Mato Grosso
Empaer instala vitrine tecnológica no Parque de Exposições em Cuiabá
No Parque de Exposições Jonas Pinheiro, em Cuiabá, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) está montando uma vitrine tecnológica numa área de 5 mil metros quadrados. Até o momento já foram construídos 43 canteiros de 15 metros quadrados com diferentes hortaliças, frutíferas, feijão, arroz, trigo, milho, mandioca, flores tropicais e outros. A vitrine vai apresentar tecnologias voltadas para a agricultura familiar e estará aberta para o público no início do mês de setembro.
O presidente da Empaer, Renaldo Loffi, fala que a vitrine tecnológica será de fácil acesso aos visitantes, que vão receber informações sobre pesquisa, transferência de tecnologia, assistência técnica e extensão rural. O objetivo inicial é atender os produtores rurais do Vale do Rio Cuiabá e demais visitantes com informações sobre o processo de plantio, cultivo, colheita, cuidados com o solo, meio ambiente, área social e outros.
De acordo com Loffi, toda a estrutura montada para expor o trabalho pelos técnicos da empresa está sendo executada em parceria com o Sindicato Rural de Cuiabá. A intenção é mostrar o trabalho da Empaer que é executado no campo sobre fruticultura, hortaliças, culturas anuais, pastagens para pecuária de corte, leite e outros. “O local será ideal para realizar a interação com produtores e interessados em diversificar, criar oportunidades de negócio. Acredito que será uma sala de aula com a finalidade de auxiliar nos negócios dos empreendedores rurais”, explica.
A pesquisadora da Empaer, Dolorice Moreti, que faz parte da equipe responsável pela vitrine, destaca que serão apresentadas na prática alternativas que garantam lucro e renda à família rural com orientações sobre as cadeias produtivas, hidroponia e demais culturas. Ela acredita que no mês de agosto, os canteiros já estarão produzindo hortaliças e legumes tais como maxixe, abobrinha, jiló, pimentão, quiabo e outros.
O coordenador dos Núcleos de Laboratórios da Empaer, José Alcântara Filgueira, explica que foi realizada a análise de solo na área em que está sendo construída a vitrine. A análise física foi feita para verificar a textura do solo e a química para avaliar a capacidade de produção ou fertilidade. E com o resultado das análises foi feita também as recomendações quanto à aplicação de calcário e adubo. “Em qualquer área para trabalhar com segurança, deve ser feita a análise do solo antes do plantio para detectar possíveis problemas nutricionais, identificando a fertilidade e potencialidade da terra”, esclarece.
O espaço pretende demonstrar também que é possível diversificar culturas, e aumentar a renda e preservar o meio ambiente. A vitrine ficará exposta para visitação de forma permanente e em definitivo no local, para apoiar atividades didáticas e técnicas aos agricultores familiares, professores, estudantes, pesquisadores, extensionistas e comunidade em geral.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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