Mato Grosso
Agenda da semana tem futebol e Brasileiro de Karatê-dô Tradicional no Complexo Arena Pantanal
A partir desta sexta-feira (06.09), cerca de 700 atletas de 17 estados disputam, em Cuiabá, o Campeonato Brasileiro de Karatê-dô Tradicional 2019, proporcionando combates de alta qualidade técnica. A competição acontece em um dos equipamentos do Complexo Arena Pantanal, o Ginásio Poliesportivo Aecim Tocantins, e segue até sábado (07.09), das 9h às 21h. A entrada é gratuita.
Com 146 atletas inscritos, a delegação de Mato Grosso é um dos destaques na competição nacional. A equipe mato-grossense masculina de kumite foi campeã na edição 2018 do campeonato, realizado em São Paulo, e a equipe feminina de kata, levou a medalha de prata.
O objetivo do Karatê Tradicional é desenvolver mente e corpo em estado de equilíbrio, com formação em técnicas de combate. Os confrontos do campeonato neste fim de semana contam com atletas de 05 a 65 anos competindo nas categorias que vão do infantil ao máster.
Já na Arena Pantanal, a agenda da semana conta com jogos da Copa Verde e da Copa FMF 2019, além de uma feijoada em seu espaço interno. Confira:
COPA FMF
Na sábado (07.09), às 17h, o Clube Esportivo Dom Bosco enfrenta o Araguaia na Arena Pantanal. A partida é válida pela quinta rodada da competição realizada pela Federação Matogrossense de Futebol, cujo campeão será um dos representantes de Mato Grosso na Copa do Brasil de 2020. Os ingressos são vendidos na bilheteria do estádio no dia do jogo.
Na mesma data, no horário de almoço, o Dom Bosco realiza sua 3ª Feijoada Azul e Branco, na área vip do setor oeste da Arena.
A tabela da Copa FMF 2019 com programação das demais partidas dessa quinta rodada pode ser acessada AQUI.
COPA VERDE
Na quarta-feira (11.09), às 19h30, a Arena Pantanal recebe o confronto decisivo entre Cuiabá-MT e Costa Rica-MS pelas quartas de final da Copa Verde. Quem vencer garante vaga na semifinal da competição nacional, já que o jogo de ida, que aconteceu na quarta-feira (04.09), terminou em empate de 1 a 1.
O clube campeão da Copa Verde terá vaga assegurada nas oitavas de final da Copa do Brasil de 2020. Por Mato Grosso, o Luverdense também segue vivo na disputa depois de vencer o Goiás por 2 a 1 na primeira partida das quartas de final. Com a vitória, o time de Lucas do Rio Verde tem a vantagem do empate para avançar no torneio.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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