Política MT
Comitiva de Poconé recorre à ALMT para viabilizar recursos para hospital e APAE
Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT
Liderada pelo prefeito de Poconé, Tatá Amaral, uma comitiva do município recorreu ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), para pedir o intermédio junto ao governo do estado para liberação de repasses à Associação Beneficência Poconeana – Hospital Geral de Poconé, que não recebe o benefício há dois anos. Também pediu apoio à firmação de convênio com a Secretaria Estadual de Educação – Seduc – para manter em funcionamento a APAE do município.
“Pedimos o apoio do presidente Botelho para que ele possa intervir junto com o governo do estado para ajudar o hospital do nosso município, que desde março de 2017 deixou de receber o aporte estadual. Queremos que o inclua no Fundo da Saúde, para que possamos ter mais tranquilidade no atendimento à população”, afirmou o prefeito.
O presidente Botelho disse que vai se empenhar para resolver essas questões urgentes para que o hospital tenha condições de manter os atendimentos. Também discutiram sobre a importância de reativar as emendas que ainda não foram pagas, mas que o município já havia feito planejamento com esses recursos. “Vamos trabalhar nessas questões para ajudar o município”, declarou Botelho.
A presidente da APAE, Almelina Cássia de Carvalho disse que reivindicaram a ajuda porque até o momento o governo não se posicionou sobre a efetivação de convênios. “Todas as Apaes estão sofrendo com isso porque não temos nenhuma sinalização de que será consolidado neste ano. Também pedimos emenda para adquirirmos produtos necessários como cadeiras de rodas. Os recursos são poucos, a prefeitura nos ajuda como pode, mas necessitamos ajuda do deputado para que possamos continuar o trabalho”.
O presidente da Associação Beneficência Poconeana – Hospital Geral de Poconé, Danton Caporossi reafirmou que é necessária a união de forças para reivindicar os benefícios que o hospital deixou de receber. “Lutamos para inserir o hospital no contexto da filantropia de Mato Grosso e pelos repasses que não recebemos. São duas reivindicações para fortalecer e atender melhor a nossa população”.
Antônio Diógenes de Carvalho, popular Caçamba, vice-prefeito de Poconé lembrou que desde a gestão do ex-governador Pedro Taques a unidade hospitalar não recebe a ajuda. “O hospital não está pedindo que sejam pagos os atrasados, mas precisa voltar a receber de agora em diante. Também falamos sobre a falta de recursos para a Educação, os recursos que recebemos é vergonhoso e irrisório. Então, o deputado ficou de fazer esse trabalho junto com o governo para ver se suaviza os problemas do hospital e da APAe de Poconé”, destacou Caçamba.
Da mesma forma, o vereador Antônio Edson (Edinho Ball) – presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Poconé, lamentou a situação. “Sem esse repasse é impossível que o hospital dê continuidade aos atendimentos. Assim como a APAE que vivencia uma situação complicada e depende de convênios com o governo para dar andamento ao trabalho que vem sendo desenvolvido”. Também compôs a comitiva o vereador Juarez Dionísio de Arruda (PV).
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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