Política MT
Proposta do governo aos professores será apresentada na próxima terça-feira
Foto: DEMÓSTENES MILHOMEN
Deputados estaduais participaram hoje (31), no Palácio Paiaguás, de reunião com o governador Mauro Mendes (DEM) e representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT). Eles discutiram reivindicações da categoria e governo promete apresentar contraproposta na próxima terça-feira (4).
A paralisação (iniciada no último dia 27), de acordo com o Sintep/MT, é resultado das ações do Governo em relação à Revisão Geral Anual (RGA), ao escalonamento salarial e ao descumprimento da Lei 510/2013 (é uma lei que busca corrigir uma distorção dos salários dos educadores, equiparando com a de outras categorias do serviço público estadual).
Mato Grosso tem o segundo menor salário se comparado com outras categorias do Executivo estadual. O aumento em 7,69% prevê a dobra do poder de compra nos salários dos professores. Os grevistas pedem que o Governo cumpra a lei da dobra salarial, que foi aprovada gestão do ex-governador Silval Barbosa.
Para o Executivo cumprir a dobra do valor de ganho dos servidores da educação, de acordo com o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira disse que “o governo tem que cumprir o que está previsto no artigo 245 da Constituição do Estado, que somente para 2019, seria de algo em torno de R$ 900 milhões, mas o impacto para cumprir a lei seria de R$ 128 milhões.
O vice-presidente da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Barranco (PT), afirmou que o governador Mauro Mendes (DEM) ponderou a situação financeira do Estado à categoria. Segundo o parlamentar, o governo assumiu o compromisso de até a próxima terça-feira (2) apresentar uma proposta para o Sintep/MT e, com isso, encaminhá-la para a deliberação da categoria.
O presidente do Sintep/MT afirmou que todas as negociações do governo junto à categoria têm que ser pautadas em cima de proposta eficazes. “Essa é a perspectiva que a categoria vai aguardar até a próxima semana e, com isso, avaliar o processo de greve em Mato Grosso. Se a proposta atender a categoria, vamos discutir a suspensão da greve. Caso contrário a greve estará mantida em Mato Grosso”, disse Pereira.
Entre as reivindicações do Sintep, Valdeir Pereira disse que a Revisão Geral Anual será discutida de forma mais ampla e com a participação do Fórum Sindical. Em relação ao corte de pontos dos profissionais da educação, ele disse que a assessoria jurídica do Sintep vai fazer algumas ponderações com o Governo.
“O corte de pontos além de ser abusivo é uma prática anti-sindical. Essa atitude do governo é como querer apagar fogo, jogando gasolina. Espero que na terça-feira, o governo mude de atitude. Isso pode comprometer o ano letivo dos estudantes”, explicou Valdeir Pereira.
O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que o ganho real de 7,69% reivindicado pelo Sintep/MT, no momento é inviável pelas condições financeiras que o Estado vem enfrentando nesse início de governo.
“Não temos dinheiro em caixa para arcar com essa nova despesa. Hoje, o Estado encontra-se no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal Federal e Estadual. Existem para isso três dispositivos legais que impedem o Estado de conceder, neste momento, o aumento salarial”, explicou Mauro Mendes.
Segundo o governador, não é questão de o Executivo querer ou não querer conceder o aumento, mas porque três leis impedem o Estado tomar essa decisão e, ainda, da condição financeira do Estado aumentar a despesa. Dar um aumento hoje, é o mesmo que emitir um cheque sem fundo e depois não ter dinheiro para pagar o salário”, disse Mendes.
Ao ser questionado que a categoria não negocia sem uma proposta, Mauro Mendes disse que o estado não tem condições legais para descumprir três leis. “Não tenho condições de fazer isso. O Ministério Público disse que se fizer isso serei processado por improbidade administrativa. Estourar gasto com pessoal é cometer improbidade administrativa. Só vou fazer o que a lei permite”, disse Mauro Mendes.
Na terça-feira, Mauro Mendes disse que o governo vai encaminhar “uma proposta para o Sintep/MT que esteja à luz da interpretação da Procuradoria Jurídica do Estado, quais as condições objetivas que terão que ser cumpridas e com isso o estado volte a ter condições dar ganhos reais e RGA”.
O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), disse que o Parlamento está empenhado em encontrar uma solução o mais rápido possível para colocar fim à greve dos profissionais da educação.
“O Sintep trouxe uma proposta que será analisada pelo governo. Mas o governo mostrou que a Lei de Responsabilidade Fiscal impede, neste momento, de conceder o aumento à categoria e com isso não cumprir a lei 510/2013. Para isso temos que buscar o diálogo e até a próxima terça-feira apresentar uma proposta que ponha fim a greve. A dificuldade do governo nesse momento é financeiro”, explicou Dal Bosco.
Já o deputado Lúdio Cabral (PT) disse que “o governo tem que cumprir a Lei 510/2013, por isso tem que apresentar uma proposta objetiva em relação aos 7,69% que estão previstos para este ano. Senão não vai dar agora, quando será? É uma lei, ele tem que cumprir. Se não der, mande uma mensagem para a Assembleia Legislativa definindo um cronograma de pagamento”, disse o parlamentar.
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
Política MT
Wilson Santos destaca abertura de Pivetta ao diálogo e construção de soluções para a pesca em MT
Política MT
Cobranças abusivas em contas de água: Irajá cobra solução
-
Policial20/05/2026 - 12:43Polícia Civil cumpre dois mandados de prisão contra médico investigado por violência doméstica em Barra do Garças
-
Rondonópolis20/05/2026 - 15:19Rondonópolis|Vereador pede sinalização para impedir estacionamento irregular de carretas em área da Polícia Ambiental
-
Rondonópolis20/05/2026 - 15:12Rondonópolis|Vereador pede revitalização do Campo Mané Garrincha e academia pública no Itamaraty
-
Rondonópolis20/05/2026 - 13:14Rondonópolis|Valor obtido com multas de radares terá aplicação no trânsito, diz gestão
-
Rondonópolis20/05/2026 - 15:04“Projeto cria campanha ‘Ruas Verde e Amarela’ para incentivar manifestações esportivas em Rondonópolis”
-
Esportes21/05/2026 - 12:11União coloca ingressos a R$ 10, convoca torcida para decisão contra o Ceilândia e abre espaço para troca de figurinhas da Copa do Mundo
-
Sem categoria20/05/2026 - 14:24Rondonópolis|Avenida João Ponce de Arruda terá interdições durante 20 dias para aplicação de microrrevestimento
-
Artigos22/05/2026 - 10:13O infarto pode começar no intestino?








