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Agosto Lilás – Parte II: Quando a tribuna se torna palco de agressões

Ilson Galdino, advogado e servidor-público municipal
Recentemente publicamos o artigo “Agosto Lilás – Quando a violência política tenta calar mulheres no poder e por que não vamos permitir”, no qual relatamos as agressões sofridas pela prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza.
Passados menos de dez dias, um novo ataque público voltou a ocorrer, novamente tendo como palco a tribuna da Câmara Municipal. E, desta vez, não partiu do mesmo agressor. O que chama ainda mais atenção é que esses episódios acontecem justamente em um espaço que deveria ser símbolo de respeito e debate democrático.
O que mais impressiona não é a quantidade de notas de repúdio nem os inúmeros vídeos de solidariedade à prefeita, mas sim a constância das agressões. Hoje, não basta atacar no plenário: é preciso “expor” nas redes sociais, transformando insultos em espetáculo. Esses discursos recorrem a estereótipos de gênero para tentar enfraquecer a autoridade de uma liderança reeleita com mais de 70% dos votos válidos. O ataque é pessoal, mas o efeito é coletivo: enfraquecer a legitimidade de uma mulher no poder para lembrar às demais qual seria o lugar que devem ocupar.
É inegável: mulheres em posições de liderança ou em funções técnicas têm sido deslegitimadas, expostas e constrangidas publicamente. O Brasil já reconhece essa realidade ao aprovar a Lei 14.192/2021, que combate a violência política contra a mulher em suas dimensões física, psicológica, institucional e digital. Mas reconhecer não basta: é preciso agir. Transformar indignação em mudança significa dar nome ao problema e enfrentá-lo de frente.
O Agosto Lilás deveria ser um mês de luz, voz e segurança para as mulheres. Porém, em Pedra Preta, tem revelado feridas abertas, transformando a tribuna em palco de ataques sucessivos.
Não repetiremos aqui as palavras asquerosas proferidas pelo vereador, até porque já são de conhecimento público.
O objetivo deste artigo é reforçar a necessidade urgente de dar fim a esses ataques e agressões contra a prefeita Iraci. Não é a primeira vez que ela sofre violência política, nem se trata de um único agressor.
Por isso, torna-se indispensável que a direção do Partido União Brasil, ao qual pertence o vereador, abra processo de expulsão para que a legenda não seja maculada, conivente com esse comportamento e, sobretudo, para que sirva de exemplo a fim de evitar novos episódios. Caso ocorram, que sejam imediatamente repelidos.
Além disso, é fundamental que a Procuradoria Municipal de Pedra Preta apresente denúncia ao Ministério Público Eleitoral, solicitando investigação e responsabilização do agressor, conforme prevê a Lei 14.192/2021, que criminaliza qualquer ato destinado a deslegitimar, impedir ou dificultar a atuação política de mulheres. Essa prática, conhecida como violência política de gênero, não pode mais ser tolerada.
Agosto Lilás nasceu para dar visibilidade à luta contra a violência de gênero, mas em Mato Grosso ele tem mostrado como as mulheres ainda enfrentam o desafio de exercer liderança sob ameaça constante.
Proteger a Prefeita Iraci, a Vice-Prefeita Vânia, a Professora Maria Inês, a sindicalista Geane, a Vereadora Luciana e tantas outras não é apenas uma questão de justiça individual. É proteger a democracia.
Porque cada vez que a palavra de uma mulher é interrompida, cada vez que sua autoridade é questionada ou sua imagem é diminuída, o ataque não é apenas contra ela, mas contra toda a sociedade que tem o direito de ser bem representada.
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Há vagas, há trabalhadores, mas por que eles não se encontram?
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O agro no centro do mundo
Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário
Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.
Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.
Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.
Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.
Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.
Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.
A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.
O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.
Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.
O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.
Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

O que a ciência mostra :
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
Envelhecer bem ,exige preservar força
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