Política MT
CPI da Previdência é instalada na ALMT
Foto: Marcos Lopes
A Assembleia Legislativa realizou a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência. Na reunião que aconteceu na manhã desta quarta-feira (27), a comissão definiu os deputados Paulo Araújo (PP) e Thiago Silva (MDB), como vice-presidente e relator, respectivamente. O presidente é o deputado João Batista (PROS).
Os nomes dos demais membros, entre titulares e suplentes, foram publicados no Diário Oficial Eletrônico (DOE) da Assembleia Legislativa, por meio do Ato 016/2019, publicado nesta quarta-feira (27). A CPI foi requerida pelo deputado João Batista, o dela objetivo é de apurar a real situação financeira do fundo de previdência dos servidores públicos do Estado de Mato Grosso.
A CPI tem um prazo de 180 dias para realizar os trabalhos. No final dos trabalhos, de acordo com João Batista, a comissão vai apresentar um relatório conclusivo e, com isso, propor ações que visem orientar à formatação de políticas financeiras e de novas regras para o prazo de contribuição para os servidores públicos.
Entre os setores que devem ser ouvidos pela CPI, de acordo com João Batista, é o Conselho da Previdência do Estado de Mato Grosso. Segundo o parlamentar, é preciso que a CPI tenha em mãos números reais tanto do déficit e da contribuição da previdência. Segundo ele, as informações que possuem hoje são truncadas, que não mostram a realidade.
“Hoje, o Estado afirma que há um déficit previdenciário de quase R$ 1 bilhão no fundo previdenciário, mas nada conclusivo. No Estado existem cerca de 105 mil servidores na ativa contribuindo com a previdência estadual e, pelo menos 30 mil aposentados e pensionistas. A CPI vai levantar todos esses números e, com isso, saber de houve desvio financeiro da previdência”, disse João Batista.
Em relação ao cronograma de trabalho, João Batista disse que a CPI deve realizar uma reunião ordinária por mês. A comissão está elencando as pessoas e os órgãos que devem ser ouvidos para subsidiar o relatório final, para isso deve consultar o Conselho de Previdência do Estado e o Fórum Sindical.
O relator da CPI da Previdência, Thiago Silva (MDB), afirmou que é preciso conhecer a real situação da previdência dos servidores estaduais, já que existe uma discussão da Reforma da Previdência em nível federal. Segundo ele, o servidor não pode ser penalizado por erros cometidos em gestões anteriores.
“O nosso plano de trabalho é o de defender o direito dos servidores. Vamos saber se a previdência, ao longo dos últimos anos, foi alvo de irregularidades na gestão do dinheiro da previdência. Se houve isso, a comissão tem a obrigação de apontar os desmandos e, apontar sugestões para que o estado construa uma previdência sólida”, disse Thiago Silva.
De acordo com o vice-presidente, Paulo Araújo, a CPI vai fazer um raio-x dos números da previdência estadual. Segundo ele, as informações sobre o déficit previdenciário é conhecido apenas pela imprensa e que a comissão tem condições de obter esses números com mais exatidão.
“A CPI vai buscar informações para saber se é superavitária. Se de fato o governo vem aportando recursos que garantam a aposentadoria dos servidores. Queremos saber quanto o Estado e os ativos estão contribuindo. São estudos que vamos discutir com bases em números”, disse Paulo Araújo.
Os nomes definidos (titulares e suplentes) para comporem a CPI da Previdência dos Servidores do Estado de Mato Grosso são os seguintes:
Titulares
João Batista (PT) – Presidente
Thiago Silva (MDB) – Bloco Assembleia Forte
Paulo Araújo (PP) – Bloco Assembleia Forte
Ulysses Moraes (DC) – Bloco Assembleia Forte
Valmir Moretto (PRB) – Bloco Parlamentar Unidos
Suplentes
Lúdio Cabral (PT) – Bloco Resistência Democrática
Dr. João (MDB) – Bloco Assembleia Forte
Ondanir Bortolini – Nininho (PSD) – Bloco Assembleia Forte
Xuxu Dal Molin(PSC) – Bloco Assembleia Forte
Dr. Eugênio (PSB) – Bloco Parlamentar Unidos
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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