Mato Grosso
Seis espaços museológicos para se visitar em Mato Grosso
Verdadeiras máquinas do tempo, os museus são lugares de reflexão sobre o passado, o presente e o futuro de uma nação. Caminhar por entre galerias e espaços museológicos é pôr os pés em algum lugar ou recorte da nossa história e, de certa forma, presenciar a construção de narrativas de um passado unívoco – e porque não onírico -, intrinsicamente ligado ao futuro.
Atualmente, em Mato Grosso, existem mais de 60 espaços museológicos em funcionamento. Entre museus e galerias de arte, são lugares dedicados a contar boa parte da nossa história, com enorme potencial educativo relacionado a aspectos culturais, artísticos e históricos enraizados em nossa sociedade. Frequentar museus, exposições, lugares históricos e galerias de arte fomenta descobertas sobre o homem e sua relação com diferentes povos, culturas e valores.
Para celebrar o Dia Nacional do Museu – 18 de maio – encaramos a difícil tarefa de listar seis espaços museológicos abertos ao público nesta data tão significativa para a preservação das origens, manifestações culturais e artísticas de Mato Grosso. Confira:
• Museu Histórico de Cáceres
Com vista para o Rio Paraguai, a história conta que o Museu Histórico de Cáceres foi criado por ocasião do bicentenário da cidade, em 1978, por conta do incentivo da professora Emilia Darcy Cuyabano, que doou muitas das peças e documentos, hoje salvaguardados pelo museu.
Lá estão expostos livros, fotografias, roupas, itens arqueológicos e geológicos, documentos e objetos históricos que marcaram a colonização da cidade. A história já começa a ser contada pelas paredes da edificação centenárias (tombada como patrimônio histórico municipal, estadual e nacional), localizada no centro de Cáceres, ao lado da Praça Major João Carlos.
Entre os destaques da exposição permanente, a carta de Dom Pedro II, datada de 3 novembro de 1883, nomeando o capitão Antônio Aníbal Alves Pereira, cavaleiro da ordem de São Bento, homenageado pela sua bravura durante a guerra em que acabou morto.
O Museu Histórico de Cáceres está na Rua Antônio Maria, 244, no Centro e funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 18h. A entrada é franca. Informações (65) 3223-1500.
• Museu Histórico de Sinop
Criado março de 2008, o Museu Histórico de Sinop é uma rica fonte de pesquisa e preservação do patrimônio histórico e de bens culturais do município. Muito voltado para ações educativas e culturais, o museu propicia às futuras gerações o direito de conhecer as raízes e a evolução econômica, social e política da “Capital do Nortão”.
Com quase dois mil itens, em seu acervo constam fotos, documentos, vestuário, livros, revistas, mapas, jornais, vídeos, slides, utensílios, ferramentas, móveis, instrumentos musicais e de comunicação também. O bacana é que boa parte do acervo está digitalizado e acessível a população. Os documentos digitalizados estão divididos em Coleção Particular (CPA), Coleção Pública (CPU) e Coleção do Museu de Sinop (CMS).
Destaque para a Coleção Particular que exibe fotos das famílias pioneiras e de pessoas que participaram do processo de construção de Sinop. Com cadastros de 142 pioneiros, esta coleção está dividida em cinco partes: Agricultura, colonizadora, comércio, famílias pioneiras e indústria.
O Museu Histórico de Sinop está localizado na Av. das Embaubas, n° 991, Centro da cidade e funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 18h, com entrada franca. É possível acessar seu acervo pelo link www.sinop.mt.gov.br/museu. Informações (66) 3531-8166.
• Museu de História Natural de Alta Floresta
Inaugurado em 2005, o museu foi criado por meio de convênio firmado entre a Universidade do Estado de Mato Grosso – Unemat, Prefeitura de Alta Floresta e Governo de Mato Grosso.
Seu acervo possui vários fósseis e artefatos arqueológicos encontrados na região, além do registro e catalogação de sítios arqueológicos e, também, de material da história recente da colonização de Alta Floresta. Vale ressaltar que o museu comporta um anfiteatro para 200 pessoas, com o sugestivo nome de Cineclube Mastodonte.
Destaque para a impressionante coleção de fósseis composta, inclusive, por arcadas dentárias da preguiça gigante – muito raras – além de artefatos de pedra de civilizações indígenas. Uma ótima pedida para quem quer conhecer, seja a história cultural ou história natural da região da Amazônia Meridional, com registros de animais, pedras, rochas e muitos, muitos fósseis. A criançada vai adorar!
O Museu de História Natural de Alta Floresta está localizado na Av. Ariosto da Riva, 3075, no Centro de Alta Floresta. Aberto de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 17h, o museu tem entrada franca. Informações (66) 3521-9555.
• Museu de História e Arqueologia (Vila Bela da Santíssima Trindade)
Instituído por lei municipal em 2006, o Museu Histórico e Arqueológico Joaquim Marcelo Profeta da Cruz abriga um acervo com exposições permanente e temporária. A mostra permanente traz o tema “Vila Bela sem fronteiras”, com abordagem sobre a cultura indígena, obras sacras, heranças africanas e apresentação de sítios arqueológicos em territórios quilombolas da região.
Muito interessante também é a construção secular feita ainda na época dos escravos, as ruínas históricas da antiga Igreja Matriz da cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, que ficam no centro da cidade. É fascinante observar as estruturas da igreja que resistiram por tanto tempo.
Tanto o museu quanto as ruínas ficam na Travessa do Palacio s/n, no Centro de Vila Bela da Santíssima Trindade. Informações: (65) 3259-1313.
• Museu de História Natural Casa Dom Aquino (Cuiabá)
O Museu de História Natural Casa Dom Aquino é um dos equipamentos culturais da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), em funcionamento sob gestão compartilhada com o Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (Ecoss).
O museu possui uma exposição permanente de arqueologia e paleontologia, além de uma reserva técnica. A exposição paleontológica apresenta fósseis de animais da região, organizados cronologicamente, representando a evolução biológica através das eras geológicas. Fosseis como o do tatu (Pampatherium humboldti), preguiça gigante (Eremotherium Iaurillardi), dinossauros (saurópoda) e animais marinhos do período que Chapada dos Guimarães foi mar.
Destaque para um novo cenário representativo do homem pré-histórico, composto por um bio lago com cascata, rochas naturais e peixes silvestres da bacia do Rio Cuiabá. O monumento é uma representação do período holoceno, que corresponde aos últimos dez mil anos de evolução. Para melhor retratar a época, foram instaladas no lago, estátuas de barro alusivas ao paleoíndio, em tamanho real, esculpidas pelo artista plástico Junne Fontenele.
O Museus Casa Dom Aquino está localizado na Avenida Beira Rio, nº 2000, bairro Jardim Dom Aquino, Cuiabá. O funcionamento ao público é de terça-feira a sábado, das 8h às 18h. Informações: (65) 3634-4858.
• Museu de Arte Sacra de Mato Grosso (Cuiabá)
O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso, o MASMT, foi fundado em 10 de março de 1980. Situa-se no prédio do Seminário Nossa Senhora da Conceição, uma edificação de estilo eclético de 1858 que fica ao lado da Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho, uma construção neogótica de 1918.
O passeio ao Museu de Arte Sacra de Mato Grosso já se torna interessante por sua importância arquitetônica, já que é considerado um dos mais importantes monumentos de estilo eclético que exibe combinações de elementos que podem vir da arquitetura clássica, medieval, renascentista, barroca e neoclássica.
Ali foram reunidas diversas peças do período setecentista, remanescentes da antiga Catedral do Bom Jesus de Cuiabá, da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, Nossa Senhora dos Passos, acervo pessoal do bispo Dom Francisco de Aquino Corrêa e peças adquiridas por doações particulares. Destaque para os famosos retábulos da antiga Catedral demolida em 1968 e a nova ala de instrumentos musicais da Igreja do Bom Jesus de Cuiabá do período colonial.
O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso fica na Praça do Seminário, na Rua Clóvis Hugney, 239, bairro Dom Aquino. Aberto à visitação de quarta-feira a domingo, das 9h às 17h. Outras informações: (65) 3646-9101.
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MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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