Política MT
Parlamento é parte da história da capital e tem agenda comemorativa aos 300 anos, que começa hoje
Foto: PUBLICIDADE / ALMT
Na próxima segunda-feira, 8 de abril, Cuiabá completa 300 anos. A cidade, que nasceu tímida à beira do rio do mesmo nome, agora está adulta, pronta para um desenvolvimento mais acelerado. Para comemorar a data e presentear Cuiabá, a equipe da Assembleia Legislativa preparou diversos produtos e eventos, entre eles uma sessão especial que será presidida por Eduardo Botelho. “Comemoramos os 300 anos de Cuiabá felizes. Como papa-bananas (pessoas nascidas em Nossa Senhora do Livramento, município que compõe a baixada cuiabana, distante 38 quilômetros da capital) e presidente do Parlamento, tenho tudo a declarar por essa cidade, o meu amor por Cuiabá, que faz parte da minha vida, onde cheguei aos 8 anos de idade. Uma cidade que tem a esperança de avançar com a geração de mais emprego e renda, melhor transporte público, mais saúde pública e parques para o lazer da família cuiabana. Uma Cuiabá boa para todos”, disse Eduardo Botelho.
Um dos presentes é a árvore genealógica da cidade que deu origem a diversas outras, resultando nos atuais 141 municípios mato-grossenses. O trabalho, em parceria da Secretaria de Comunicação Social e Instituto Memória, é um verdadeiro passeio pela história da hoje capital, uma revisita aos seus ascendentes e um presente que ficará para seus descendentes. Segundo Mara Visnadi, do Instituto Memória, “a árvore mostra toda a história da nossa capital desde 1723 aos dias atuais, os desmembramentos territoriais de áreas que deram origem à atual composição do estado, com a criação de municípios, e é resultado de uma pesquisa de cerca de um ano que envolveu toda equipe técnica do Instituto Memória em parceria com pesquisadores”.
Para iniciar as comemorações, começam hoje (5) a mostra documental “Cuiabá, nosso patrimônio”, que é resultado do documento “Cuiabá e suas origens: 300 anos de história”, e a exposição “Utensílios cuiabanos”, com trabalhos de artesãs cuiabanas. Ambas as exposições ficarão no saguão da ALMT de 5 a 12 de abril, sendo que a primeira vai se tornar uma mostra itinerante em lugares disponíveis a exposições na capital. Na próxima quarta-feira (10) até sexta-feira (12), terá a feirinha “Gastronomia cuiabana até a oreia” (café da manhã, almoço e sobremesa) com comidas típicas da nossa Cuiabá. “São mostras que valorizam a nossa cultura, nossa terra e nosso povo”, disse Mara Visnadi.
A exposição que começa hoje é fruto de outro trabalho desenvolvido pelo Instituto Memória -“Cuiabá e suas origens: 300 anos de história”- uma encadernação de 20 páginas que ficará disponível para pesquisa. Nele, é possível acompanhar os tratados – Tordesilhas (1494) e Madri (1750) – que fizeram a história da nossa capital; a passagem dos bandeirantes que, entre os séculos XVI e XVII, atuavam na captura de índios e metais preciosos com a passagem em terras mato-grossenses do batelão dos bandeirantes paulistas; as descobertas da primeira (na antiga região de São Gonçalo Velho, hoje São Gonçalo), segunda (região de Forquilha, hoje Coxipó do Ouro) e terceira (Lavras do Sutil, hoje Prainha) jazidas de ouro mato-grossense.
Tem ainda a ata de instalação da Vila do Senhor Bom Jesus de Cuiabá em 1727; a instalação da sede da capitania de São Paulo; a regulamentação das terras mato-grossenses com trâmites de concessões das sesmarias ; a capitania de Mato-grosso com a definição de Vila Bela como primeira capital mato-grossense; o impasse vivido pelas duas cidades quando o paço ficou em Cuiabá e o governador se instalou em Vila Bela; as criações simultâneas das Juntas Governamentais de Cuiabá (1822, com Dom Luiz) e de Vila Bela (1822, com José Antônio de Assunção Batista) e a migração total da capital de Vela Bela para Cuiabá com a definição desta como capital mato-grossense.
Campanha interativa – Já a Secretaria de Comunicação Social preparou e lançou uma ampla campanha mostrando como a Assembleia Legislativa foi se desenvolvendo e se firmando como instituição pública ao longo dos 300 anos. “Estamos mostrando como a Casa de Leis está enraizada na cultura da capital”, disse o gerente de marketing da ALMT, Ricardo Sardinha. A campanha tem um VT de 60 segundos para TV, um spot de um minuto para rádio, anúncios para revista e jornal impresso, papel-cartão para a bandeja do restaurante da Casa, cartaz em formato A3 para os murais dos corredores da ALMT e full banner para sites de notícias, um wallpaper para tela dos computadores da Assembleia, além de um material diferenciado para as redes sociais com um jogo de memória.
Quem acessar o jogo verá imagens das antigas sedes do Parlamento e, se acertar dentro do limite de tempo, vai concorrer a dois pares de ingressos para espetáculo no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros. O jogo já está disponível desde o dia primeiro de abril em todas as redes sociais e o interessado tem até 30 deste mês para participar. Os ingressos serão de espetáculos do mês de maio. Outra forma de interatividade nestes 300 anos de Cuiabá é por meio de um avatar (moldura para fotos de perfil, tanto no Facebook quanto no Twitter, onde a pessoa será inserida no conceito da campanha #300tanamemoria), criado exclusivamente para o público interagir com as sedes da ALMT. Basta acessar o facebook/almt ou twitter para entrar na brincadeira histórica.
Sessão – A sessão especial, requerida pelo presidente Eduardo Botelho, será no dia 12 de abril, às 13 horas, no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour. Durante a sessão, que tem parceria do Senado Federal e da Câmara Municipal de Cuiabá, será feita a apresentação de um vídeo institucional produzido pela TVAL alusivo à data. A TVAL também produziu uma série de quatro reportagens que resgata a Cuiabá de antigamente, mas foca na Cuiabá de hoje. A série, que vai ao ar nos dias 9 a 12 de abril, tem quatro temas: Cuiabá ontem e hoje; imigração e empregos; personalidades e grupos que levam o nome de Cuiabá para fora e Cultura cuiabana: tradição e movimentos recentes.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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