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“Precisamos elevar o agro brasileiro para US$ 1 trilhão”, afirma Luiz Tejon

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Foto: Assessoria

“Precisamos elevar o agro brasileiro para US$ 1 trilhão. Se isso não ocorrer, o PIB do Brasil não cresce. Se ele não crescer, teremos depressão, recessão e não terá performance que dará jeito nisso. Estamos lançando um momento para dobrar o tamanho do agro”, ressaltou o professor, escritor, jornalista e publicitário José Luiz Tejon. Ele ministrou a palestra “O poder do incômodo muda o incomodado – O presente é o resultado do futuro”, durante o 9º Simpósio Nutripura, em Rondonópolis-MT.

“Todos somos resultados do incômodo. Quando somos incomodados e transformamos isso em uma força e na busca da criação, nós transformamos a sociedade e nossas vidas. O agro é resultado de um incômodo. Tudo que nos incomoda nos transforma”, ressaltou Tejon. Para o professor, as mudanças da sociedade elevaram o sistema produtivo do campo ao centro dos interesses.

“O mundo mudou, já foi o tempo em que produtor rural não era importante. Hoje quem faz o café, o algodão ou a banana é importante, porque a sociedade urbana moderna consumidora quer saber. Saúde é sinônimo do agronegócio. Passamos a ser demandados por outro mundo que nos obriga, em muitos casos, a fazer o que não gostávamos de fazer. Mas vamos ter que fazer responsabilidade social, sustentabilidade, vamos ter que cuidar de 4 milhões de pequenos produtores que, se forem mal, prejudicam o Brasil”.

De acordo com Tejon, temos diversos desafios no futuro próximo: 10 bilhões de pessoas em 2050, estima-se quatro nascimentos a cada segundo; desperdício de alimento, 30% da comida do mundo não é aproveitada; o novo perfil do consumidor, mais tecnológico e exigente; e a formação de um novo produtor rural, que deve compreender todo esse novo mundo complexo. Esses desafios necessitam de soluções, especialmente provenientes do agronegócio.

“O mundo nos incomoda a todo instante. Eu não aceito um PIB brasileiro de US$ 2 trilhões, não aceito o agro brasileiro com US$ 500 bilhões. Para mim o agro brasileiro tem que faturar US$ 1 trilhão, e tem condições para tal. Portanto, isso me incomoda. E se me incomoda eu vou provocar e vou reunir todo mundo que consiga olhar pra esse ângulo. Se a gente crescer o agro brasileiro em mais US$ 500 bilhões, o PIB brasileiro cresce 4% ao ano e nós vamos salvar a população da recessão. Não existe outro setor no país que consiga fazer isso e a oportunidade é gigantesca”, provocou Tejon.

Veja Mais:  Fórum de Inovação Tecnológica vai discutir desafios do agronegócio no Rio Grande do Norte

Sucessão familiar – Os participantes do 9º Simpósio Nutripura conheceram o case de sucessão da família Nishimura na Jacto, empresa de máquinas agrícolas com mais de 70 anos de fundação e que possui cerca de 3.500 empregados. Nesse período, passou por três processos de sucessão, e nem sempre de forma tranquila. “Depois de um processo de reinado, em 1980 meu pai resolveu se aposentar. Foi um período conturbado. Saímos de um reinado e entramos numa democracia, levamos um ano e meio para escrever seis páginas do acordo societário entre os irmãos. Fizemos um pacto de sangue e o mantemos”, afirmou o palestrante Shiro Nishimura. Depois dos filhos, a empresa agora é comandada pela terceira geração – os netos. “Oriento que o processo seja feito com planejamento e com a ajuda de pessoas que entendam do assunto”, aconselhou.

Mais de 550 pessoas ouviram, ainda, a história de vida do empresário Geraldo Rufino. Durante a palestra “O catador de sonhos”, ele contou a trajetória desde catador de lixo reciclável até criar a primeira e maior empresa de reciclagem de peças de caminhões do Brasil e da América Latina. O caminho não foi linear e nem só de vitórias, já que ao longo de sua carreira Rufino “quebrou” seis vezes.

 “Empreender é ser produtivo e impactar a vida de alguém. Ser protagonista da própria história e não culpar alguém além de você mesmo pelo fracasso. 80% do Brasil funciona, é preciso parar de olhar o resíduo e a crise. Não temos tempos sem crise, temos tempos diferentes. A oportunidade tá na cabeça de cada um. É só manter a fé, ter espiritualidade, relacionamentos, saber ouvir e não ficar reclamando”, afirmou Rufino.

De acordo com o diretor de pesquisa da Nutripura e organizador do Simpósio, Lainer Leite, a programação do evento também se preocupou em ofertar além de informação e conhecimento técnico. “O objetivo com essas palestras era provocar os participantes em termos de empreendedorismo, motivação e atitude, porque não existe evolução sem que se tenha inovação, melhoria nos processos e, em muitos casos, mudança de postura”.

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“Precisamos elevar o agro brasileiro para US$ 1 trilhão. Se isso não ocorrer, o PIB do Brasil não cresce. Se ele não crescer, teremos depressão, recessão e não terá performance que dará jeito nisso. Estamos lançando um momento para dobrar o tamanho do agro”, ressaltou o professor, escritor, jornalista e publicitário José Luiz Tejon. Ele ministrou a palestra “O poder do incômodo muda o incomodado – O presente é o resultado do futuro”, durante o 9º Simpósio Nutripura, em Rondonópolis-MT.

“Todos somos resultados do incômodo. Quando somos incomodados e transformamos isso em uma força e na busca da criação, nós transformamos a sociedade e nossas vidas. O agro é resultado de um incômodo. Tudo que nos incomoda nos transforma”, ressaltou Tejon. Para o professor, as mudanças da sociedade elevaram o sistema produtivo do campo ao centro dos interesses.

“O mundo mudou, já foi o tempo em que produtor rural não era importante. Hoje quem faz o café, o algodão ou a banana é importante, porque a sociedade urbana moderna consumidora quer saber. Saúde é sinônimo do agronegócio. Passamos a ser demandados por outro mundo que nos obriga, em muitos casos, a fazer o que não gostávamos de fazer. Mas vamos ter que fazer responsabilidade social, sustentabilidade, vamos ter que cuidar de 4 milhões de pequenos produtores que, se forem mal, prejudicam o Brasil”.

De acordo com Tejon, temos diversos desafios no futuro próximo: 10 bilhões de pessoas em 2050, estima-se quatro nascimentos a cada segundo; desperdício de alimento, 30% da comida do mundo não é aproveitada; o novo perfil do consumidor, mais tecnológico e exigente; e a formação de um novo produtor rural, que deve compreender todo esse novo mundo complexo. Esses desafios necessitam de soluções, especialmente provenientes do agronegócio.

“O mundo nos incomoda a todo instante. Eu não aceito um PIB brasileiro de US$ 2 trilhões, não aceito o agro brasileiro com US$ 500 bilhões. Para mim o agro brasileiro tem que faturar US$ 1 trilhão, e tem condições para tal. Portanto, isso me incomoda. E se me incomoda eu vou provocar e vou reunir todo mundo que consiga olhar pra esse ângulo. Se a gente crescer o agro brasileiro em mais US$ 500 bilhões, o PIB brasileiro cresce 4% ao ano e nós vamos salvar a população da recessão. Não existe outro setor no país que consiga fazer isso e a oportunidade é gigantesca”, provocou Tejon.

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Sucessão familiar – Os participantes do 9º Simpósio Nutripura conheceram o case de sucessão da família Nishimura na Jacto, empresa de máquinas agrícolas com mais de 70 anos de fundação e que possui cerca de 3.500 empregados. Nesse período, passou por três processos de sucessão, e nem sempre de forma tranquila. “Depois de um processo de reinado, em 1980 meu pai resolveu se aposentar. Foi um período conturbado. Saímos de um reinado e entramos numa democracia, levamos um ano e meio para escrever seis páginas do acordo societário entre os irmãos. Fizemos um pacto de sangue e o mantemos”, afirmou o palestrante Shiro Nishimura. Depois dos filhos, a empresa agora é comandada pela terceira geração – os netos. “Oriento que o processo seja feito com planejamento e com a ajuda de pessoas que entendam do assunto”, aconselhou.

Mais de 550 pessoas ouviram, ainda, a história de vida do empresário Geraldo Rufino. Durante a palestra “O catador de sonhos”, ele contou a trajetória desde catador de lixo reciclável até criar a primeira e maior empresa de reciclagem de peças de caminhões do Brasil e da América Latina. O caminho não foi linear e nem só de vitórias, já que ao longo de sua carreira Rufino “quebrou” seis vezes.

 “Empreender é ser produtivo e impactar a vida de alguém. Ser protagonista da própria história e não culpar alguém além de você mesmo pelo fracasso. 80% do Brasil funciona, é preciso parar de olhar o resíduo e a crise. Não temos tempos sem crise, temos tempos diferentes. A oportunidade tá na cabeça de cada um. É só manter a fé, ter espiritualidade, relacionamentos, saber ouvir e não ficar reclamando”, afirmou Rufino.

De acordo com o diretor de pesquisa da Nutripura e organizador do Simpósio, Lainer Leite, a programação do evento também se preocupou em ofertar além de informação e conhecimento técnico. “O objetivo com essas palestras era provocar os participantes em termos de empreendedorismo, motivação e atitude, porque não existe evolução sem que se tenha inovação, melhoria nos processos e, em muitos casos, mudança de postura”.

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

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Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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