Política MT
Projeto de convalidação de incentivos fiscais tem dispensa de pauta aprovada
O Projeto de Lei Complementar 53/2019, do Poder Executivo, que dispõe sobre a remissão e anistia de créditos tributários, relativos ao ICMS e sobre a reinstituição e revogação de benefícios fiscais, nos termos da Lei Complementar Federal nº 160/2017 e do Convênio ICMS 190/2017, foi lido em Plenário, durante a 12ª sessão extraordinária na Assembleia Legislativa, na manhã desta quinta-feira (27) e teve pedido de dispensa de pauta aprovado pelos parlamentares com três votos contrários dos deputados Lúdio Cabral (PT), João Batista (Pros) e Ulysses Moraes (DC).
A mensagem altera também as Leis nº 7.098, de 30 de dezembro de 1998, e nº 7.958, de 25 de setembro de 2003, e as Leis Complementares nº 132, de 22 de julho de 2003, e nº 614, de 05 de fevereiro de 2019. A Lei Complementar Federal nº 160/2017 determina que os Estados têm até o próximo dia 31 de julho para aprovar a convalidar os benefícios concedidos pelo governo. Caso a lei não seja aprovada até lá, os benefícios serão, automaticamente, revogados.
Os incentivos são benefícios relacionados à carga tributária, concedidos pela administração para empresas que devem cumprir uma série de contrapartidas, como a geração de emprego. O teto para cada empresa é de 80% na isenção do pagamento do ICMS. A mensagem do governo originou discussões já no dia da leitura e aprovação da dispensa de pauta.
O deputado Wilson Santos (PSDB) questionou o fato de o governo apresentar duas matérias distintas em um mesmo projeto. “A mensagem tão esperada chega e traz um grande submarino”, disse o parlamentar, explicando que o governo aproveitou uma determinada matéria para embutir outra. O parlamentar disse que o governo pretende, na lei de incentivos fiscais, fazer uma mini-reforma tributária.
“Hoje lemos e fizemos a dispensa de pauta da mensagem do governo. Agora vamos ler e entender artigo por artigo, o que altera. Já temos alguns entendimentos claros, agora precisamos ver a redação, ver o que modifica em cada segmento. Quando apresentada, nós alteramos a carga tributária do produto interno para a venda da carne, que hoje é isenta, passando para 7%. Este é um dos questionamentos”, disse o deputado Dilmar Dal Bosco, líder de governo na Assembleia.
Segundo ele, é preciso buscar audiência pública e ver, juridicamente, “o que é reinstituição do imposto e o que é convalidação ou mudança de maneira de cobrança dos nossos impostos. Esse aumento é legal, não é legal. Pode conceder ou não? Temos dúvidas. Lendo a matéria, entendendo os artigos vamos entrar em debate e apurar aí o que acrescenta e o que muda”, disse.
O deputado Lúdio Cabral (PT), reclamou do curto espaço de tempo para se discutir a mensagem. Segundo Cabral, Mato Grosso tem 343 atos normativos que concedem benefícios fiscais. “A imensa maioria são atos em desacordo com a Constituição. Muitos poucos foram validados pelo Confaz”, disse o parlamentar.
Quem também reclamou do pouco tempo para se discutir o projeto foi o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB). Segundo ele, um projeto dessa amplitude não pode ser discutido em apenas 15 dias. “É irresponsabilidade discutir um assunto de uma gravidade imensa em pouco tempo. Temos que fazer a sociedade entender, fazer todo mundo entender e ainda aprovar”, afirmou.
Conforme Avallone, no caso do comércio, o governo quer mudar toda a tributação. “O que existia nos últimos 15 anos, entendem que tem que ser diferente. Tudo bem, o governo foi eleito para fazer o que é melhor para o Estado. Mas tem que explicar, não pode impor. Era um sistema simples e eles estão complicando”, disse.
No caso dos incentivos fiscais, conforme o Executivo, serão revisados R$ 3,8 bilhões de benefícios que estão publicados na Lei Orçamentária de 2019, e outros R$ 1,5 bilhão localizados após um levantamento da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso, totalizando R$ 5,3 bilhões. A expectativa é que grande parte dos incentivos sejam revisados e revogados. Apenas os que tiverem comprovação efetiva de viabilidade serão mantidos pelo governo.
Política MT
‘Deus honrará sua família’, diz Medeiros a Flávio Bolsonaro
Deputado participou do evento em Cuiabá ao lado de Flávio Bolsonaro, Sóstenes Cavalcante, Rogério Marinho e parlamentares do PL do Estado

Foto- Assessoria
Durante participação na Marcha para Jesus realizada neste sábado (20), em Cuiabá, o deputado federal Zé Medeiros (PL) afirmou que a trajetória da família Bolsonaro tem sido marcada pela fé cristã e declarou que, apesar das dificuldades enfrentadas nos últimos anos, a vitória virá pela ação de Deus.
O evento reuniu milhares de pessoas na capital mato-grossense e contou com a presença do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e do senador Rogério Marinho (PL-RN).
Durante o evento, Medeiros afirmou que a família Bolsonaro sempre buscou conduzir sua atuação política baseada em princípios cristãos.
“É uma honra estarmos aqui louvando e honrando o nome de Jesus Cristo. O presidente Jair Bolsonaro, todas as vezes que foi possível, honrou ao Senhor Jesus Cristo. O Flávio, Eduardo, Michelle, Bolsonaro, todos dessa família fizeram questão e fazem questão de honrar o Senhor Jesus Cristo”, afirmou.
O parlamentar também citou as dificuldades enfrentadas pela família e declarou que as provações fazem parte da caminhada daqueles que professam a fé. Medeiros agradeceu a Flávio Bolsonaro por ter vindo a Cuiabá e afirmou que a perseguição também esteve presente na trajetória de figuras centrais do cristianismo.
“Por mais que venham as provações, por mais que venham as lutas, nós sabemos que o Senhor Jesus Cristo vai nos dar vitória. Todos os discípulos de Jesus foram perseguidos. O apóstolo Paulo também. E sabe por quê? Por causa do nome de Cristo. O fato de vocês terem sempre esse viés de administrar uma nação olhando para Cristo, isso sim traz perseguição. Deus é contigo”, finalizou Medeiros.
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Cláudio Ferreira e Pivetta autorizam início das obras de asfalto e drenagem no Sagrada Família

Foto- Assessoria
Acabou a espera de mais de 40 anos. O prefeito Cláudio Ferreira e o governador Otaviano Pivetta assinaram a ordem de serviço que dá início às obras de pavimentação e drenagem do Residencial Sagrada Família, um dos bairros mais antigos de Rondonópolis a conviver com a poeira na seca e a lama nas chuvas.
São R$ 57,3 milhões em investimento para transformar a realidade da região: 19 km de pavimentação em CBUQ, drenagem profunda e superficial, calçadas e sinalização em todas as vias. Mais de 10 mil moradores serão beneficiados diretamente.
O bairro convivia com um dos cenários mais penosos da cidade. Na época das chuvas, a falta de drenagem transformava as ruas em enxurradas, trazendo prejuízos e transtornos para moradores, motoristas e bairros vizinhos. Na seca, a poeira tomava conta das casas. Agora, com asfalto, drenagem e calçadas, essa rotina chega ao fim.
A obra será executada em dois lotes, contemplando as partes superior e inferior do bairro, com prazo de 12 meses cada. Além de acabar com a poeira e a lama, a pavimentação melhora as condições de tráfego, amplia a segurança viária, impulsiona o desenvolvimento econômico e valoriza os imóveis da região.
Para o governador Otaviano Pivetta, a entrega é um gesto de justiça com quem esperou tempo demais pelo básico. “A ordem de serviço da pavimentação do Sagrada Família é um gesto de respeito e de resgate a esse povo que esperou tanto por isso”, afirmou. O governador destacou ainda que cidade bem cuidada, com boas ruas e drenagem, produz bem-estar em escala: “O povo fica mais saudável, fica mais alegre e fica mais feliz.”
O prefeito Cláudio Ferreira reforçou que a obra é fruto da parceria com o Estado e do compromisso com resultado. “Eu faço política com resultado, e não com o processo. É isso que a população espera de nós”, declarou. Segundo o prefeito, o Sagrada Família é apenas o primeiro canteiro: a meta é ver “Sagrada Família cem por cento pavimentada, e Rondonópolis também cem por cento pavimentada”.
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