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A Ferrogrão é uma prioridade para MT

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Por Deputado Júlio Campos- Fotos: Edson Rodrigues

O projeto de construção da ferrovia “FERROGRÃO – EF 170” entre os municípios de Sinop/MT e Miritituba, distrito do município de Itaituba/PA, vem enfrentando amplo debate e discussão quer seja pelo julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade da Lei proposta pelo partido político PSOL, quer seja pelos entraves que os processos de licenciamentos enfrentarão.

A concessão do trecho ferroviário consistirá numa extensão de 933 km, com investimento previsto na ordem de R$ 25.20 bilhões (8,26 bilhões para implantação e 16,93 bilhões recorrente), com custos operacionais previstos em R$ 49,25 bilhões, segundo informações da ANTT, trazendo excelentes reflexos para o Estado de Mato Grosso.

Inicialmente, é importante registrar os benefícios que a implantação da ferrogrão trará ao meio-ambiente, ao desenvolvimento regional e nacional, bem como no crescimento da economia do país.

Segundo levantamento, o projeto preliminar poderá operar com comboios de 160 vagões de 100 toneladas cada, totalizando 16.000 toneladas por viagem, considerando ainda, que se operar com 03 locomotivas de 04 motores cada totalizará em um comboio com 12 motores, substituindo em média 400 caminhões que trafegam no trecho, mostrando que o investimento é uma alternativa para a sustentabilidade ambiental sendo uma opção eficiente capaz de reduzir drasticamente as emissões de gases estufa.

Esta casa de Leis criou a Câmara Setorial Temática, sob a presidência do Deputado Reck Junior, com objetivo de debater, acompanhar e propor parecer sobre a judicialização da Ferrogrão, trazendo importantes resultados para a viabilização da concessão do trecho e quanto a legalidade da Lei 13.452/2017.

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Extrai-se do relatório final que apenas 0,054% (862 hectares) da área original da unidade de conservação do Parque Nacional do Jamanxim será desafetada de um total de 1.032.000 hectares de dimensão do parque, ou seja, uma área ínfima não podendo se falar em retrocesso ambiental até porque o próprio texto da Lei dispõe que se não forem efetivamente utilizadas, essas áreas serão reintegradas ao Parque Nacional.

Neste ponto de vista, tem-se que, com a construção da Ferrogrão estima-se que evitará emissões de até 77% de CO2 no transporte da safra de grãos. Esse alto potencial de redução nas emissões possibilita que o empreendimento emita títulos verdes via instrumentos de crédito, o mais conhecido como crédito de carbono.

De outro turno, presume-se equivocadamente que a construção da ferrovia afetará os povos originários da região. Pois bem, a FUNAI fornece subsídio técnico de que não consta espaço territorial indígena na demarcação do Parque Jamanxim, um dos objetos da discussão.

Inclusive estudos da ANTT juntados na ADIN, identificaram que terras indígenas não se localizam na região de desafetação do Parque Nacional.

Contudo, a construção da ferrovia irá impactar indiretamente cinco nações indígenas que reivindicam oitivas e discussões acerca da implantação, a exemplo dos povos, Munduruku, Kayapó, Apiacás, Terena e Panará. É necessário que o governo exponha um plano de proteção dessas terras que poderão ser impactadas pelo projeto. Com essas garantias o sonho da conexão do celeiro do país, com as grandes hidrovias dos rios Amazônicos se torna mais próximo.

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Temos como importante a resolução de todo imbróglio jurídico e administrativo, pois a construção da Ferrogrão visa consolidar o novo corredor ferroviário de exportação do Brasil pelo Arco Norte. A Ferrogrão trará alta capacidade de transporte e competitividade no escoamento da produção, formando-se um corredor pela EDF-170 e a rodovia BR-163 fortalecendo uma nova rota para a exportação de soja e milho, no Brasil.

Não há nada mais sustentável do ponto de vista ambiental e econômico do que uma ferrovia. Estamos atrasados no avanço da nossa malha ferroviária em quase duzentos anos e isto teve um custo para nossa economia e o meio ambiente.

Um dos pontos positivos do projeto é aproveitar soluções que já existem para a região e foram construídas com anos de diálogo e investimentos, como o plano da BR-163 Sustentável, idealizado pela ministra Marina Silva durante sua primeira gestão à frente da pasta do Meio Ambiente.

Isso porque o projeto da Ferrogrão foi proposto dentro das faixas de domínio da BR-163 e com a construção da ferrovia não haverá mais impactos, senão aqueles já ocorridos pela implantação da rodovia.

Com a implantação da Ferrogrão as tarifas tornar-se-ão ínfimas em relação ao atual custo do transporte rodoviário, tornando nossos produtos extremamente mais competitivos no mundo. Esta ferrovia faz sentido porque atenderá os objetivos da produção agrícola que se estima o escoamento, hoje, de 120 milhões de toneladas/ano.

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O Projeto da Ferrogrão é a chance de se construir um novo modelo de obras de infraestrutura para a Amazônia tendo como base tudo que já foi debatido nas propostas da BR-163, respeitando as suas unidades de conservação e promovendo o diálogo e integração com as Terras Indígenas dessa região.

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Há vagas, há trabalhadores, mas por que eles não se encontram?

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Foto- Assessoria

 

Mato Grosso vive um paradoxo. De um lado, pessoas entregando currículos e esperando por uma oportunidade. Do outro, empresários afirmando que não conseguem encontrar profissionais preparados. Há gente querendo trabalhar e empresas precisando contratar. Então, por que essa conta não fecha?

O estado encerrou 2025 com taxa de desemprego de apenas 2,2%, a menor do país, e com o maior nível de ocupação do Brasil, de 66,7%. Ainda assim, milhares de pessoas continuam procurando espaço no mercado de trabalho.

Os dados do Sine ajudam a mostrar esse desencontro. Em 2025, foram ofertadas mais de 36 mil vagas em Mato Grosso, mas pouco mais de 11 mil trabalhadores foram efetivamente colocados. Isso não significa que todas as demais vagas tenham permanecido abertas, mas revela que anunciar uma oportunidade e concretizar uma contratação são coisas diferentes.

No campo, o problema é ainda mais evidente. Levantamento do Sistema Famato, elaborado pelo Imea em parceria com o Senar-MT mostra que 62,6% dos produtores enfrentam grande dificuldade para contratar e 69,2% apontam a falta de qualificação técnica como um dos principais obstáculos. A função mais demandada é a de operador de máquinas agrícolas, que exige domínio de equipamentos com tecnologias cada vez mais avançadas.

Parte do problema está na distância entre aquilo que os cursos oferecem e o que as empresas realmente precisam. Abrem-se turmas, entregam-se certificados, mas pouco se acompanha quantos alunos conseguiram emprego depois da formação. E certificado sem oportunidade não muda a vida de ninguém.

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Também seria injusto atribuir toda a responsabilidade ao trabalhador. Nem toda vaga difícil de preencher resulta da falta de qualificação. Pesam salários pouco atrativos, falta de transporte, distâncias e jornadas incompatíveis. Da mesma forma, as empresas não podem esperar que todo profissional chegue pronto. Quem contrata também precisa investir em treinamento interno e oferecer a primeira oportunidade.

A solução passa por aproximar empresas, poder público, Sine, Sistema S, institutos federais e escolas técnicas. Antes de abrir um curso, é preciso saber onde estão as vagas, quais habilidades são exigidas e quais empresas estão dispostas a contratar.

O sucesso de uma política de qualificação não deve ser medido apenas pelo número de matrículas ou certificados, mas por quantas pessoas conseguiram emprego e aumentaram a renda.

Mato Grosso não precisa apenas formar mais trabalhadores. Precisa formar melhor e conectar melhor. Quando os cursos responderem às necessidades reais, as vagas chegarem a quem procura trabalho e as empresas participarem da formação, essa conta finalmente começará a fechar.

*Irajá Lacerda é ex-secretário executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária e ex-presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-MT

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O agro no centro do mundo

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Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário

Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.

Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.

Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.

Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.

Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.

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Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.

A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.

O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.

Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.

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O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.

Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos

“Se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria.” #RM12.8
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso.É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
 
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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