Política MT
Projeto de lei que põe fim às ‘escolas de lata’ recebe parecer favorável
Mato Grosso deverá eliminar o uso de contêineres de metal como salas de aula da rede estadual de ensino, e fazer a substituição das chamadas “escolas de lata” por prédios de alvenaria no prazo de até quatro anos. Isso é o que prevê oProjeto de Lei nº 389/2019, autoria do deputado estadual Dr. João José (MDB), que recebeu, nesta quarta-feira (10.7), parecer favorável da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
“Buscamos melhorar as condições da estrutura educacional de Mato Grosso. Não podemos deixar nossos estudantes sofrendo em estruturas como estas. Por isso, o nosso intuito foi contribuir de maneira proativa para que o Estado possa reduzir o uso desses contêineres o quanto antes”, afirmou Dr. João.
A situação das ‘escolas de lata’ ganhou repercussão nacional março de 2019. Reportagem que foi ao ar no programa jornalístico Fantástico, da Rede Globo, mostrou que o governo de Mato Grosso alugou 110 contêineres para nove escolas da capital e do interior, por falta de salas de aula. Crianças e professores reclaram muito da situação vivida diariamente dentro destas estruturas.
“A utilização dessas ‘escola de lata’ revela um péssimo exemplo de investimento do dinheiro público. Os contêineres são quentes no verão, gelados no inverno e não apresentam condições dignas para alunos e professores. As escolas precisam ser de alvenaria”, afirmou o deputado Dr. João.
O deputado disse reconhecer a situação econômica crítica do Estado, por isso apresentou uma sugestão de plano de ação para os próximos anos. De acordo com o projeto de lei, o Poder Executivo deverá proceder à substituição de 30% das ‘escolas de lata’ por modelos de alvenaria de maneira gradual em dois anos. Ainda conforme o projeto, 65% das unidades devem ser substituídas em três anos, e todas as unidades (100%) devem deixar de ser usadas em até quatro anos.
Durante a sessão da comissão, o deputado Wilson Santos apresentou emenda ao projeto de lei. A emenda dispõe sobre a excepcionalidade do uso desses contêineres, pelo período de seis meses, em situações extremas como a de uma tempestade que venha a comprometer a estrutura da escola.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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