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A NOVA GESTÃO SINDICAL E O DESAFIO DE RECONSTRUIR A CONFIANÇA DOS SERVIDORES PÚBLICOS

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A representatividade sindical atravessa um dos momentos mais desafiadores desde a redemocratização. No setor público, onde o sindicato historicamente atuou como instrumento de equilíbrio entre governo e trabalhadores, cresce a sensação de distanciamento, desgaste e descrédito. Não por acaso, muitos servidores manifestam cansaço diante de gestões marcadas por brigas internas, falta de transparência, disputas políticas e pouca entrega concreta. Reconstruir a confiança exige mais do que discursos: requer mudança profunda de postura, modelo administrativo e relação com a base.

O cenário atual expõe uma contradição evidente. Ao mesmo tempo em que governos ampliam a pressão sobre direitos, carreiras e condições de trabalho, parte das direções sindicais ainda opera como se a categoria fosse espectadora, e não protagonista. O sindicato precisa deixar de ser um espaço restrito a reuniões fechadas e relatórios burocráticos. Ele deve se tornar um organismo vivo, capaz de dialogar, prestar contas e responder de forma ágil às demandas cotidianas dos servidores.

Transparência, hoje, não é mais uma opção — é uma exigência. O servidor público quer saber onde cada centavo é aplicado, como são definidos os investimentos, por que certas obras são prioridades e quais critérios orientam contratações e decisões administrativas. Em um mundo onde tudo é rastreável, insistir em práticas opacas não apenas prejudica a imagem da entidade, como alimenta suspeitas e afasta a categoria. A gestão sindical moderna precisa compreender que a confiança nasce da clareza. E a clareza nasce da abertura.

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Outro ponto central é a profissionalização. Muitos sindicatos permanecem presos a modelos amadores de administração, dependentes de improviso, voluntarismo e relações pessoais. Isso fragiliza a instituição. Servidores esperam que o sindicato seja capaz de agir com a mesma seriedade que defendem dentro do serviço público: planejamento estratégico, metas, execução responsável e prestação de contas regular. Modernizar a gestão é dar a cada filiado a garantia de que sua contribuição mensal se converte, de fato, em defesa, melhorias e conquistas.

A aproximação com a base é igualmente urgente. Não basta falar em nome dos servidores; é preciso ouvi-los de forma contínua, presencial e digital. Assembleias esvaziadas, encontros formais e debates restritos já não funcionam. A gestão sindical deve ocupar escolas, unidades de saúde, repartições e espaços públicos, construindo presença ativa. O servidor quer ver a entidade atuante, presente, combativa — não apenas em épocas eleitorais, mas no dia a dia, onde os problemas realmente acontecem.

Também cabe ao sindicato assumir um papel mais técnico e menos emocional. Lutar pelos direitos não significa rejeitar diálogo, nem transformar todas as pautas em embates ideológicos. Servidores esperam maturidade política, capacidade de negociação e preparo jurídico. A categoria é diversa, plural e exige representações que compreendam essa complexidade.

Por fim, é preciso recuperar o sentido original do sindicalismo: defender os trabalhadores. Isso envolve combater abusos, fiscalizar políticas públicas, exigir condições dignas de trabalho e promover formação, saúde, segurança e valorização profissional. Um sindicato forte é aquele que transforma a vida dos seus filiados — não apenas que publica notas ou mantém estruturas físicas imponentes.

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Os servidores públicos continuam precisando de representação firme e competente. O momento exige coragem para renovar práticas, abandonar velhos vícios e construir um sindicalismo transparente, moderno e conectado com a base. Se as direções sindicais assumirem esse compromisso, poderão não apenas recuperar a confiança perdida, mas se transformar novamente na principal força de defesa do serviço público e de quem dedica a vida a fazê-lo funcionar.

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Lei autoriza instalação de câmeras em pet shops para reforçar proteção animal em Rondonópolis

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Nova legislação permite monitoramento interno de forma facultativa e incentiva transparência nos serviços voltados aos animais

Foto Reprodução

A Prefeitura de Rondonópolis sancionou a Lei nº 14.739, de 24 de março de 2026, que autoriza a instalação de sistemas de monitoramento por câmeras em estabelecimentos comerciais do tipo pet shops, clínicas veterinárias, hotéis para animais e congêneres no município.

A medida permite que os estabelecimentos instalem câmeras em áreas onde são realizados serviços como banho, tosa, atendimento, hospedagem e manejo dos animais. O objetivo é fortalecer a proteção e o bem-estar animal, além de garantir mais transparência na prestação dos serviços.

De acordo com a legislação, o sistema de monitoramento, quando implantado, poderá contribuir para a prevenção de maus-tratos, aumentar a segurança de tutores, profissionais e estabelecimentos, e reforçar a relação de confiança entre consumidores e prestadores de serviço.

A lei também prevê que os estabelecimentos que optarem pela instalação poderão disponibilizar o acesso às imagens aos tutores dos animais, mediante solicitação, além de armazenar os registros conforme a legislação vigente, especialmente respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Outro ponto destacado é que a instalação das câmeras não é obrigatória. A norma tem caráter facultativo, não prevendo penalidades ou sanções para os estabelecimentos que optarem por não aderir ao sistema.

Além disso, o Poder Executivo poderá promover campanhas educativas voltadas à proteção e bem-estar animal, incentivar boas práticas no atendimento e desenvolver ações de conscientização junto à população e aos estabelecimentos.

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A Lei nº 14.739 já está em vigor desde a data de sua publicação no Diário Oficial Eletrônico do Município.

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Articulação do vereador Ibrahim Zaher garante etapa do estadual de natação em Rondonópolis

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Competição da Federação de Desportos Aquáticos de Mato Grosso em junho deve contar com a participação de 400 atletas inscritos

Foto- Assessoria

A cidade de Rondonópolis sediará por mais um ano, uma etapa do campeonato mato-grossense de natação, nos dias 06,07 e 08 de junho, com a expectativa de participação de cerca de 400 atletas. O evento foi confirmado para o município, após articulação do vereador Ibrahim Zaher, que viabilizou o local onde as provas serão sediadas com toda a estrutura exigida pela Federação de Desportos Aquáticos de Mato Grosso (FDA-MT).

Para o vereador Ibrahim Zaher, uma competição deste porte não poderia deixar de ocorrer em Rondonópolis, pois segundo ele, que já foi atleta de natação os campeonatos são agentes motivadores para que os atletas sigam a dura rotina de treinamentos e para além disso, incentiva uma prática esportiva saudável e divulga o esporte. “Hoje Rondonópolis tem sido novamente um destaque no cenário estadual e nacional com atletas da natação. Então é uma oportunidade de outros jovens verem esses atletas nas piscinas, verem o potencial dessa modalidade que é tão boa para a saúde e que a gente possa cada vez mais ter adeptos participando”, destacou.

Segundo o organizador da etapa do Estadual em Rondonópolis, Roberval Volpe, além das equipes de Rondonópolis, são aguardadas delegações das cidades de Cuiabá, Campo Verde, Nova Mutum, Sorriso, Sinop, Lucas do Rio Verde e Sapezal. Com a competição recebendo atletas de nove anos até a categoria master que é 50 acima 60 acima não tem idade. “A competição é de extrema importância, porque o Caiçara é uma das melhores piscinas do Mato Grosso, e é onde os nadadores têm a oportunidade de nadar e conquistarem os índices para poderem nadar os campeonatos brasileiros”, explicou.

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Roberval destaca ainda a participação do vereador Ibrahim Zaher, na articulação junto a diretoria do Caiçara Tênis Clube para a parceria na etapa do campeonato mato-grossense de natação. “O apoio do vereador Ibrahim Zaher para nós é extremamente importante, porque o esporte amador precisa da força da classe política. É muito difícil o esporte andar sem o apoio deles. Então, para nós aqui da região sul, foi essencial o apoio do Ibrahim para que o Caiçara cedesse a piscina para a gente, para poder fazer o campeonato estadual, já visando os campeonatos brasileiros que vêm pela frente”, finalizou.

Lei Craques da Terra

O vereador Ibrahim Zaher é o autor da Lei Craques da Terra, que são auxílios pontuais para os jovens atletas do município que não tem condições de arcar com determinados custos que o esporte apresenta, como inscrição em campeonatos, alimentação, estadia, entre outros.

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Rondonópolis

Fiscalização ou “fogo amigo”? Cobranças de Luciana Horta expõem tensão na base aliada em Rondonópolis

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Foto- Assessoria

A atuação da vereadora Luciana Horta tem provocado desconforto nos bastidores da política de Rondonópolis. Mais votada nas últimas eleições municipais com 3.605 votos, a parlamentar virou alvo de críticas e especulações após intensificar cobranças para melhorias na saúde à gestão do prefeito Cláudio Ferreira, de quem é aliada política do mesmo partido o Partido Liberal (PL).

Nos corredores do poder, circula a narrativa de que a vereadora estaria ensaiando uma oposição estratégica de olho nas eleições para deputada estadual. A leitura, no entanto, é contestada por apoiadores da parlamentar, que classificam as críticas como uma tentativa de desviar o foco dos problemas apontados pela vereadora.

Entre as cobranças recentes estão a falta de infraestrutura nos bairros Altamirando 2 e Maria Amélia 2, além das longas filas registradas durante a madrugada no CEADAS. Segundo a vereadora, as demandas não têm caráter político, mas refletem reclamações recorrentes da população.

A  postura adotada por Luciana ampliou o debate sobre o papel do Legislativo. Especialistas e observadores políticos avaliam que a situação evidencia um embate clássico entre fiscalização e alinhamento político dentro da base governista. Cobrar providências do Executivo não representa rompimento, mas o exercício da função constitucional de fiscalizar e legislar. Já outros defendem que a exposição pública de problemas pode gerar desgaste desnecessário à administração.

O episódio reacende a discussão sobre os limites da independência parlamentar dentro de uma base aliada e coloca em evidência o desafio de equilibrar lealdade política e compromisso com as demandas da população.

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