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Governo tem superávit de R$ 941,7 milhões

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Foto: KAREN MALAGOLI / ALMT

Mesmo com frustração da receita em R$ 200 milhões, o governo de Mato Grosso tem superávit orçamentário de R$ 941,7 milhões, no 1º quadrimestre de 2019. De janeiro a abril, a receita total do Estado contabilizou R$ 5.926 bilhões, e a despesa somou o montante de R$ 4.985 bilhões. Os números foram apresentados pelo secretário de Estado de Fazenda, Rogério Luiz Gallo, em audiência pública na Assembleia Legislativa.

Durante a audiência pública, Gallo disse aos deputados e representantes do Fórum Sindical que no superávit de R$ 941 milhões não consta o resto a pagar. A prestação de contas é uma obrigação imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) à Assembleia Legislativa, por isso a audiência foi conduzida pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária.

Nesse período, o valor total bruto da receita (fontes próprias e transferências da União) foi de R$ 7.200 bilhões. Mas em função das deduções (repasses de valores para 141 municípios e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) a receita liquida ficou em R$ 5.926 bilhões. A dedução gerou um montante de R$ 1.821 bilhão.

Receita – De todos os tributos arrecadados, o ICMS liderou o ranking com o valor de R$ 3.310 bilhões. Na segunda posição, vem o Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) que gerou para os cofres públicos R$ 415 milhões. O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) contribuiu com R$ 241 milhões. O total de receita tributária foi da ordem de R$ 4.067 bilhões. Esse valor é 7,4% maior, se comparado ao de 2018, que foi de R$ 3.786 bilhões.

Mesmo assim, o secretário Rogério Gallo considerou que os valores da receita frustraram a equipe econômica do governo. Segundo ele, o estado esperava que a União fizesse a transferência de receita (constitucional) de R$ 1.716 bilhão, mas repassou apenas R$ 1.543,2 bilhão, ou seja, R$ 200 milhões a menor. Esse valor representou um percentual de 10,1% a menos aos cofres do Tesouro do Estado. Outro ponto negativo, de acordo com Gallo, foi o gasto com pessoal.

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“À falta de 10% dos repasses de recursos da União para o Estado foi um dos principais fatores que impactaram na retomada do crescimento da economia de Mato Grosso. O governo contava com os recursos da Lei Kandir e do Sistema Único de Saúde, mas os valores repassados foram insuficientes. Do SUS, por exemplo, o governo esperava receber R$ 250 milhões, mas recebemos apenas R$ 68,1 milhões. Isso representa menos R$ 181.9 milhões que deixaram de entrar nos cofres do Estado”, explicou Gallo.

Na exposição dos números, Gallo mostrou ainda que é de responsabilidade da União repassar aos estados brasileiros o Fundo de Participação dos Estados (FPE). Para Mato Grosso, o montante transferido foi de R$ 798 milhões. Outra transferência é do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que nesses quatro meses somaram R$ 555,4 milhões.

Questionado sobre a folha de pagamento dos servidores, o secretário fez um alerta e disse que os gastos com a folha já “estouraram e está chegando à casa de R$ 1 bilhão”. Segundo Gallo, é preciso melhorar a receita e fazer o controle do crescimento da despesa. A lei (LRF) fala que o limite é de 49%.

Para melhorar a receita, o secretário afirmou que “o governo vem trabalhando para combater a sonegação fiscal. Para isso, está monitorando a contabilidade de 700 grandes empresas, em tempo real. O governo quer saber se o valor oferecido de ICMS para o estado é o correto”.

Despesas – Nos primeiros quatro meses do ano, a despesa total do governo de Mato Grosso foi de R$ 4.985 bilhões. Mas o valor previsto pelo governo era de a despesa chegar à casa de R$ 6.745 bilhões. Em 2018, a despesa ficou em R$ 5.008 bilhões. Portanto, houve uma redução em 0,5%. “Está havendo controle do gasto público, do que foi previsto e realizado houve uma redução de 26%”, explicou o secretário.

O ajuste foi para baixo em 35,3%. Enquanto isso, a folha de pagamento e encargos sociais foi de R$ 3.584 bilhões. Os juros e encargos da dívida pública somaram a quantia de R$ 157,1 milhões. Já a amortização da dívida foi de R$ 222,7 milhões. Em 2019, houve uma variação da dívida em 10% para cima, comparado com mesmo período de 2018, que foi de R$ 344,8 milhões.

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De acordo com Gallo, a dívida de custeio foi reduzida em 21%. Em 2018, a dívida ficou em R$ 689 milhões. No mesmo período de 2019, o montante destinado para o custeio foi de R$ 539 milhões. Mas a previsão do governo definido na LOA/2019 era de o dispêndio ser de R$ 1.252 bilhão.

Já em relação à folha de pagamento dos servidores, o secretário Gallo, disse que houve um crescimento de 3%. Em 2018, a folha foi de R$ 3.481 bilhões, em 2019 o dispêndio chegou à casa de R$ 3.584 bilhões. “O governo vem fazendo sua parte e reduzindo gastos”, disse Gallo.

O líder do governo Mauro Mendes, Dilmar Dal Bosco (DEM), afirmou que a arrecadação realizada, entre janeiro a abril, foi para pagar dívidas do governo Pedro Taques. Na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), de acordo com Dal Bosco, o ex-governador deixou de restos a pagar a quantia de R$ 268 milhões. Na Secretaria de Estado de Saúde (SES), Dal Bosco disse que dívida herdada foi de R$ 455 milhões.

“A economia feita na gestão Mauro Mendes está sendo usada para quitar dívidas do governo Taques. Mauro Mendes está pagando décimo terceiro que o governo passado não honrou com os servidores. O Estado está no caminho certo. Hoje, o custo da máquina pública é muito alto. Não dá para pegar dinheiro público e pagar aposentado e pensionista em R$ 1.250 bilhão. O dinheiro não é suficiente para pagar as despesas do Estado”, disse Dal Bosco.

Gallo disse ainda que a dívida consolidada de Mato Grosso, de janeiro a abril de 2019, chegou em R$ 6.810 bilhões. Segundo ele, a dívida de 32,4% é baixa em relação a receita corrente liquida. “O problema de Mato Groso não é o endividamento, mas de liquidez (poupança-corrente). As despesas são maiores que a receita. O governo não consegue gerar saldos positivos mensal, semestral e nem anual. A nossa despesa consome por inteiro a receita”, explicou o secretário da Sefaz.

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O deputado Xuxu Dal Molin (PSC) disse que o cenário econômico que  Mato Grosso vem enfrentando nos últimos anos é critico. Ele disse ainda que o estado é rico, mas a discussão se concentra em coisas pequenas.

“O setor produtivo do estado colabora, mas o Estado brasileiro não faz sua parte porque não investe em infraestrutura. O poder público sozinho não tem condições de competir com o mundo globalizado. Tem que mudar as atitudes. Hoje, Mato Grosso enfrenta um estado de calamidade porque não tem renda, e não adianta aumentar os impostos. Um dos caminhos para sair da crise é diminuir os gastos financeiros dos Poderes”, disse Xuxu Dal Molin.

De acordo com Wilson Santos (PSDB), os números apresentados pelo secretário Rogério Gallo caem como um “balde de água fria na economia do Estado”. “O governo disse que faria corte de três mil servidores comissionados, mas hoje tem mais DGAs que na administração do ex-governador Pedro Taques. Isso sem contar a queda de 2,2% do PIB estadual. São dados preocupantes”, disse Santos.

O deputado Ondanir Bortolini, Nininho (PSD), questionou o secretário sobre o empréstimo do governo do estado de U$ 332,6 milhões junto ao Banco Mundial para a quitação integral da dívida com o Bank of América.

Gallo disse que o empréstimo deve ser aprovado até julho pelo Senado Federal e depois encaminhado ao Tesouro Nacional e em agosto dar o aval para a liberação do dinheiro. “Isso evitaria o Estado pagar, em setembro, a parcela de U$ 150 milhões ao Bank of América. Valor importante para o fluxo de caixa”, disse Gallo.

A próxima audiência pública, para discutir a evolução das metas fiscais do 2º quadrimestre de 2019, está marcada para o dia 24 de setembro, às 9 horas, no auditório Milton Figueiredo.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis

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Foto Reprodução ChatGPT

Durante o ato de assinatura do convênio entre o Governo de Mato Grosso e a Santa Casa de Rondonópolis, que prevê um aporte financeiro de quase R$ 300 milhões para a unidade hospitalar, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, destacou o trabalho do deputado estadual Ondanir Bortolini (Nininho) na articulação de recursos para o município.

Durante o evento, o prefeito rasgou elogios ao parlamentar, chamando Nininho de “deputado pé de boi”, em referência ao empenho e dedicação do deputado em buscar investimentos para a cidade.

Após a manifestação do prefeito, Nininho agradeceu o reconhecimento e reforçou o compromisso de continuar atuando em parceria com o município.

“Obrigado pelas palavras, prefeito Cláudio Ferreira! Essa parceria por Rondonópolis é o que me motiva a buscar sempre mais recursos para a nossa cidade, como esse importante aporte de R$ 22,3 milhões mensais para a Santa Casa. Vamos continuar unindo forças entre o município e a Assembleia Legislativa. Assim, conseguimos avançar de verdade e garantir que as melhorias continuem chegando à nossa população. Contem sempre com o meu empenho e trabalho”, declarou o deputado.

O convênio firmado pelo Governo do Estado representa um dos maiores investimentos recentes destinados à saúde pública regional e busca garantir o fortalecimento financeiro e operacional da Santa Casa, referência no atendimento hospitalar para Rondonópolis e diversos municípios da região sul de Mato Grosso.

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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

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Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.

O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado.  O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.

O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.

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