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Mapa fará trabalho integrado com estados do NE para erradicar doenças como a peste suína clássica
Em reunião na tarde desta quarta-feira (17), a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o governador do Piauí, Wellington Dias, decidiram realizar uma ação integrada entre o governo federal e os estados do Nordeste para instituir programas de erradicação da peste suína clássica e de outras doenças que ainda ameaçam a agricultura e a pecuária da região.
Dias pediu à ministra investimento conjunto do ministério com as vigilâncias sanitárias estaduais para combater as doenças, e Tereza Cristina disse ter ficado feliz com o interesse demonstrado pelo governador. Uma reunião técnica será realizada nos próximos dias para dar início ao trabalho.
“Precisamos resolver de uma vez por todas esse problema sanitário no Brasil”, disse a ministra. “Temos de fazer um grande programa e seguir um cronograma para erradicar certas doenças preocupantes para a produção brasileira e para as exportações do país”.
O ministério já tinha a intenção de lançar até junho um programa de erradicação da peste suína clássica. Hoje, parte do Nordeste e da Região Norte são considerados área não livre da doença. No Nordeste, só Bahia e Sergipe são considerados livres de PSC, uma doença que não é transmitida aos humanos, mas obriga a vigilância sanitária a eliminar os focos da doença abatendo os rebanhos de áreas próximas à ocorrência.
Foi publicada no mês passado no Diário Oficial da União a Portaria n° 40, que constituiu grupo de trabalho com o objetivo de elaborar a proposta do Plano Estratégico para a Erradicação da Peste Suína Clássica (PSC) nos estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima.
Na semana passada, dois focos de peste suína clássica foram detectados em criações familiares no município de Lagoa do Piauí, a 42 quilômetros de Teresina. De acordo com o governador, cerca de 800 porcos tiveram que ser abatidos. De outubro a dezembro de 2018, foram encontrados 41 focos de PSC em 18 municípios do Ceará, levando ao abate de 2.600 suínos.
Para o governador do Piauí, o surgimento desses casos aumenta a necessidade de unir esforços para acabar com essa e outras doenças. “Aumentamos as barreiras de proteção, mas é entrar em campo para eliminar o problema. Precisamos de um investimento conjunto com o ministério e os demais estados da região”, disse Dias.
Atualmente, é proibido o trânsito de suínos do Nordeste (exceto de Bahia e Sergipe) para os estados livres da doença, o que inclui todos os do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Barreiras de fiscalização são montadas nas divisas dos estados para impedir o trânsito de animais da área não livre da doença. A Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério diz que será necessário realizar um programa de vários anos para erradicar a PSC do território nacional, assim como foi feito, com sucesso, em relação à febre aftosa que atinge bovinos.
A coordenação do grupo de trabalho do Mapa está a cargo do auditor fiscal federal agropecuário Abel Neto e conta com o assessoramento epidemiológico do professor Vitor Salvador Gonçalves, da Universidade de Brasília (UnB). Os demais componentes são da Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri), do Sindicato das Indústrias de Suínos do Rio Grande do Sul (Sipsrs), da Associação Brasileira de Veterinários Especialista em Suínos do Ceará (Abraves/CE) e do Departamento de Saúde Animal (DSA), do Mapa. O grupo poderá convidar para participar de suas reuniões representantes de outras áreas do ministério, integrantes do Comitê Científico Consultivo do Programa Nacional de Sanidade (Suídea) e de entidades públicas ou privadas.
Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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