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Quarto Diálogo Brasil-Japão será realizado em agosto
Os ministros Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Takamori Yoshikawa (Agricultura, Floresta e Pesca do Japão) acertaram nesta quinta-feira (9) a realização do Quarto Diálogo Brasil-Japão em agosto. O evento ocorrerá no Brasil.
Tereza Cristina reuniu-se com o ministro hoje, primeiro dia da visita da ministra ao Japão. Yoshikawa se comprometeu a vir ao Brasil para o Quarto Diálogo.
No encontro, os ministros debateram a abertura do mercado japonês para exportação de carnes in natura e frutas, como abacate. Esses temas devem, inclusive, ser debatidos pelos dois países em agosto.
“Essa fruta brasileira [abacate] tem uma grande aceitação no Japão, usada na alimentação e também nos cosméticos. É uma fruta muito procurada pelos japoneses. Em breve, acho que teremos esse mercado aberto para o Brasil”, disse a ministra, ao fazer um balanço do primeiro dia de visita.
Takamori Yoshikawa informou que espera dar uma resposta rápida às solicitações do governo brasileiro.
Tereza Cristina e Yoshikawa irão participar da Reunião dos Ministros da Agricultura do G20, em Niigata, na costa japonesa, nos dias 11 e 12 de maio.
A ministra também reuniu-se com o ministro da Saúde, Trabalho e Bem-estar, Takumi Nemoto, para discutir a venda de extrato de carnes, miúdos cozidos e carnes termoprocessadas. “Reunião foi muito boa e aguardamos em breve uma definição do governo japonês”, afirmou.
Nos encontros, a ministra destacou que uma das metas do Brasil é retirar a vacinação de febre aftosa do rebanho bovino. O Plano Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa vai até 2026. Atualmente, o único estado livre de febre aftosa sem vacinação é Santa Catarina.

Carnes
Depois de Estados Unidos, China e Vietnã, o Japão é o quarto maior importador de carne bovina do mundo. No entanto, ainda é um dos mercados de carne não acessados pelo Brasil, que é o segundo maior produtor e exportador de carnes bovina do mundo.

De 2010 a 2019, as exportações brasileiras de carne bovina cresceram cerca de 31%, de acordo com dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Os cinco maiores compradores da carne bovina brasileira são Hong Kong (24,3%), China (19,7%), Egito (11,2%), a União Europeia (7,2%) e o Chile (6,9%), segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne Bovina (Abiec).
O Brasil exporta carnes de frango e suína para os japoneses. No ano passado, foram exportadas 389.855 toneladas de carne de frango in natura para os japoneses, que somaram US$ 709,3 milhões.
Agenda no Japão
Além dos encontros com os ministros, Tereza Cristina reuniu-se com representantes da Agência Internacional de Cooperação do Japão (Jica) e Federação das Indústrias do Japão (Keidanren). Nas reuniões, a ministra apresentou áreas do agronegócio com potencial de investimento estrangeiro.
Mais informações:Coordenação de Comunicação Social
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Agro News
Colheita do algodão começa em Mato Grosso com expectativa de alta produtividade
A expectativa varia entre 280 e 330 arrobas por hectare, patamar considerado bastante positivo pelo setor

Economia de Mato Grosso no Século
Os produtores de algodão de Mato Grosso começam a movimentar as máquinas no campo com boas expectativas para a safra. Segundo boletim da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), entre 28 de junho e 3 de julho a colheita avançou de forma gradual, alcançando cerca de 3% da área plantada. Em várias regiões, a expectativa de produtividade varia entre 280 e 330 arrobas por hectare, patamar considerado bastante positivo pelo setor.
O início dos trabalhos exigiu paciência devido às chuvas recentes. De acordo com o relatório, a umidade provocou danos pontuais em algumas propriedades, derrubando parte das maçãs de algodão e causando o apodrecimento de algumas cápsulas da planta. Por outro lado, as precipitações contribuíram para aumentar o peso do algodão que completou seu desenvolvimento mais tardiamente, ajudando a equilibrar os resultados.
A tendência é de aceleração do ritmo da colheita, impulsionada pela volta do tempo firme e pelas usinas já preparadas para processar a fibra. Paralelamente, o combate ao bicudo-do-algodoeiro, identificado em áreas próximas a matas nativas, continua. O monitoramento e o controle da mosca-branca e de lagartas também seguem intensificados.
Mesmo com os contratempos provocados pelo clima recente e a necessidade de um controle rigoroso de pragas na reta final da safra, a avaliação do setor é positiva. Com a previsão de condições climáticas favoráveis, o cenário em Mato Grosso permanece promissor para uma boa colheita, à medida que os trabalhos avançam em todo o estado.
Agro News
Plano Safra traz avanços em políticas para o crédito rural, mas ainda apresenta desafios estruturais, avalia Coalizão Brasil
Movimento multissetorial reforça necessidade de priorizar instrumentos de gestão de risco, como o seguro rural, e a transição para sistemas resilientes à mudança do clima

Anunciado na última terça-feira (30) pelo governo federal, o Plano Safra 2026/2027, com recursos de R$ 610,3 bilhões, trouxe avanços importantes, como em mecanismos que aproximam a política de crédito rural da gestão de riscos, da valorização das boas práticas agropecuárias e da proteção dos recursos naturais. O plano incorporou contribuições elaboradas pela consultoria Agroicone e enviadas em março pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, como a manutenção das condições mais favoráveis de financiamento para linhas voltadas à sustentabilidade.
A nova edição do Plano Safra preservou as menores taxas de juros para o RenovAgro Ambiental e para a Recuperação e Conversão de Pastagens, em sintonia com a recomendação apresentada pela Coalizão de conferir tratamento prioritário aos investimentos alinhados à sustentabilidade. Também espera-se a implementação da restrição ao financiamento de projetos que envolvam supressão ilegal de vegetação nativa, reforçando a integração entre política agrícola e conservação ambiental a partir de 2027.
“O Plano Safra avança ao reconhecer que sustentabilidade e gestão de riscos devem fazer parte da política agrícola”, avalia Leila Harfuch, membro do Grupo Estratégico da Coalizão e sócia-gerente da Agroicone. “Medidas que valorizam boas práticas, priorizam investimentos alinhados à jornada de sustentabilidade e fortalecem instrumentos de mitigação de riscos caminham na direção de uma agropecuária mais resiliente e preparada para enfrentar os desafios climáticos.”
Ao mesmo tempo, Harfuch alerta que o Plano Safra deve priorizar de forma mais estratégica a transição para sistemas produtivos resilientes às mudanças do clima — especialmente diante da expectativa de uma safra sob o impacto crítico de um Super El Niño.
“Embora o novo plano disponibilize volumes significativos para a agricultura empresarial e familiar, a falta de priorização de instrumentos de gestão de risco, como o seguro rural, e as dificuldades de acesso ao crédito de longo prazo devido ao endividamento do produtor geram um cenário de alerta. É importante assegurar que novos mecanismos de financiamento incluam todos os portes de produtores. A adaptação climática deve ser uma realidade inclusiva diante dos desafios ambientais iminentes.”
Na agricultura familiar, o Plano também avançou em propostas voltadas à transição sustentável. Entre elas estão a redução da taxa de juros das linhas sustentáveis do Pronaf (Agroecologia, Semiárido, Floresta e Bioeconomia), a ampliação do limite de financiamento para projetos de sistemas agroflorestais e silvicultura e o reforço dos recursos destinados à assistência técnica.
Até o momento, ainda não foram divulgadas pelo governo federal propostas relacionadas ao aprimoramento do Sistema de Informações sobre Crédito Rural (Sicor), à aplicação da Taxonomia Sustentável Brasileira no crédito rural, ao fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e ao direcionamento mais estratégico de recursos para recuperação de pastagens e implementação do Código Florestal. As contribuições da Coalizão enviadas ao Plano Safra estão disponíveis no site da Coalizão.
Sobre a Coalizão
A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento composto por mais de 400 organizações, entre entidades do agronegócio, empresas, organizações da sociedade civil, setor financeiro e academia. A rede atua por meio de debates, análises de políticas públicas, articulação entre diferentes setores e promoção de iniciativas que contribuam para a conservação ambiental e o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.
Agro News
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