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Agora a chuva está atrasando plantio de soja no Brasil, segundo a Conab
O plantio da soja no Brasil mal se iniciou e já está atrasado, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em Mato Grosso, apenas 0,6% da área foi semeada, enquanto no mesmo período da safra anterior, 4% já haviam sido plantados. A média histórica para o estado é de 4,2%. No Mato Grosso do Sul, o total plantado foi de 1%, contra 2% no ano passado e 2,4% da média dos últimos cinco anos.
Nos demais estados produtores, o plantio ainda não começou. No ano passado, até esta mesma época, os produtores já haviam semeado 3,8% da área, enquanto a média histórica é de 2,7%. A Conab apontou que o excesso de chuvas no início de setembro está atrasando a semeadura, mas não forneceu detalhes adicionais sobre o impacto nas safras futuras.
Para o milho de verão, o cenário é mais avançado. No Rio Grande do Sul, 51% da área já foi plantada, enquanto Santa Catarina atingiu 22% e o Paraná chegou a 50%. A safra de arroz, que já começou no Rio Grande do Sul, sofreu com interrupções devido à ocorrência de chuvas, especialmente na Fronteira Oeste. Em Santa Catarina, a semeadura foi iniciada na região Norte, onde o clima tem favorecido o plantio, embora o ritmo seja mais lento na região Sul do estado por conta de menor precipitação.
A Conab também destacou que o milho de terceira safra de 2023/24 começou a ser colhido na Bahia, Sergipe e Pernambuco. O tempo seco tem favorecido o avanço da colheita, apesar das perdas produtivas em algumas lavouras.
Por fim, o monitoramento climático da Conab mostra que o trigo está em boas condições na maioria das áreas cultivadas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Fonte: Pensar Agro
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Crédito travado expõe falhas em regra ambiental e causa insegurança jurídica
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Mais etanol e vendas antecipadas mudam ritmo do mercado
O avanço das vendas antecipadas pelas usinas e a mudança no destino da cana-de-açúcar estão redesenhando o mercado na safra 2026/27, com impacto direto sobre exportações e preços. A expectativa é de queda de cerca de 14,2% nos embarques brasileiros de açúcar, à medida que cresce o direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol.
Em março, o Brasil exportou 1,808 milhão de toneladas de açúcar, volume 1,42% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. A receita somou aproximadamente R$ 3,39 bilhões (US$ 657,57 milhões convertidos a R$ 5,15), recuo de 24,7% na comparação anual, refletindo preços internacionais mais baixos.
Apesar da retração no mês, o acumulado do primeiro trimestre ainda indica crescimento em volume. Entre janeiro e março, os embarques alcançaram 6,04 milhões de toneladas, alta de 5,78% sobre igual período de 2025. A receita, por outro lado, caiu 19,6%, evidenciando a pressão sobre os preços médios.
No campo, a principal mudança está no mix de produção. A moagem no Centro-Sul deve variar entre 625 milhões e 635 milhões de toneladas, com maior participação do etanol. A parcela da cana destinada ao açúcar tende a cair para 48,8%, abaixo dos 50,7% do ciclo anterior, em resposta direta aos preços mais elevados dos combustíveis.
Esse ajuste ocorre em um cenário de possível déficit global estimado em 2,7 milhões de toneladas na safra 2026/27, o que, em tese, sustentaria as cotações internacionais. No entanto, o comportamento das usinas tem atuado como fator de contenção no curto prazo.
Levantamento da StoneX indica que as fixações de açúcar no Centro-Sul avançaram de 41,8% para 59,5% ao longo de março. A diferença em relação ao mesmo período do ciclo anterior, que já foi de 20 pontos percentuais, recuou para cerca de 10 pontos.
Na prática, esse movimento reduz a pressão de venda que vinha travando altas mais consistentes. Com menos volume disponível para negociação imediata, o mercado passa a operar em um ambiente mais equilibrado, com menor resistência a eventuais valorizações.
No cenário internacional, os preços do açúcar registraram ganhos moderados em março, influenciados por fatores financeiros e geopolíticos, como a redução de posições vendidas por fundos em meio a tensões no Oriente Médio.
Para o produtor, o foco permanece na gestão do mix entre açúcar e etanol, que segue diretamente ligado ao comportamento do petróleo. A combinação entre custos, preços internacionais e demanda por combustíveis deve definir o rumo das margens ao longo da safra.
Fonte: Pensar Agro
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Exportações de carne suína crescem 32% em março
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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), 




