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Rondonópolis

Processos registrados no Procon contra Energisa contabilizam 107 reclamações fundamentadas não atendidas

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Foto: Assessoria

Por meio de um levantamento das reclamações referentes aos serviços prestados pela Energisa, em dezembro de 2018, o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) de Rondonópolis iniciou a uma força-tarefa para dar o devido encaminhamento aos processos. Quando fica comprovada alguma transgressão por parte da concessionária, ela é multada.

“Esses processos estavam aguardando a decisão administrativa do Procon”, pontua a supervisora geral do Procon, Neila Maria Santos. Ela ainda detalha que, após a reclamação feita pelo consumidor, os processos passam por quatro etapas: “A primeira instância é a fase onde ocorre a decisão após análise dos autos. Caso haja recurso, o processo vai para a segunda instância, quando será julgado pela junta recursal do órgão. Em seguida, se a reclamação for julgada procedente e, então, a multa for mantida, ela será inscrita na dívida ativa para que, posteriormente, na quarta fase, ocorra a execução fiscal, quando, efetivamente, a multa é cobrada pelo Poder Judiciário”.

Entre essas quatro fases, o consumidor deve apresentar provas e a empresa tem o direito de se defender. A partir do levantamento iniciado em dezembro, 282 processos foram julgados pela Coordenadoria do Procon após exame de toda a documentação anexa aos autos. Desses, segundo Neila, 160 tiveram a reclamação não fundamentada, ou seja, não houve provas suficientes para demonstrar a acusação ou ficou comprovado que não ocorreu infração. Outros 15 tiveram a reclamação fundamentada e a Energisa reconheceu a procedência e entrou em acordo com o cliente. E 107 processos ensejaram aplicação de multa, já que a reclamação foi considerada procedente, mas a concessionária não a acatou.

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Função didática

“O objetivo desse mutirão administrativo é dar uma resposta à sociedade quanto ao posicionamento do Procon em relação às infrações cometidas frequentemente pela Energisa”, explica o coordenador do Procon, Alexandre Júlio Júnior, ressaltando que a intenção da ação é prevenir para que não ocorram novos atos de descumprimento da lei e, também, educar a empresa para que não transgrida mais: “Nossa conduta tem caráter didático visando inibir a prática infrativa da concessionária”.

Todas as 107 ações fundamentadas não atendidas foram avaliadas minuciosamente, como destaca Neila: “Após análise dos documentos contidos nos autos, com base em provas materiais incontestáveis, ficou constatada a violação dos direitos do consumidor. Ao todo, esses 107 processos somam R$7.730.000 em multas”.

A maioria das reclamações é sobre cobrança abusiva, de acordo com a supervisora. Mas, às vezes, a concessionária consegue comprovar o efetivo consumo do que foi cobrado, conforme atesta ela: “Nesses casos, o Procon atua para que a Energisa flexibilize o pagamento em parcelas”. Ela frisa que o papel do Procon é fazer a defesa do consumidor. Quando ele não tem razão ou não apresenta provas para demonstrar a violação dos seus direitos, o órgão registra sua queixa e faz a mediação com a concessionária. O intuito é buscar uma conciliação sempre respeitando o direito ao contraditório e à ampla defesa da empresa. 

Neila lembra que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) institui que é direito do consumidor acompanhar a perícia com os equipamentos da Energisa a fim de verificar a comprovação da cobrança correta do consumo. “O consumidor deve participar da inspeção dos medidores e, nesse momento, a concessionária precisa emitir um Termo de Ocorrência e Inspeção, o TOI, e entregar-lhe para que assine. Sem a sua assinatura, a medição fica passível de contestação”. Vale lembrar que é dever da Energisa entregar uma cópia do TOI ao consumidor.                                                                                      

Rondonópolis

Rondonópolis|Justiça nomeia Marielle Brito como administradora temporária de lar onde idosos viviam em condições precárias

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A servidora pública municipal Marielle Barbosa de Brito foi nomeada pelo Poder Judiciário como a administradora temporária do Sossego Lar dos Idosos (atual Recanto Bom Jesus Lar dos Idosos), instituição privada situada no Globo Recreio, onde cerca de 40 idosos viviam em condições desumanas.

Marielle Brito ocupa atualmente o cargo de Superintendente de Coordenação Jurídica, vinculada à Secretaria Municipal de Promoção e Assistência Social, da Prefeitura de Rondonópolis. Seu nome foi acatado pela Justiça e indicado pelo Município ao ser habilitado no processo, ao lado do Ministério Público.

Justificando o não fechamento imediato da entidade, a Justiça considerou que o afastamento do dirigente da instituição e a nomeação de um administrador temporário vem permitir sanear a gestão, avaliar a real situação da entidade e evitar a remoção abrupta dos idosos — que poderia agravar a vulnerabilidade do grupo.

A administradora temporária deve apresentar, segundo a decisão, um relatório sobre a situação geral da instituição, incluindo aspectos financeiros, estruturais, sanitários e assistenciais, bem como a condição individual de cada um dos idosos acolhidos. Esse relatório já está sendo elaborado e será entregue ao Poder Judiciário na próxima semana.

As famílias dos idosos estão sendo localizadas e notificadas, com o objetivo de reintegrar cada acolhido. Não havendo essa possibilidade, será adotada medida judicial cabível para retirada dos idosos do local e destinação a um ambiente seguro e digno.

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A denúncia apontou que os idosos estavam sendo submetidos na entidade a situações de maus-tratos, negligência, condições sanitárias precárias e ausência de equipe técnica adequada, colocando em risco a vida e a saúde dos residentes.

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Rondonópolis

Academias na mira: fiscalização encontra irregularidades e impõe prazo para correção em Rondonópolis

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Foto- Assessoria

Fiscalização conjunta entre Procon de Rondonópolis e Conselho Regional de Educação Física (CREF) vistoriou 32 academias da cidade, nenhuma atendia todos os critérios necessários e terão prazo para se adequarem à legislação em vigor.

A vistoria aconteceu no decorrer desta semana e verificou falta de informação ao consumidor, ausência de educador físico no momento do treino e inclusive profissional que atuava como educador sem formação específica para o serviço.

A ação teve por objetivo checar os itens de atendimento ao consumidor. Em relação aos itens exigidos pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), que vão desde as formas de pagamentos aceitas, serviços disponíveis para os consumidores, contendo pacotes e valores, até informações de espaço específico para fumantes, placa de advertência para o uso de anabolizantes, falta de acessibilidade, entre outros.

As inadequações podem gerar multas para as academias, caso os itens que constam nas notificações não sejam sanados. O prazo para regularização de itens solicitados pelo conselho é de 15 dias e no Procon de 20 dias para apresentação dos itens já adequados ou dilação de prazo para regularização.

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Rondonópolis

Prefeitura age e assume gestão temporária de instituição onde cerca de 40 idosos viviam em condições desumanas

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A Prefeitura de Rondonópolis assumiu de forma temporária nesta quinta-feira (11) a administração do Sossego Lar dos Idosos (atual Recanto Bom Jesus Lar dos Idosos), uma instituição privada situada no Globo Recreio. A ação cumpre decisão judicial da 1ª Vara Cível da Comarca de Rondonópolis, que constatou que cerca de 40 idosos viviam em situação insalubre e de grave abandono na instituição.

Atendendo uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso, a Justiça determinou o afastamento imediato do administrador da entidade e a entrega temporária da gestão ao Município. “O foco principal do nosso trabalho é garantir a segurança e a vida dos acolhidos que aqui estão”, explicou a secretária municipal de Promoção e Assistência Social, Fabiana Perez.

A equipe municipal encontrou no local uma realidade chocante. Idosos abandonados, com feridas abertas — algumas já tomadas por larvas —, em meio a forte mau cheiro e a um ambiente insalubre, com a maioria dos acolhidos apresentando quadros de saúde agravados pela falta de cuidado. A situação era tão grave que um dos idosos precisou ser removido pelo SAMU e encaminhado para internação.

Para entrar no local, a Prefeitura montou uma força-tarefa multidisciplinar. Estiveram presentes equipes da Secretaria Municipal de Promoção e Assistência Social e da Secretaria Municipal de Saúde — com médico, enfermeiros, dois técnicos da Vigilância Sanitária, assistente social, além da Procuradoria Geral do Município, que realizaram a verificação das condições da entidade e o acompanhamento individual de cada acolhido.

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A atuação jurídica do Município foi imediata. No mesmo dia da decisão judicial, a Procuradoria-Geral do Município fez um pedido nos autos requerendo a habilitação da Prefeitura como parte no processo, ao lado do Ministério Público (pedido que foi deferido pela Justiça). Na manifestação, o Município assumiu o compromisso de disponibilizar toda a sua equipe e oferecer integral suporte à intervenção, em defesa dos idosos acolhidos.

As irregularidades na entidade não eram novas. A Vigilância Sanitária do Município já havia flagrado uma série de inconformidades em fiscalizações anteriores, que resultaram inclusive em termo de ajustamento de conduta. As determinações, porém, não foram cumpridas.

A partir de agora, com a administração temporária do Município, as famílias dos idosos estão sendo localizadas e notificadas, com o objetivo de reintegrar cada acolhido a um ambiente seguro e digno. A Prefeitura de Rondonópolis já está elaborando um relatório completo sobre a situação da instituição e a condição de cada idoso, que será entregue ao Poder Judiciário na próxima semana.

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Maurício Renner

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