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Alimentos orgânicos e produtos da agricultura familiar conquistam cardápios de restaurantes

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Os produtos da biodiversidade e da agricultura familiar têm se destacado em cardápios de muitos restaurantes do país. Atendendo à demanda crescente por alimentos produzidos sem o uso de agroquímicos, chefs de cozinha estão inovando as receitas com ingredientes orgânicos.

Uma das chefs de cozinha que está trilhando este caminho é Ana Bueno. Há 25 anos, ela está no comando do restaurante Banana da Terra, em Paraty (RJ), que tem produtos regionais como mote principal do menu.

“É o que sabemos fazer de melhor e também sempre acreditamos que os que nos visitam querem conhecer de verdade a culinária local com seus produtos frescos, recheados de histórias de seus produtores e sua cultura”, comenta Ana Bueno.

Da terra para a mesa

Os temperos e hortaliças, como salsa, cebolinha, alfavaca, coentro, manjericão, poejo, taioba, gengibre, salsão, rúcula, e outros ingredientes usados no restaurante são produzidos de forma orgânica na horta do sítio da família.

Ana também tem parceria com outros pequenos produtores orgânicos do entorno da cidade, de onde busca a tradicional farinha de mandioca e até Plantas Alimentícias Não Convencionais, conhecidas como PANCs. Para a chef de cozinha, valorizar quem planta e colhe é um meio de transformar a sociedade. 

“Acho que a agricultura familiar é um caminho importante para o desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda na cidade. Além disso temos um grande número de restaurantes esperando produtos locais, puros e cheios de história para vender para os turistas que nos visitam”, disse.

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Atualmente, o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos do Ministério da Agricultura tem cerca de 19 mil produtores e unidades de produção registrados.

Prato elaborado com Plantas Alimentícias Não Convencionais

Escolhas

A chef ressalta que a escolha de um bom alimento depende de informação e conhecimento sobre os aspectos nutricionais e se a produção seguiu princípios sustentáveis de uso dos recursos naturais.

“Uma preocupação de todos os empresários de alimentos e bebidas tem sido sua responsabilidade ambiental e impactos que o negócio gera. A busca de produtos regionais, orgânicos e ainda outros cuidados com o lixo e uso de água têm sido considerados pelos clientes e proprietários”.

Entre as receitas com orgânicos mais populares do cardápio está o clássico peixe com banana e pirão. Todos os pratos com palmito servidos no restaurante também são de origem orgânica e pequenos produtores.

“Temos muitos pratos do cardápio com produtos orgânicos daqui e da cidade vizinha, Cunha, que também produz muitas hortaliças. Procuramos ser fiéis aos nossos fornecedores e alcançar o máximo possível deles para privilegiar e incentivar as produções locais”, comentou.

Projeto ensina crianças o cultivo de orgânicos

Transformação

Ana Bueno deixou o trabalho como repórter de TV e assessora de imprensa e se aproximou do mundo da culinária com o objetivo de promover os alimentos da região. À medida que Paraty foi se transformando em um reconhecido polo turístico, Ana foi identificando as potencialidades da rede local e tomou algumas iniciativas para impulsionar a gastronomia como cultura e arte.

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Um dos projetos desenvolvidos por Ana é o “Escola de Comer”, que tem o objetivo de qualificar a merenda das escolas do município, além de valorizar o trabalho das merendeiras e dos produtores locais. De todas as hortaliças servidas no cardápio do programa, cerca de 60% são oriundas da agricultura familiar.

A mudança na merenda estimulou a produção familiar na região. No início, apenas seis produtores entregavam alimentos para o programa. Atualmente, as escolas contam com mais de 100 fornecedores. Mais de 5,6 mil alunos de 9 a 16 anos em mais de 30 escolas de Paraty passaram a receber educação alimentar.

Para a chef, a merenda qualificada impacta também no desempenho dos alunos em sala de aula. “A saúde, desenvolvimento e aprendizado dos alunos melhoraram muito, bem como a diminuição de evasão escolar”, comemora Ana.

O Ministério da Agricultura, em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), quer expandir a presença dos orgânicos nas unidades escolares do país, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Atualmente, o programa alcança 160 mil escolas de ensino fundamental e médio no Brasil e 41 milhões de estudantes. 

Um dos projetos desenvolvidos por Ana é o “Escola de Comer”, que tem o objetivo de qualificar a merenda das escolas do município

Desafios

A empreendedora ressalta que ainda há desafios em trabalhar com os produtos orgânicos e da agricultura familiar. No entanto, os benefícios superam as barreiras da instabilidade do clima e da dificuldade de comunicação com os produtores.

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“Ainda é muito mais difícil. Precisa persistir. É muito mais fácil pedir tudo num sacolão da esquina do que ir atrás dos produtores, que muitas vezes têm difícil localização. Mas a certeza de estar consumindo produtos limpos e de estar deixando o dinheiro circular aqui mesmo dá uma sensação de dever cumprido, de estar fazendo o certo, de ter certeza de que essa escolha é a melhor para nosso planeta e pra nossa cidade”, destaca

Uma das preocupações é que os alimentos tradicionais, feitos por diferentes gerações de agricultores familiares, possam continuar sendo produzidos por seus filhos.

“Meu desejo é que num futuro próximo, tenhamos produtores bem sucedidos, conscientes e servindo de inspiração para jovens, que queiram se aproximar da terra para produzir alimentos puros para as futuras gerações”, sugeriu. 

Mais informações à Imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
Débora Brito
[email protected]

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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