Política MT
Reitor da Unemat detalha aplicação do percentual de 2,5% da receita
Foto: Ronaldo Mazza
A Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto ouviu, na tarde dessa quarta-feira (03), o reitor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Rodrigo Bruno Zanin. Na oportunidade, Zanin fez uma explanação a respeito da aplicação do percentual de 2,5% da receita corrente líquida destinada à manutenção e desenvolvimento da instituição, conforme previsto no Artigo 246, inciso VI da Constituição do Estado de Mato Grosso, bem como a expansão de cursos e campus da Unemat.
“Ficou evidente durante a apresentação que o orçamento vem sendo bem aplicado, diante do trabalho que a Unemat vem desenvolvendo ao longo dos anos. Entendo que o Estado deve continuar investindo na educação pública e o resultado está no crescente número de alunos matriculados na Unemat, que hoje atinge 23 mil estudantes”, disse o presidente da Comissão, deputado Thiago Silva (MDB).
Durante a apresentação, Zanin explicou que a Unemat está em 45 dos 141 municípios mato-grossenses. A entidade possui 13 campus, 17 núcleos pedagógicos e 24 polos educacionais de ensino à distância.
São cerca de 23 mil acadêmicos atendidos em 60 cursos presenciais e em outros 129 cursos ofertados em modalidades diferenciadas. Segundo o reitor, a instituição conta com quatro doutorados institucionais, quatro doutorados interinstitucionais (Dinter), três doutorados em rede, 11 mestrados institucionais, um mestrado interinstitucionais (Minter) e cinco mestrados profissionais.
“A Unemat é importante para o desenvolvimento de Mato Grosso. Ela representa o patrimônio do povo mato-grossense e está nos lugares mais distantes”, disse o reitor.
O deputado Wilson Santos (PSDB) questionou o reitor se há estudos para a construção do campus da Unemat para Cuiabá. Porém, Zanin não descartou essa possibilidade, mas admitiu que depende única e exclusivamente de orçamento. “Essa hipótese não está rejeitada, mas precisamos ter recursos e infraestrutura adequada para isso”, apontou ele.
Zanin mostrou detalhadamente como o orçamento é investido na Unemat. Segundo ele, um fato interessante aconteceu em 2013, quando o orçamento daquele ano (R$ 204 milhões), foi maior do que o de 2014 (R$ 197 milhões). “Apesar disso, conseguimos manter nossa programação, mesmo com dificuldades”, revelou o reitor, falando também que o gasto aluno/ano pela Unemat está orçado em 17 mil reais.
O secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Nilton Borgato, percebe que o Estado e a Nação que não investem na educação estão fadados ao fracasso.
“Acho importante o trabalho com transparência para podermos defender essa instituição que tem ajudado muito o estado de Mato Grosso. O Estado vai cumprir os limites que estão na Constituição e principalmente, para preencher as metas destinadas para Unemat”, garantiu Borgato.
A reunião de hoje contou também com professores, estudantes e classe acadêmica de Rondonópolis, que cobram a aquisição de um prédio próprio para o campus naquele município.
“A Unemat desenvolve ações pioneiras para atender às demandas específicas do Estado e merece ter um prédio próprio”, lembrou o deputado Valdir Barranco (PT).
Também participaram da reunião desta quarta-feira os deputados Lúdio Cabral (PT), Sebastião Rezende (PSC), Delegado Claudinei (PSL), Dr. João (MDB) e Romoaldo Junior (MDB).
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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