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Autoridades e representantes da sociedade civil debatem fechamento de delegacias em MT

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A Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou audiência pública nesta sexta-feira (15) para debater a proposta de suspensão do funcionamento de cerca de 20 delegacias de polícia em todo o estado.

Durante a audiência, solicitada pelo presidente da Comissão, deputado estadual Elizeu Nascimento (DC), foram ouvidos representantes do Governo do Estado, Ministério Público Estadual, Polícia Civil, sindicatos dos investigadores e escrivães,além de deputados estaduais, moradores, prefeitos e vereadores de municípios que serão atingidos pela medida.

Elizeu Nascimento declarou ser contrário ao fechamento das delegacias e pediu que o Governo do Estado se sensibilize e analise a problemática de forma a não prejudicar os cidadãos. “Por onde temos passado o clamor é único: para que as delegacias não sejam fechadas”, frisou.

O parlamentar citou o caso do município de Jangada para exemplificar os prováveis prejuízos que serão gerados caso essa decisão seja efetivada pelo Governo do Estado.  “Com o fechamento da delegacia de Jangada, os policiais militares terão que se deslocar ao município de Rosário Oeste para registrar um Boletim de Ocorrência, percurso que leva de duas a três horas. Nesse intervalo, a cidade ficará desprotegida e criminosos poderão agir sem preocupação”, disse.

O prefeito de Nortelândia, Jocimar José Fernandes, reivindicou a manutenção da delegacia do município e destacou as consequências negativas do seu fechamento. Atualmente o município conta com quatro investigadores da Polícia Civil.

“Não posso admitir de forma alguma que se fale em fechamento de delegacias quando o principal é a sociedade. Estamos tratando de vidas. Se nós não tomarmos providências sérias e começarmos a eliminar delegacias, batalhões de polícia, quem vai tomar conta da segurança pública em Mato Grosso?”, questionou.

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O vereador de Nova Lacerda, Adair José da Silva, lembrou que o município está localizado em uma região de fronteira e a 100 quilômetros das delegacias mais próximas e que, portanto, a presença da polícia é essencial. “Essa proposta está sendo feita sem ouvir a população. Não podemos de jeito nenhum ficar sem uma delegacia”, afirmou.

Falta de efetivo

O delegado-geral da Polícia Civil, Mário Dermeval Aravechia de Rezende, afirmou que o motivo para solicitação da suspensão das atividades das delegacias é a falta de efetivo. Segundo ele, nos próximos dois anos cerca de 200 policiais civis irão se aposentar e isso inviabilizará a manutenção de muitas delegacias. A proposta tem como base um estudo realizado em todo o estado a partir de 2016.

“Não estamos felizes propondo essa solução, mas é inevitável nesse momento. Não há efetivo para manter essas unidades abertas. Em algumas dessas cidades há, inclusive, ações civis públicas que exigem um efetivo mínimo nas delegacias e nós não temos como arranjar esse efetivo”, declarou.

Sindicatos

A presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia de Mato Grosso (Sinpol-MT), Edleusa Afonso de Mesquita, disse que atualmente há 2.093 investigadores na ativa, porém deste total apenas 1.891 estão em efetiva atividade e parte destes atuam em áreas administrativas, restando somente 1.700 para atendimento à população.

Diante deste cenário, segundo ela, os policiais atuam com sobrecarga de trabalho e não são compensados por isso. Os problemas que envolvem a rotina de trabalho dos investigadores foram apontados em um relatório elaborado pelo sindicato.

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“Em muitos casos os investigadores chegam a completar 75 horas de trabalho por semana e só recebem no máximo 8 adicionais noturnos por mês. Além disso, não recebem diárias quando precisam se descolar a outros municípios para audiências de custódia. Enquanto sindicato, temos que preservar os direitos e a saúde dos servidores, por isso o fechamento das delegacias é necessário, caso não seja encontrada outra solução”, relatou.

Como alternativas para solucionar o problema, o sindicato sugere a unificação das carreiras de investigadores e escrivães e a realização de convênios com os municípios para contratação de profissionais terceirizados para execução de serviço de guarda patrimonial dos prédios das delegacias, função hoje exercida por investigadores.

O presidente do Sindicato dos Escrivães de Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (Sindepojuc), Davi Padilha Nogueira, afirmou que há 176 delegacias em todo o estado e 30% delas contam apenas com um escrivão em seus quadros, situação que prejudica a saúde e atuação desses profissionais.

“Quando há apenas um escrivão na delegacia ele trabalha 24 horas por dia, durante sete dias na semana. Ele fica o tempo todo à disposição e, se for acionado, é obrigado a comparecer na delegacia a qualquer momento para atender uma ocorrência. A nossa preocupação é com o bem-estar e a qualidade de vida desses policiais.Enquanto tiver essa situação o sindicato é a favor do fechamento dessas delegacias”, ressaltou.

Ministério Público

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O procurador-geral do Ministério Público Estadual (MPE-MT), José Antônio Pereira Borges, admitiu que o tema é delicado, entretanto afirmou que a medida é necessária devido à crise econômica enfrentada pelo estado. O representante do MP ressaltou ainda que diversas comarcas também deverão ser fechadas.

Concurso Público

A realização de concurso público foi apontada pelos participantes da audiência como a principal solução para complementar o efetivo da Polícia Civil e evitar o fechamento das delegacias.O delegado-geral Mário de Rezende afirma que desde 2016 há uma solicitação para realização do certame. No entanto, lembra que o processo levaria ao menos dois anos até que os aprovados entrassem em efetiva atividade.

PEC

O deputado estadual Elizeu Nascimento afirmou que irá apresentarna próxima semana um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) propondo a destinação de 10% dos recursos provenientes de emendas parlamentares impositivasà Segurança Pública.

Abaixo-assinados e Manifesto

Elizeu Nascimento e o vice-presidente da Comissão de Segurança da ALMT, deputado delegado Claudinei, apresentaram abaixo-assinados com centenas de assinaturas de moradores dos municípios de Jangada e Ponte Branca, solicitando a manutenção das atividades das delegacias.

Claudinei apresentou ainda um manifesto do município de Carlinda com mais de 400 assinaturas com a mesma reivindicação. “Tenho 17 anos como delegado de polícia. Sei dos problemas de estrutura e da situação difícil enfrentada pelo estado, mas não podemos esquecer a população de Mato Grosso”, ponderou.

Também participaram da audiência pública os deputados estaduais Dr. Eugênio (PSB), Max Russi (PSB), Ulysses Moraes (DC), e João Batista (PROS).

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Zé Medeiros cresce em nova pesquisa e se consolida entre os favoritos ao Senado em MT

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O instituto ganhou destaque após acertar a vitória de Abílio Brunini em Cuiabá nas eleições de 2024

Foto- Assessoria


Nova pesquisa do Instituto Veritá mostra crescimento do deputado federal José Medeiros (PL) na corrida ao Senado. O levantamento, realizado entre os dias 26 e 30 de abril de 2026, com 1.220 eleitores de Mato Grosso, consolida o parlamentar entre os principais candidatos do estado.

Os números demonstram um avanço significativo em relação ao levantamento divulgado no início de abril pelo próprio Instituto Veritá. Na pesquisa estimulada, Medeiros apareceu com 29,5% das intenções de voto, um crescimento expressivo em relação aos 22,2% da pesquisa anterior. Com isso, reduziu drasticamente a distância para o governador Mauro Mendes, que aparece com 30,7%.

Já na espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Medeiros saltou de 18% para 23,7% das intenções de voto válidas em apenas um mês, ampliando sua presença no eleitorado.

No segundo voto estimulado para o Senado, Medeiros também aparece consolidado, com 19,5%, mantendo competitividade em um cenário de duas vagas em disputa.

Os números reforçam o avanço do parlamentar no estado e demonstram o fortalecimento de sua candidatura junto ao eleitorado conservador e bolsonarista de Mato Grosso.

Para José Medeiros, o resultado da pesquisa reflete a preocupação da população com o futuro do Brasil e demonstra que o eleitorado está atento à importância da eleição para o Senado.

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“Fico feliz com os números de uma pesquisa séria e respeitada. Recebo esse resultado com alegria e responsabilidade. Essa eleição será decisiva para o futuro do Brasil, e a população percebe isso. Vamos trabalhar para eleger um Senado de direita, comprometido com a democracia, a liberdade e a Constituição”, afirmou Zé Medeiros.

O deputado também ressaltou que continuará defendendo a liberdade dos presos do 8 de janeiro e trabalhando pelo equilíbrio entre os Poderes.

“A pesquisa mais importante é a da urna. Vamos continuar trabalhando por Mato Grosso e fazer os enfrentamentos necessários, inclusive sobre os desmandos do STF, para que a nossa democracia volte à normalidade”, concluiu.

Crédito da foto: Pedro Paulo
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Irajá Lacerda desponta entre os favoritos na disputa por vaga na Câmara Federal em MT

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Foto- Assessoria

O advogado Irajá Lacerda aparece entre os cinco nomes mais lembrados pelos eleitores de Mato Grosso na disputa por uma das vagas na Câmara dos Deputados em 2026. O resultado é apontado em levantamento do Instituto Percent Brasil, realizado entre os dias 30 de abril e 3 de maio.

Na pesquisa espontânea para deputado federal, Irajá ocupa a 5ª colocação, com 2,3% das intenções de voto, ficando no grupo de maior visibilidade da disputa. O desempenho chama atenção por colocá-lo ao lado de nomes com mandato, ex-parlamentares e lideranças já conhecidas no cenário político estadual.

A pesquisa ouviu presencialmente 1.200 eleitores em Mato Grosso. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A amostra seguiu parâmetros do IBGE/Censo 2022, PNAD 2025 e TSE 2026. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-00726/2026 e MT-06232/2026.

Natural de Cáceres, no oeste de Mato Grosso, Irajá Lacerda tem trajetória ligada ao Direito Agrário, Ambiental e Mineral, áreas estratégicas para o desenvolvimento mato-grossense. Também presidiu a Comissão de Direito Agrário da OAB-MT e a Câmara Setorial Temática de Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa.

Nos últimos anos, ampliou sua atuação em Brasília. Irajá assumiu como ministro da Agricultura e Pecuária, inclusive, o mais jovem da história; foi ex-secretário Executivo do MAPA e, anteriormente, chefe de gabinete do senador Carlos Fávaro. Na capital federal, participou da articulação de políticas públicas voltadas ao setor produtivo, ao desenvolvimento regional e ao fortalecimento da presença de Mato Grosso nas decisões nacionais.

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Em 2022, Irajá disputou sua primeira eleição para deputado federal e obteve 54.601 votos. Apesar da votação expressiva, o PSD não alcançou o coeficiente eleitoral e ele não assumiu uma cadeira na Câmara Federal. Ao comentar o resultado, Irajá afirmou que a lembrança espontânea dos eleitores aumenta sua responsabilidade.

“Recebo esse resultado com a certeza de que estamos no caminho certo. Mato Grosso é um estado forte, rico, produtivo, que coloca comida no prato do Brasil e do mundo. Mas essa riqueza precisa chegar de verdade na vida das pessoas. Nosso compromisso é trabalhar por um desenvolvimento que una produção, segurança jurídica, infraestrutura e, acima de tudo, cuidado com as pessoas”, destacou ele.

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Vereadora de Rondonópolis apresenta moção de repúdio à indicação de Jorge Messias ao STF

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Foto: Assessoria


A vereadora Kalynka Meirelles (PL) protocolou na Câmara Municipal de Rondonópolis a Moção de Repúdio nº 0001/2026, manifestando posicionamento contrário à indicação de Jorge Messias ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o texto, a manifestação tem como base posicionamentos atribuídos ao indicado em temas considerados sensíveis, relacionados à interrupção da gravidez em estágio avançado. A moção ressalta a defesa da vida, da dignidade humana e dos princípios constitucionais.

A proposição, registrada sob o Protocolo Legislativo nº 1673/2026, será apreciada pelos vereadores em plenário. Caso aprovada, a moção formaliza o posicionamento institucional do Legislativo municipal sobre o tema.

O assunto pode gerar debate entre os parlamentares, diante da relevância nacional da indicação e das diferentes interpretações sobre questões jurídicas e sociais envolvidas.

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