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Embrapa lança nova cultivar de soja para a região do Matopiba no Bahia Farm Show

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Cultivar adaptada aos estresses climáticos do Matopiba, promete alta produtividade e resistência às principais doenças e lagartas da soja.

Para proporcionar aumento da produção de soja na região Matopiba, considerada a nova fronteira agrícola do País, a Embrapa Cerrados e a Fundação Bahia vão lançar uma cultivar adaptada às condições de solo e clima da região. A BRS 8980IPRO é recomendada para o bioma Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O lançamento será durante a feira agropecuária Bahia Farm Show, no dia 28 de maio. O pesquisador da Embrapa Cerrados, André Ferreira, responsável pela pesquisa, explica que após quase dez anos de trabalho foi possível chegar a um produto que atende às necessidades específicas dos produtores da região. “O foco da pesquisa foi o Matopiba. Então consideramos os estresses climáticos que lá são mais recorrentes, ou seja, há um maior risco climático para a lavoura, e por isso desenvolvemos um material mais rústico, com estabilidade nesse ambiente e com um agressivo sistema radicular, o que garante maior resistência aos veranicos”, relata o pesquisador.

A nova cultivar alcança altas produtividades e tem resistência às principais doenças da soja. Por ser do tipo IPRO, apresenta supressão às lagartas do tipo Elasmo e Helicoverpa, com menor necessidade de controle dessas lagartas.

A participação da Embrapa

A abertura da 15ª edição da Bahia Farm Show acontece no dia 28 de maio, às 10h, na cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA), e contará com a presença do presidente da Embrapa Sebastião Barbosa.

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Na tarde do mesmo dia, será realizado o Workshop dos Resultados da Soja na Safra 2018/2019, quando será lançada a cultivar BRS 8980 IPRO e o pesquisador André Pereira apresentará suas características e os resultados da pesquisa da Embrapa, juntamente com outras instituições ligadas ao setor. Serão discutidos a produtividade em diferentes sistemas de manejo, questões fitossanitárias da lavoura, a produtividade das cultivares comerciais de soja e milho e o manejo para altos rendimentos em condições de estresse hídrico. Esse último tema será apresentado pelo supervisor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Sérgio Abud.

No estande da Embrapa, no dia 30 de maio, a partir das 9h30, será realizado um workshop para jornalistas para debater o tema A soja como fator de desenvolvimento econômico e social do Oeste da Bahia. A Embrapa Cerrados e a Fundação Bahia apresentarão dados de produção, mercado e exportação, o potencial brasileiro e as oportunidades do mercado de grãos, apresentando ainda a experiência da cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA), hoje um grande polo produtor de soja, responsável por 70% da produção de grãos do estado, com uma das maiores renda per capita do Brasil e a 8ª maior economia do estado.

No estande também serão apresentadas tecnologias da Embrapa Algodão (PB), Embrapa Cerrados (DF), Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) e Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF). Os pesquisadores poderão esclarecer dúvidas sobre as principais culturas da região – soja, milho e algodão, além do trigo, que vem sendo cultivado em áreas irrigadas como opção na sucessão a soja no sistema produtivo.

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Haverá comercialização de publicações da Embrapa e exposição da nova cultivar de soja, a BRS 8980 IPRO, e da BRS 8781 também adaptada ao Matopiba.

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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