótulo das bebidas zero:

  • “Zero açúcar” não significa necessariamente zero calorias;
  • Verificar quais adoçantes foram utilizados;
  • Observar a lista completa de ingredientes;
  • Avaliar a presença de outros aditivos;
  • Não considerar a bebida zero automaticamente uma opção saudável por ter menos açúcar;
  • Priorizar água e bebidas sem adição de açúcar no dia a dia.

A recomendação, portanto, não é simplesmente trocar uma bebida açucarada por uma versão zero e manter o consumo. Para quem bebe refrigerante diariamente, uma redução gradual pode ser mais realista e sustentável.

Caso ainda exista dificuldade para abandonar o refrigerante, a versão zero pode funcionar como uma etapa intermediária.

Sobre a Hapvida

Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida é hoje o maior ecossistema de saúde da América Latina. A companhia possui mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

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Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado completo, com mais de 800 unidades espalhadas pelo Brasil, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e coleta laboratorial, além de espaços especificamente voltados ao cuidado preventivo e crônico.

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Saúde

Por que crises de rinite e alergias respiratórias aumentam na primavera? Entenda os fatores e saiba como se proteger

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Mudanças climáticas da estação, proliferação de ácaros e dispersão de pólen exigem cuidados com o ambiente e a saúde nasal

 A chegada da primavera costuma vir acompanhada de um aumento nas queixas de alergias respiratórias. Espirros frequentes, coceira intensa no nariz e nos olhos, secreção fluida e sensação de entupimento nasal passam a fazer parte da rotina de milhares de pessoas. O período de transição entre estações é marcado por oscilações térmicas e variações na umidade do ar, fatores que afetam diretamente o equilíbrio das vias aéreas e favorecem o surgimento de crises.

Embora o florescimento das plantas e a consequente dispersão de pólen sejam associados à estação, esse fator varia de acordo com a região do país. Na Região Sul, onde a presença de gramíneas e árvores com polinização pelo ar é mais acentuada, a alergia ao pólen (polinose) tem papel relevante. Contudo, nas demais regiões brasileiras, como Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, o agravamento dos quadros alérgicos durante a primavera decorre principalmente da maior proliferação de alérgenos de ambientes fechados, como ácaros e fungos. Além disso, poluição atmosférica e fumaça também atuam como gatilhos para a inflamação da mucosa nasal.

“Na primavera, a combinação de fatores ambientais e mudanças de temperatura pode sobrecarregar o sistema respiratório de pessoas com predisposição alérgica. Contudo, nem toda crise é provocada por plantas ou flores. A exposição a ácaros no ambiente doméstico, o acúmulo de poeira e a poluição urbana desempenham papéis decisivos. Como o clima e o perfil de vegetação variam entre as regiões brasileiras, a resposta do organismo e os agentes desencadeantes também mudam conforme a sensibilidade de cada paciente”, explica Dr. Gustavo Marcelo, supervisor da medicina do trabalho do Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” (CEJAM).

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Os sintomas da rinite alérgica são frequentemente confundidos com os de um resfriado comum, o que atrasa o cuidado adequado. A diferença principal é que o resfriado é uma infecção viral que costuma vir acompanhada de febre baixa, dores no corpo e melhora em poucos dias. Já a rinite alérgica cursa sem febre e os sintomas persistem enquanto houver contato com os alérgenos. Quando não controlados, esses episódios afetam a qualidade do sono, causam cansaço diurno e reduzem a concentração e o rendimento nas tarefas cotidianas, podendo complicar com infecções bacterianas como otites, sinusites e amigdalites/faringites.

A redução da exposição aos agentes desencadeantes exige cuidados práticos no dia a dia. A limpeza da casa deve ser feita preferencialmente com pano úmido, evitando o uso de vassouras ou espanadores que suspendem a poeira no ar. A lavagem regular de roupas de cama e a ventilação diária dos cômodos ajudam a conter o acúmulo de ácaros e mofo. O uso de umidificadores ou de ar-condicionado deve ser avaliado conforme o contexto: em dias muito secos, o umidificador auxilia na hidratação do ar, mas seu uso em excesso pode favorecer fungos; já o ar-condicionado requer manutenção constante e limpeza dos filtros.

“Medidas simples de higiene ambiental e a lavagem nasal diária com solução fisiológica funcionam como uma primeira barreira física, ajudando a remover os alérgenos da mucosa antes que progridam para um quadro inflamatório mais intenso. No entanto, essas práticas de autocuidado devem ser adaptadas à rotina e ao ambiente em que a pessoa vive”, ressalta.

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Diante de crises frequentes ou prejuízos na qualidade de vida, a orientação é buscar atendimento médico. O uso de medicamentos por conta própria é contra-indicado, especialmente a utilização prolongada de descongestionantes nasais tópicos, que pode causar efeito rebote e agravamento do entupimento nasal.

“Sintomas recorrentes de rinite não devem ser encarados como um desconforto normal da estação. Quando o quadro prejudica o sono ou as atividades diárias, é fundamental procurar a Unidade Básica de Saúde para uma avaliação médica adequada. O acompanhamento profissional permite controlar a inflamação nasal e prevenir as complicações”, conclui o especialista.

Sobre o CEJAM     

O CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Osasco, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.

A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.

O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado novamente, em 2026, a certificação Great Place to Work. O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.

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Neste ano, a organização lança a campanha CEJAM 2026: respeito à vida, respeito ao planeta. 365 dias cuidando do presente, transformando o futuro!

Siga o CEJAM nas redes sociais (@cejamoficial) e acompanhe os conteúdos divulgados no site da instituição.

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Saúde

Mesmo com sinais de Alzheimer, a alimentação ainda pode proteger o cérebro…..

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Estudo mostra que uma dieta de melhor qualidade, especialmente com menor potencial inflamatório, está associada a menor risco de demência até entre pessoas que já apresentam alterações biológicas relacionadas à doença.

Durante muito tempo, a doença de Alzheimer foi vista como consequência quase inevitável da idade e da genética. Hoje, a ciência apresenta uma visão mais ampla e esperançosa: ter predisposição ou alterações biológicas não significa, necessariamente, desenvolver demência.
Um estudo publicado no JAMA Network Open acompanhou 1.865 adultos suecos com 60 anos ou mais, todos sem demência no início da pesquisa. Durante um período de até 15 anos, 240 participantes desenvolveram a doença.
Além da alimentação, os pesquisadores analisaram três biomarcadores sanguíneos: a p-tau217, relacionada às alterações típicas do Alzheimer; a NFL, que sinaliza lesão neuronal; e a GFAP, associada à ativação ou ao dano de células de suporte do cérebro.
O principal resultado foi observado justamente entre os participantes com biomarcadores elevados. Nesse grupo, uma alimentação com menor potencial inflamatório esteve associada a uma redução de 21% a 29% no risco de demência, dependendo do marcador analisado.
Isso não significa que a dieta seja capaz de impedir completamente a doença. Como o estudo foi observacional, ele demonstra associação, mas não prova uma relação direta de causa e efeito. Ainda assim, reforça uma mensagem importante: mesmo quando alterações silenciosas já estão presentes, o estilo de vida pode continuar influenciando o futuro do cérebro.

O cérebro não envelhece sozinho

A doença de Alzheimer pode começar biologicamente muitos anos antes dos primeiros esquecimentos. No entanto, nem todas as pessoas com biomarcadores alterados desenvolverão sintomas.
Entre a predisposição e o aparecimento da demência existe uma combinação de fatores que inclui saúde cardiovascular, controle metabólico, sono, atividade física, alimentação, audição, visão, estímulos intelectuais e convivência social.
O cérebro depende da mesma circulação que irriga o coração. Por isso, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade visceral, tabagismo e sedentarismo não ameaçam apenas as artérias coronárias.
Essas condições também podem comprometer os vasos cerebrais e tornar o cérebro mais vulnerável à neurodegeneração.Cuidar do coração e do metabolismo também é uma forma de cuidar da memória.

O que é uma alimentação com menor potencial inflamatório?

Não existe um alimento isolado capaz de “desinflamar” o cérebro. O benefício parece estar relacionado ao padrão alimentar mantido ao longo do tempo.
Em geral, uma alimentação mais favorável à saúde cerebral inclui verduras, legumes, frutas, feijões, castanhas, sementes, cereais integrais, peixes, azeite e boas fontes de proteína. Ao mesmo tempo, reduz a frequência de ultraprocessados, bebidas açucaradas, carnes processadas, frituras, excesso de açúcar e consumo elevado de álcool.
Esse padrão contribui para o controle da glicose, da pressão arterial, do colesterol e do peso, além de favorecer a saúde vascular e metabólica. O resultado não depende de uma refeição perfeita, mas da qualidade das escolhas repetidas durante meses e anos.

Até 45% dos casos podem ser prevenidos ou adiados

A Comissão Lancet de 2024 estimou que aproximadamente 45% dos casos de demência poderiam ser prevenidos ou adiados pelo enfrentamento de fatores modificáveis ao longo da vida.
Entre eles estão hipertensão, colesterol LDL elevado, diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, isolamento social e perdas auditiva e visual não tratadas.
Esse número não significa que todos os casos sejam evitáveis. Idade, genética e características individuais continuam tendo grande importância. A estimativa mostra, porém, que existe uma parcela relevante do risco sobre a qual podemos agir — e que a prevenção deve começar muito antes da velhice.

A ciência exige equilíbrio

O novo estudo traz resultados promissores, mas não autoriza promessas. Pessoas que se alimentam melhor também podem praticar mais exercícios, dormir melhor, fumar menos e cuidar mais da saúde. Mesmo com ajustes estatísticos, essas diferenças podem influenciar os resultados.
Além disso, um ensaio clínico sobre a dieta MIND, publicado em 2023, não encontrou diferença significativa na cognição ou nas imagens do cérebro após três anos, quando comparada a outra intervenção alimentar com redução moderada de calorias. Os dois grupos, entretanto, apresentaram melhora cognitiva.
Portanto, uma alimentação saudável deve fazer parte da prevenção, mas não pode ser apresentada como cura, garantia contra o Alzheimer ou substituta de avaliação médica.

Como proteger o cérebro na prática?

A estratégia mais consistente combina diferentes cuidados:
  • manter pressão arterial, glicemia e colesterol controlados;
  • praticar exercícios aeróbicos e musculação;
  • priorizar alimentos naturais ou minimamente processados;
  • garantir ingestão adequada de proteínas;
  • cuidar da qualidade do sono e investigar apneia;
  • evitar tabagismo e excesso de álcool;
  • tratar perdas auditivas e visuais;
  • preservar vínculos sociais;
  • manter leitura, aprendizado e outros estímulos intelectuais;
  • procurar avaliação médica diante de esquecimentos persistentes ou mudanças de comportamento.
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Risco não é destino

A principal mensagem do estudo é que a presença de alterações biológicas não representa uma sentença inevitável.
Mesmo diante de maior vulnerabilidade, alimentação, movimento, sono e controle cardiometabólico podem continuar influenciando a trajetória do envelhecimento. A prevenção moderna não se limita a procurar doenças: ela identifica riscos, interpreta o contexto de cada pessoa e age antes da perda de função.
Nenhum alimento isolado salvará o cérebro. Nenhum suplemento substituirá uma alimentação adequada. E nenhum exame deve ser interpretado fora da história completa do paciente.
A proteção da memória é construída como a proteção do coração: com ciência, personalização e constância.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM-MT 6194 | RQE 2308
Fellow da European Society of Cardiology
Atuação em prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e longevidade
Maristela Luft Nutricionista e Mestre em Metabolismo
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