Política MT
Comissão Especial com objetivo de atualizar a Constituição Estadual aprova plano de trabalho
Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT
A Comissão Especial para Atualização do Texto da Constituição Estadual realizou sua primeira reunião ordinária na tarde desta quinta-feira (4). No encontro, os parlamentares aprovaram o plano de trabalho, que será realizado em cinco frentes distribuídas por todos os membros do colegiado.
O deputado Ulysses Moraes (DC) ficou responsável por duas frentes completas e por parte de uma. O parlamentar irá relatar a parte que envolve os Princípios Constitucionais Fundamentais (Frente 1) e também a relacionada aos Direitos, Garantias e Deveres Individuais Sociais (Frente 2). Moraes ainda vai tratar dos Planos de Desenvolvimento, dentro da frente do Desenvolvimento Econômico e Social (Frente 5).
Já o deputado Sebastião Rezende (PSC) ficará com parte da frente de aborda o Estado (Frente 3). Ele relatará capítulos como o que trata sobre Administração Pública e Poder Executivo Estadual. Também nessa frente, o presidente da Comissão Especial, deputado Max Russi (PSB) atuará nos segmentos do Poder Legislativo Estadual e da Administração da Justiça. Enquanto isso, o deputado Thiago Silva (DEM) cuidará dos artigos que se referem aos municípios (Frente 4). Por fim, o deputado Valdir Barranco (PT) atuará na Frente do Desenvolvimento Econômico e Social (5) no que é ligado aos temas Seguridade Social, Ação Cultural e Recursos Naturais.
O presidente da Comissão Especial, deputado Max Russi, explica que a divisão da relatoria em várias frentes se deu para que todos possam fazer um trabalho de análise de uma parte específica da nossa Constituição. “Agora vamos fazer os estudos junto com a equipe técnica. Ver o trabalho feito em legislaturas passadas e vamos juntar isso e depois chamar a sociedade em geral para participar também com suas contribuições”, completou Russi.
De acordo com o deputado Sebastião Rezende, as comissões criadas com esse objetivo em 2008 e em 2012 já avançaram muito no tema, mas as emendas propostas não chegaram a ser votadas. “ [Desta vez] eu acredito que vamos ter condições de concluir esse trabalho com muito mais celeridade e, obviamente, entregar à sociedade mato-grossense uma nova Constituição Estadual”, garantiu. Ele ainda destacou o papel importante que a Procuradoria da Assembleia tem desempenhado nessa discussão.
Texto de 1989 – O procurador da Assembleia Ricardo Riva lembra que a Constituição já tem quase 30 anos, o que indica a necessidade de uma atualização. “Muitas mudanças ocorreram na sociedade, alterações nos valores jurídicos, sociais, na economia. Daí a importância de se fazer essa atualização”, argumentou.
Ele afirma que os parlamentares deverão trabalhar para adequar a Constituição Estadual (CE) ao que está definido na Constituição Federal (CF). Esse é o caso, por exemplo, do artigo 58 da CE, que veda a reeleição para o cargo de governador do estado, enquanto a CF possibilitou a reeleição aos chefes do Executivo desde 1997. Ricardo Riva também defende que seja dada oportunidade aos parlamentares de revisarem parte do texto, em que não seja necessária apenas a adequação à CF. “Os parlamentares decidirão se irão manter o texto ou alterar, mas isso vai ser discutido com os interessados. Não vai ser feito sem o debate”, explicou o procurador.
Segundo o deputado Max Russi, futuramente, a Comissão Especial abrirá espaço para contribuições de entidades como OAB, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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