Política MT
Governo gasta apenas 8,3% com a saúde pública
A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social realizou hoje (9) audiência pública para debater o 1º quadrimestre – janeiro a abril de 2019 – do balancete orçamentário e financeiro da Secretaria de Estado e Saúde (SES). Nesse período, de acordo com o secretário Gilberto Figueiredo, a despesa própria executada com a saúde foi de R$ 316.3 milhões.
Nos primeiros quatro meses do ano, ao invés de o governo aplicar os 12% constitucional à saúde pública, o governo do Estado aplicou apenas 8.34%. Com isso o valor referente à diferença entre o executado e o limite mínimo constitucional foi menor em R$ 138.4 milhões. Para os 141 municípios mato-grossenses, nesse período, o governo repassou o montante de R$ 107,6 milhões. No ano passado, na gestão do ex-governador Pedro Taques, na mesma época, o montante transferido foi de R$ 101,5 milhões.
O secretário da SES disse que o governo atual tinha um demonstrativo de restos a pagar de R$ de 613,3 milhões. No governo Mauro Mendes (DEM), segundo Figueiredo, já foram pagos R$ 171,8 milhões. Ainda existe um resto a pagar de R$ 441,3 milhões. Os valores arrecadados pelo Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF) e repassados aos hospitais filantrópicos foi da ordem de R$ 5,528 milhões.
Em Mato Grosso existem 2.676 estabelecimentos de saúde. Desse total, 2.580 são de responsabilidade dos municípios, 72 do estado e 24 são compartilhados entre o estado e os municípios. Já a quantidade de número de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) é da ordem de 5.722. Mas de acordo com a demanda, o Estado precisa de 8.605 leitos.
O presidente da Comissão de Saúde, Paulo Araújo (PP), disse que a saúde pública tem que ser prioridade para qualquer gestor. Segundo ele, para a pasta volta a investir é preciso tirar recursos financeiros de outras áreas e direcioná-los para a saúde. Ele disse que existe o Fethab que foi aprovado em janeiro que trouxe um incremento de recita para o estado de R$ 500 milhões ao ano.
“Com 12% de recursos financeiros para a saúde o estado não tem condições de investir. Isso leva a Assembleia Legislativa e o Governo do Estado a debater no segundo semestre. Os 12% constitucional não são suficientes para investir na saúde pública. Hoje, o valor apresentado nesse período de R$ 450 milhões de déficit orçamentário. Esses valores são de custeio e não de investimentos”, explicou Paulo Araújo.
O secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, rebateu a proposta do deputado Wilson Santos (PSDB), em tramitação na Assembleia, que destina 20% de toda a arrecadação do Fethab à SES. Segundo Santos, a pasta passaria a contar com R$ 1,6 bilhão para ser investido na saúde.
“A proposta do parlamentar não tem fundamentação. Nem sei o montante dos 20% arrecadados. Parece uma solução muito fácil. Se o fosse, teria sido feito em gestões anteriores”, disse Figueiredo.
De acordo com Santos, os números apresentados durante a audiência pública é preocupante. Segundo ele, apenas 8,3% foram aplicados nesse período na saúde, ao invés de 12% constitucional. “Enquanto isso, os municípios aplicam muito mais de 15%, cerca de 20%. O governo não aplica nem o que a lei estabelece. A audiência deixou claro que o governo não está investindo na saúde. Isso é negligência e irresponsabilidade do atual governo”, disse Wilson Santos.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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